segunda-feira, setembro 22, 2014

24° Sonho de Amor

M: Droga!
Shakau logo foi para cima de Miguel, segurou-o pelo colarinho e o bateu contra a prateleira de aquários.
Miguel ficou tonto, sua cabeça estava sangrando um pouco e ele estava indo em direção ao desgraçado encapuzado que ia em direção a Helena.
Quando ele chegou em Helena ela já estava caída no chão em meio aos cacos dos aquários, tinham quebrado todos, a sorte é que o celeiro ficava meio afastado da casa central, ou ao contrário, Afonso já teria ouvido o barulho.
Ela ia indo para trás conforme ele ia aproximando-se, quando ele a segurou pelo cabelo, ela na hora sem pensar em nada, pegou um pedaço de vidro e logo enfiou em um dos olhos de Shakau, o mesmo urrava de dor, o celeiro foi preenchido pelos gritos.
Era sangue por tudo quanto é lado.
Miguel agora já não estava mais tonto, foi perto de Helena a puxou pela mão e saíram correndo.
Shakau ficou ali, com o pedaço de vidro no olho, ele gritava.
Não saiu atrás deles, não conseguia enxergar.
Nem se atreveu a puxar o vidro de seu olho.
S:Desgraçada, eu vou te matar, te matar!
...
Miguel e Helena corriam, ela já nem aguentava mais com suas próprias pernas. Estava fraca, não se alimentava direito e ainda tinha aqueles desmaios e tonturas.
M:Amor? Você está bem?
H:Falta muito?(ofegante)
M:Não.
H:Não estou aguentando mais.
M:Vem cá.
Miguel a colocou em suas costas.
M:Aguenta mais um pouquinho, já estamos chegando.
Ele chegou ao lugar onde tinha deixado o carro, colocou Helena no banco e depois de entrar no mesmo, sumiram dali, o mais longe que podia, não voltou para Sorocaba, pegou estrada para uma das cidades vizinhas.
Tinham que chegar em um lugar seguro antes de mais nada.
Na chácara.
A:Como assim fugiu?(gritando)
F:Um homem, meio alto, com umas tatuagens no braço, apareceu do nada e me acertou com uma pá na nuca.
A:Você é um inútil mesmo.
R:E o Shakau?
F:A Mulher que estava amarrada, enfiou um pedaço de vidro dentro do olho dele. Eu deixei ele no hospital, o negócio estava feio.
R: E ainda se deixou ficar cego por aquela mulher.
A:Estava tudo certo para viajarmos amanhã.
R:Calma, eles não devem estar muito longe, vamos encontra-los.
A:Preciso encontrar ela, o mais rápido possível.
R:Você( se referindo ao Felipe)Vai no hospital e fica com o Shakau, ele tendo alta, pede pra voltar aqui, que o serviço dele ainda não acabou.
E assim Felipe fez.

Em um hotel na cidade vizinha.
M:Helena?
A mesma continuava em silêncio.
M:Está melhor? Helena?!
H:Calma, ainda tô vomitando.
Miguel estava do lado de fora do banheiro, Helena não passava bem desde aquela tarde.
Alguns minutos depois ela saiu do banheiro.
M: Amor, você está muito pálida.
H:Também, nada que eu como para no meu estômago.
M:Vamos amanhã mesmo a um médico.
H:E o Afonso ?
M:Xiiiiii, não vamos pensar nisso agora, ele jamais vai encontrar a gente aqui, agora vem pertinho, quero cuidar de você.
Esse corte na sua testa foi o que?
H:Foi quando um dos bandidos fechou o taxi.
M:Vem, fica quietinha aqui. (abraçando-a)
Ela deitou em seu peito, estava com muito enjoo.



M:Está doendo a cabeça, amor?
H:Um pouquinho.
M:Vamos deitar na cama, vem...
H:Preciso ligar para o Pedro e para Alice, ela chegou hoje.
M:Amor, liga amanhã, descansa, você teve um dia agitado.
H:É, talvez seja melhor mesmo.
Miguel a pegou no colo e a levou para o quarto.
Helena estava cansada, tanto ela quanto ele, insistiu pra que ela comece alguma coisa, mas foi em vão.
Se acomodaram e dormiram abraçados.
Mais ou menos umas 3hrs da manhã, Helena acordou.
Sentou-se à cama e olhou Miguel.



Era lindo dormindo, era lindo de todas formas.
Literalmente um anjo, sentia que estava protegida de qualquer coisa ao lado dele.
Chegava até a pensar se merecia aquele amor.
Estava com muita fome, também não comia direito há dias, agora pelo tanto que sua barriga roncava, talvez ela fosse comer todos os dias de uma vez só.
Levantou na ponta do pé e foi até a cozinha.
O quarto em que alugaram naquele Hotel, era praticamente um apartamento.
Tinha tudo que precisavam e Miguel queria que Helena ficasse o mais confortável possível.
Assim que chegou na “cozinha” foi procurar algo nos armários, o que foi encontrando foi comendo, goiabada, suco de uva, bolacha maisena, bolacha água e sal, pão caseiro... Estava misturando tudo.
Pegou uma fatia de presunto na geladeira e comeu com doce de abobora.
Mas parou com isso quando encontrou no fundo da geladeira um delicioso pudim de brigadeiro.



Comeu quatro colheres cheias do tal brigadeiro, se encontrasse a pessoa que o fez, talvez beijasse seus pés.
Agora faltava só mais uma coisa para ficar completamente satisfeita, e não estava na cozinha.
Ela voltou para o quarto, deitou-se na cama e deu início ao que ainda faltava.



H:Amor, acorda amor...
M:Hum? (sonolento)
H:Acorda amor... por favor.
M:Que foi ?
H:Eu quero você...(sussurrou em seu ouvido)
M:Isso é tentador.(e se virou de frente pra ela)
H:Você não quer?
M:Só se fosse louco.
Ficou de joelhos na cama, na altura dela, queriam aquele momento aos poucos...se olharam e ela se aproximou.



M:Hum, que delícia esse brigadeiro. (sorrindo pra ela)
H:Senti sua falta. (sorrindo)
M:Eu também, mas agora, nada... nada nem ninguém vai separar a gente.
Ele a puxou pertinho, colocou as mãos em sua nuca e a beijou novamente, um beijo devagar, aproveitando cada movimento de suas bocas.
A mão direita dele começo a descer a camisola dela e as mãos dela começaram a erguer a  camisa dele.
Se olharam profundamente de novo, as bocas mal precisavam dizer nada, estava escrito nos olhos de ambos.
Miguel beijou seu pescoço e foi descendo até os seios, se concentrou ali por um momento.
Helena já começou com seus gemidos baixinhos que deixavam Miguel nas estrelas, ele a virou e a deitou na cama.
E assim começou a doce tortura de Helena, com sua boca passeou sem demora pelo corpo todo dela.
Ela com as mãos apertando muito forte o travesseiro, ele paciente desabotoou o sutiã dela, segurou delicadamente seus seios e o levou até sua boca.
Ela estava com os olhos fixos nele e Miguel,  desceu até seu ponto de prazer.



Ela estava com todos os seus sentidos sensíveis ao máximo, talvez se um fio de cobertor relasse nela, seu corpo todo ficaria arrepiado.
Estava excitada ao máximo. Talvez nem aguentasse mais...
Mas não era justo, só ela estar tendo aquela doce tortura.
H:Amor, espera um pouquinho
M:Oque?
Helena se debruçou na ponta da cama e colocou a mão debaixo da cama.
M:Não brinca, eu já vi isso antes.
H:Eu também, na verdade eu vi, comi e amei...
Ela mordeu seu lábio inferior.
M:Faz o que quiser comigo amor, porque se for pra tornar o sonho que tive com isso em realidade, eu faço o que você quiser.
H:Oba!
E agora começa a doce tortura de Miguel.
Helena tomou a posição dele.
O deitou em sua frente, pegou a camiseta dele e o amarrou os pulsos.
Tirou o shorts e percebeu que realmente ele já estava super excitado.
H:Não ainda, espera mais um pouquinho. (tirando a cueca)
Pegou o leite condensado e despejou todo em cima do objeto de desejo de Helena.
Ela a essa altura já estava nua em cima dele e com a boca pronta para matar Miguel. E quase que consegue.
Helena não deu um minuto para ele respirar.
Ele gemia incontrolavelmente.
M:Amor, para...
H:Ah não Miguel, ainda não.
E ele gemia e ela com a boca o torturando.
M:Amor... por favor (como se realmente estivesse sofrendo)
H:Ah, tudo bem.
Ela o desamarrou. Mas nem viu de como ele veio e a pegou.
Foi tudo muito rápido.
Quando percebeu ele já estava em cima dela a possuindo de uma maneira que ela nem conseguia falar.
Ele estava fora de si.
Igual aos sonhos, agora sim teve o 100% de resultado que queria.
Suados, cansados, atordoados, anestesiados...
H:Sem dúvidas, você é o homem dos meus sonhos.
M:Sem dúvidas, você é a mulher, que acaba comigo. (rindo)
Um do lado do outro, rindo feito dois bobos.
H:Amor?
M:Oi?
H:Sabe de uma coisa?
M:Hum...
H:Você é doce mesmo. (rindo)
M:Sua tarada. (rindo)
E ficou em cima dela novamente, eles estavam se beijando, Helena não demorou muito, o virou de novo na cama e subiu em cima dele.
M:Tá de brincadeira não é?
H:Não...(com uma carinha safada)
M:Meu Deus. (rindo)
H:Vamos? (fazendo um charmezinho)
M:Claro, mas sei lá, de onde você tirou toda essa energia? (rindo)
Ela invadiu sua boca sem mais responder.
E assim passaram a noite.
Três, foi o número de vezes que Helena quase enfartou Miguel na flor da idade.
...
No dia seguinte...
Na cama...
M:Bom dia meu amor.
H:Bom dia...Que horas são?
M:Meio dia.
H:Minha nossa, que tarde, porque você não me acordou?
M: Precisava descansar, depois da noite de ontem.
H:Foi bom não é?
M:Claro que foi, mas eu quase levantei buscar um calmante pra você. Achei que você ia me matar. (rindo)
H:Não exagera.
M:Está melhor hoje? Não está com enjoo?
H:Não, graças a Deus e olha que eu comi muito ontem.
M:Bom, mas mesmo assim vamos ao médico hoje, marquei uma consulta pra você .
...
Na casa de Edu e Alice.
Alice: Estou preocupada, Edu, não tem ninguém na casa deles, ela não deixou nenhum bilhete, nada.
E:Confesso que eu também tô muito preocupado, o porteiro disse que não estão aí há uma semana.
Alice: E o Pedrinho chega hoje.
E:Se eu não tiver notícias ainda essa semana, vou colocar a polícia atrás deles.
Alice: Faça isso.
E:Sem dizer que as aulas voltam daqui há três dias. Aquela baixinha não ia largar tudo desse jeito.
Alice: Isso mesmo.
E:E o celular?
Alice: Nada, só dá desligado.
E:Mesmo assim vamos continuar tentando.
Alice: Claro.

...
No médico...
M:Calma, não vai ser nada demais...
H:Muitos exames, Miguel, pra que ele pediu tantos exames?
M:Pra ter certeza de que você não tem nada.
H:Tomara que seja isso mesmo.
Medico: Boa tarde, Helena.
M:E então, está tudo bem?
Médico: Sim, melhor impossível.
H:Mas eu continuo vomitando muito Doutor.
Medico: E isso é normal, o seu corpo ainda está acostumando com o bebe.
H:Como?
M:Bebe?
M:Parabéns, você está grávida.
H:Não...
M:Pai.
H:Não pode...
M:Eu, pai...
H:Agora não é a hora..
M:Papai...
Medico: Bom, parabéns aos dois.
M:EU VOU SER PAI (gritando)
H:Como isso foi possível?
M:Amor, um bebe, nosso, nosso bebe. Miguelzinho ou uma Heleninha que lindo meu Deus.
H: Meu Deus...
M:Amor?
H:Eu acho...
Helena desmaiou...
Uns minutos depois
Medico: Helena? Está me vendo? Está me ouvindo?
Helena fez com a cabeça que sim.
M:Bom, acho que nem preciso dizer a vocês pra tomarem cuidado, essa é uma gravidez de risco.
H:Claro, tomaremos todos os cuidados necessário.
M:Está melhor, amor?
H:Estou (foi sentando)
M:Se quiser eu te carrego.
H:Vê se tem cabimento, Miguel, não precisa. (sorrindo)
Medico: Aqui estão algumas vitaminas pra que esses enjoos não a deixem fraca.
H:Sim..
M:Pode deixar, vamos fazer tudo direitinho.
Medico: Na saída já peguem o dia do primeiro pré-natal, está bem?
M:Claro.
E saíram do hospital de volta pro Hotel.
No caminho todo Helena não conseguia pronunciar uma palavra, já Miguel não calava a boca um minuto.
Chegaram ao hotel, Helena largou a bolsa em um canto e foi indo em direção ao sofá e Miguel tagarelando atrás.
M:Amor, eu tô muito feliz, imagina se for dois? Precisamos arrumar uma cas... Amor?
Helena estava debruçada no sofá.
M:Amor?!(um pouco mais alto)
Ela estava chorando...
M:O que foi, meu amor?(Indo em direção a ela).



M:Amor? Olha aqui pra mim... O que foi?
Helena o olhou nos olhos e chorava mais.
H:Eu... Eu pensei que não podia ser mãe.
M:Como assim?
H:Quando me casei com Afonso, não conseguia engravidar, fiz vários exames na clínica de um amigo dele e todos apontaram que eu era estéreo, Pedro é fruto de um outro relacionamento do Afonso.
M:Então ele...
H:Mentiu, aquele desgraçado, você não imagina  o quanto eu sofri por isso.
M:Meu amor, vem cá, encosta aqui em mim.
H:Eu estou tão feliz...(chorando)
Miguel a beijou na testa e ficou abraçando ela contra seu peito.
Ficaram por vários minutos assim.
Helena chegou a dormir no colo de Miguel, ele a carregou até a cama e a deixou confortável.
Miguel ficou na sala assistindo TV.
Umas 3 horas depois, Helena apareceu mais calma, com o rosto menos inchado, tinha tomado um banho e colocado uma roupa fresca.
Quando chegou na sala viu Miguel folhando uns papeis...
Ela chegou, deu um selinho e o abraçou pelas costas, encostando sua cabeça na dele.



H:E agora amor?
M:Tava pensando nisso.
H:Preciso antes de tudo ligar pro Pedro e pra Alice.
M:Não podemos ser imprudentes, agora temos um bebe.
H:Claro. (sorrindo)
M:Vamos comprar uma casa.
H:Miguel, eu não quero viver fugindo. Como você mesmo me disse, agora temos um bebe.
M:Não vamos amor, mas temos que lembrar que também não dá pra voltar pra Sorocaba agora.
H:É, você está certo.
M:Mas precisamos achar um jeito de provar pra polícia essa tentativa de sequestro, o problema é como!
Helena começou a rir.
M:O que foi?
H:Eu te amo!

domingo, setembro 21, 2014

23° Sonho de Amor

Um homem encapuzado se aproximou e se referindo ao taxista gritou
-: Sai logo do carro, com as mãos para o alto! (com a arma apontada para ele)
Helena estava muito nervosa, tudo que ela não precisava agora era de um assalto.
Enquanto o taxista ia descia do carro com as mão ao alto, Helena foi se posicionando para descer também.
-: Não! Você fica aí, vai dar uma voltinha comigo.
Helena estava com medo, era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que ela não sabia qual delas a deixava mais apavorada.
H: Por favor me deixa descer, eu não digo nada a ninguém. (chorando)
_: Cala a boca e vamos dar uma voltinha. (sorrindo)
Ela chorava muito, mas mesmo nervosa lembrou que ainda estava com o celular. Começou a escrever uma mensagem, mas logo o então bandido viu e não foi nada agradável.
_: Maldita! Você quer morrer? Quer?!(gritando)
H:Me deixe descer, eu te dou todo o dinheiro que quiser.
_: Eu já disse que só quero dar uma voltinha, mas você não está se comportando. Joga o celular!
H:O que?
_: Joga agora o celular.
Helena não teve outra alternativa, pegou seu celular e o jogou pela janela.
Jogou pela janela não somente o seu celular, mas também a esperança de aquele plano pudesse dar certo.
Miguel não conseguia falar com Helena e isso estava enlouquecendo-o.
Ele passou pela passarela onde viu o carro que Helena tinha alugado.
Ficou preocupado afinal ela não tinha dito nada sobre deixar o carro ali, desceu rapidamente e foi até o carro, as coisas dela não estavam lá.
Pegou rapidamente a estrada em direção a divisa de Sorocaba e Itu.
Entrou em desespero quando viu que ela não estava lá também.
Parou e desceu, talvez ela precisou de um outro carro ou um taxi, ele pode estar adiantado.
Enquanto Miguel pensava em suposições, um senhor aproximou-se aflito;
_:Moço, moço, o Senhor pode me emprestar o telefone?
M:Posso sim, mas só se for rápido, estou aguardando uma ligação.
_:Fui assaltado, sou taxista, roubaram meu taxi e com uma passageira dentro.
M:Mas fizeram algo com o Senhor? Precisa acionar a polícia o mais rápido possível.
Motorista: Sim, mas estou preocupado com a moça, ela estava vindo para cá, mais um pouquinho e tinha se livrado disso, mas as coisas quando tem que... (foi interrompido)
M:Espera, espera um pouquinho, ela estava vindo para cá? Como era o nome dela? Como ela era?
_: O nome ela não disse, mas era baixa, cabelos castanhos, carregava uma mala, e...
M:E os olhos? De que cor eram?
_: Ah, isso era impossível não notar, verdes, eram verdes!
M:Não, não! Que droga! Mas eram quantos? Estavam armados?
_: Era um, ele me fechou com um carro, levou o meu e deixou o carro dele, mas não deu nem dois minutos e um outro veio pegou o carro do primeiro e saiu.
M:Faz muito tempo isso?
_: Não, fazem quase cinco minutos.
M:Valeu, amigão.
Miguel saiu apressado com o carro atrás de Helena, não podiam estar muito longe.
...
No carro onde estava Helena, ela não parava de chorar.
S:Fica quietinha, a gente já está chegando.
H:O que você quer comigo? Se é dinheiro eu te dou, eu te dou o quanto você quiser.
S:A questão não é o quanto eu quero e sim o que eu quero! (sorrindo enquanto dirigia)
Helena estava entregue, nem passava por sua cabeça que Miguel havia encontrado o taxista e estava seguindo um comparsa até onde ela estava.
Mas se não era dinheiro que ele queria, porque diabos não acabava logo com aquilo de uma vez e a deixava ir?
H:Por favor, me deixa ir embora.
S: Eu sou muito paciente e estou muito calmo, então não me faça perder a cabeça. Fica quieta.
O telefone do homem começou a tocar;
S:Oi, Madame.
...:Deu tudo certo?
S:Mas é claro, já estou a caminho da chácara.
...:O seu amigo é de confiança?
S:Claro, está há alguns minutos atrás de mim.
...:Cuidado com o rosto.
S:Pode deixar , já disse que eu faço o serviço completo.
...:Acho bom, logo Afonso e eu chegamos à chácara.

E assim seguiram para a tal chácara, Helena ficou intrigada, madame? Então isso foi mandado? Então só podia ser... Afonso.
Droga, Helena pensava consigo quem poderia ser essa desgraçada que estava ajudando aquele infeliz?
S:Chegamos, agora podemos brincar mais. (sorrindo)
O tal não era muito cuidadoso, deixou Helena ver todo o caminho.
Uma chácara, Jundiaí, estava longe...
Ele a levou para dentro, a chácara era enorme, espaçosa, aconchegante, nada parecida com uma cativeiro.
S:Bom, vem cá...
Helena não podia acreditar, ele iria violenta-la?
S:Venha logo!
Ela o obedeceu, quando chegou na frente dele ele chegou perto de sua boca e com as mãos puxou seus braços para frente e começou a amarra-la.
S: Fica tranquila, não vou fazer nada com você não, eu só quero meu pagamento mesmo (rindo)
Ela não sabia o que pensar, não sabia o que fazer.
Alguns tempo depois, chegou o comparsa de Shakau também na tal chácara.
Ele desceu do carro, abriu o portão e entrou com o carro.
Miguel conseguiu alcançar o carro conforme a descrição do motorista do taxi, e com o máximo de cuidado o seguiu até aquele lugar, assim que o mesmo entrou na chácara, Miguel deixou seu carro longe, praticamente dentro do mato.
Foi pelos lados da chácara para começar a sondar.
....
Helena estava amarrada nos pulsos e amordaçada na boca.
Estava sentada em uma cadeira no canto da sala. Quando chegou, Felipe o então comparsa.
F:E aí , foi fácil? (rindo)
S:Filho da puta! Sai daqui com essa cara lisa.
Helena ficou olhando para o mesmo.
S:E você não olha pra cá, se não quiser que eu soque uma faca nesse seu olho verde.
Ela rapidamente começou a olhar para o chão.
F:Você é idiota? Falar comigo desse jeito (empurrando Shakau)
S:Qual é, moleque?  Tá tirando com a minha cara?
Shakau deu um soco no rosto de Felipe.
Ao contrário de Felipe, ele era alto, forte, era loiro mas tinha os cabelos raspados, tinha uma tatuagem de leão no braço direito. Sua voz era forte e ativa, não admitia erros idiotas.
Um soco foi o que bastou para quase deixar Felipe desacordado.
F:Sai!
E trocaram mais uns puxões e socos, mas que não durou muito
Miguel do lado de fora viu Helena, a sua mulher estava em perigo e ele não tinha noção do que ia fazer.
S:Mas você é um imbecil mesmo, isso é um sequestro seu retardado, como você me aparece sem capuz?
F:Porque você não disse antes?
S:Porque tem coisas que são obvias.
F:Você é um imbecil também, olha só o que você fez?(se referindo a um roxo que ficou em seu olho)
S:Isso é pra você aprender, escolhi você pra me ajudar e aprender como se faz, não pra fazer merda.
Agora vai colocar um capuz.
F:Mas...
S:Cala a boca seu merda, tô com você por aqui hoje, não quero nem ouvir sua voz. Apenas me obedeça.
Felipe saiu da chácara para colocar um capuz.
Depois de alguns minutos, Shakau estava na sala com Helena esperando Afonso.
Felipe voltou.
Shakau ouviu o barulho dos carros chegando...
Felipe foi até a janela, puxou a cortina e logo fez um sinal de ok.
Sim eles tinham chego, e Helena estava ansiosa para confirmar que realmente era Afonso que estava por traz de tudo isso mesmo.
A porta abriu-se.
A: Que malvada, estava querendo viajar sozinha? Isso não pode, amor.
Ele foi acariciar o rosto dela, abaixou a mordaça e deu um selinho.
Helena mal reagia, estava desistindo...
S:A madame não veio com o senhor?
A:Está vindo, está estacionando o carro.
...:Oi meus amores!
Era ela, a desgraçada, o barulho do salto foi se aproximando...
Helena sentiu as lágrimas no rosto.
...:Surpresa !
A:Você demorou, amor.(a beijando)
H:Raquel!?
R:Helena você está horrível, sem uma corzinha (rindo)
H:Desgraçada, desgraçados! Como você pode? Seu nojento...
A:Opa opa, calma aí, eu o que?
H:Não acredito, porque tudo isso? Porque você não se separou e foi viver com ela? Porque tá fazendo tudo isso?
A:Porque? Porque eu te amo, Helena.
H:Você é doente!
A:Mas foi legal, eu gostei da brincadeira.
R: A ideia foi minha!(sorrindo nos braços de Afonso)
H:A quanto tempo isso?
A:Faz um bom tempo, muito tempo não é, amor?(se referindo a Raquel)
H:Vagabunda! Como você se presta a esse papel e toda aquela história de pai, de mãe que morava em itu, faculdade? Como eu fui burra.
R:P,elo amor de Deus Helena, que patrão hoje em dia fica dando uma semana de folga pra empregada todo tempo?
H:Mas eu pensei que era por você ser filha dele.
R:Graças à Deus não sou, se não, não teríamos as noites de amor que tivemos aqui nessa chácara.
H:Aqui?
R:Sim, aqui é o nosso ninho de amor, não é Afonso?(beijando Afonso)
A:É sim.
H:Então suas viagens à negócios, suas alterações de horários...
R:Olha só como você é inteligente, nem precisamos ficar explicando.
H:Vocês são doentes.
R:Por mim, ficaríamos aqui mesmo, mas “O mozão” não quer, ele quer sair do país.
H:Eu não vou a lugar nenhum, eu não vou deixar meu filho.
R:Filho?
A:Aquele moleque não é seu filho, só trouxe ele pra casa porque a mãe dele morreu, por mim ele tinha ficado com seja lá quem fosse parente daquela mulher.
H:Afonso! Ele não teve culpa, o erro foi seu você me traiu e mal se preocupou em se previnir! E se você foi homem pra me trair e ainda ter um filho, não fez mais que a sua obrigação em trazê-lo pra casa (chorando)
R:Só você mesmo, Helena, adotar um moleque ranhento e que ainda por cima era fruto de uma traição.
H:Cala a sua boca, eu não admito você falar um “A” sobre o meu filho.
R:Ou o que?(foi se aproximando de Helena)
H:Ou eu te mato.
R:Sua vagabunda! Nisso ergueu a mão pra bater nela, mas Afonso foi mais rápido e não deixou.
A:Raquel, já disse que não quero que você encoste nela.
Helena não tinha como se defender, estava amarrada.
Mas era muita informação de uma vez.
H:Agora eu entendo, o carro, como Afonso sempre sabia onde eu estava.
R:Quem diria ein? Uma velha como você pegando um pedaço de mal caminho como o Miguel e ele é um imbecil também, quantas vezes tentei pegar ele e ele nem me dava bola, até achei que era gay, mas jamais pensei que fosse por causa de você.
Até aquele dia na cozinha, que vi vocês juntos. Que coisa mais quente ein? (rindo)
A:Eu ainda vou matar aquele idiota. Ele não sabe com quem se meteu.
R:E você também foi muito burra ,Helena, alugar um carro pelo telefone da casa? Porque não conseguiu usar seu celular? Porque?
H:Meu celular?(confusa)
A:Amor, como você é desligada, nem percebeu que eu troquei o chip do seu celular por várias semanas? Por isso você não recebeu ligações da Alice e do meu cunhadinho.
Helena foi percebendo, foi bem quando tinha terminado com o Miguel e realmente nem usou o celular por semanas...
H:Mas hoje eu usei meu celular normalmente.
A:Hoje era o grande dia meu amor, eu precisava falar com você.
Fazia sentido, tudo estava se encaixando agora.
R:E o carro? Ficou quantos minutos do outro lado da rua te esperando? Sem roubarem? A pelo amor de Deus, não é possível que você não tenha percebido, era muito obvio.
H:Você, era você esse tempo todo. Porque? O que eu te fiz?
R:Você? Não me fez nada. Mas o Afonso quer, então eu quero. Por ele eu faço tudo.
Não tinha o que discutir, Helena tinha que admitir que foi ingênua mesmo, que realmente aquele era o fim.
O que mais doía, era pensar em Miguel e Pedro. Nunca mais iria vê-los.
R:Shakau!
S:Sim senhora.
R:Leva ela pro celeiro
A:Não, ela vai ficar no nosso quarto
R: Não, amor, já aceitei trazer ela pro nosso cantinho, agora no nosso quarto não.
A:Amor, por favor.
R:Não, amanhã já viajamos e na outra casa ela já terá o quarto dela.
Shakau foi até ela e a amordaçou novamente
Helena chorava muito e já nem ouvia mais nada, estava tonta, estava vendo tudo embaralhado.
S:Leva ela pro celeiro Felipe. Deixa com está, amarrada e amordaçada, depois eu levo alguma coisa pra ela comer.
Felipe veio perto dela pegou Helena pelo braço e a levou pro celeiro.
No caminho Helena acabou desmaiando.
Uns minutos depois...
Ela sentia uns tapinhas em seu rosto.
Quando conseguiu distinguir o que estava vendo, logo se encolheu de novo, era o cara com o capuz.
Ela estava em um lugar cheio de aquários vazios, um cheiro forte de feno e lembrou que Raquel havia mandado que a levassem para o celeiro.
...:Xiiiiii
E foi a desamarrando.
Nisso ele ergueu o capuz.
H:Miguel?!
M:Você está bem, meu amor?(a desamarrando e beijando)
H:Como você conseguiu chegar aqui?
M:Te explico depois, agora vamos sair daqui.
H:Naquela hora na sala já era você?
M:Já. Sinto muito.
Ele a olhou com olhos de quem queria muito conforta-la naquele momento, mas que sentia muito por não dar pra ser agora.
Miguel já havia desamarrado Helena, a ergueu do chão.
M:Você está melhor?
H:Sim, estou.
M:Consegue andar?
H:Estou bem, vamos sumir logo daqui.
Já era início da noite, Helena e Miguel já estavam apontando a saída do celeiro.
S:Onde vocês pensam que vão?

sexta-feira, setembro 19, 2014

22° Sonho de Amor

H:Raquel, preciso da sua ajuda.
R:Claro, conte comigo para o que for preciso, a senhora já me ajudou tanto.
H: Preciso sair dessa casa, antes que Afonso volte.
R:Mas sem ele saber? Porque?
H:Porque ele está fazendo da minha vida um inferno e agora quer me tirar do país a força.
R: Não o ama mais não é, Senhora Helena? Desculpa a intromissão, é que a gente vê.
Helena a olhou e disse.
H:Sim, não o amo mais e na verdade a amizade que eu tinha por ele se transformou em ódio.
R: Pode contar comigo para o que precisar, adoro histórias de amor.
H:História de amor? Mas eu não disse nada sobre eu ter um amor.
R:E nem precisa não é? Para onde mais a senhora iria, a dona Alice está viajando e tem um brilhinho diferente nos seus olhos.
H:Está tão na cara assim?
R:Se não for pedir muito, pode me contar quem é?
H: (sorrindo) Me desculpe querida, eu sei que posso confiar em você, mas esse não é um segredo só meu.
R:Eu entendo (envergonhada)
H:Bom, agora preciso ir.
R:Calma, como a senhora vai sair daqui? Tem o cara que fica te vigiando.
H:Vou sair pelo jardim dos fundos eu aluguei um carro que já está na rua de trás.
R:A senhora não quer levar nada para comer?
H:Não, obrigada, talvez Pedro não queira mais morar aqui depois que eu me for, mais se ele ficar, cuida dele pra mim.
R:Pode deixar, e a Senhora seja feliz.
H:Eu vou ser, vou ser muito.
E assim, ela conseguiu atravessar o jardim sem ser percebida.
Com as malas na mão, assim que chegou na rua, logo arrumou-se dentro do carro e foi direto pro consultório de Miguel
Alguns minutos depois.
Ela logo correu para sala de Miguel, a secretaria não estava, então já foi entrando...
Quando ela abriu a porta...
H:Acho que está explicado o porquê da secretaria não estar na recepção.
M:Amor, não é isso que você está pensando.
H:Eu não estou pensando Miguel, eu estou vendo...
M:Eu não sei o que tá acontecendo, eu não sei como ela estava nua na minha sala, eu juro que não sei.
H: Vai me dizer também que ela ficou pelada sozinha e ficou ai te esperando pra que eu os pegassem?
M:Foi isso mesmo, meu amor, acredita em mim.
H:Tá tudo acabado Miguel, nunca mais eu quero te ver, e eu achando que podíamos ser felizes.
Miguel percebeu a mala na mão dela, mas ela não disse mais nada.
A secretária simplesmente fingiu que não era com ela, quando Miguel colocando camisa saiu correndo atrás de Helena que já estava dentro do carro.



M:Amor!Me escuta, porque essas malas?
H:Não era nada.
M:Helena, pensa Helena... Eu te amo.
H:Não quero ouvir mais nada. De agora em diante vou viver sozinha.
Helena arrancou o carro dali.
Miguel voltou furioso para o seu consultório, mas para sua surpresa, sua secretaria não estava mais em sua sala...
Estava na cara que tudo aquilo era um plano... Do Afonso é claro.
Miguel rapidamente pegou o celular ...
M:Helena eu preciso conversar com você(desesperado)
H:Deu certo?
M:O que?
H:A secretária já foi?
M:Sim, mas o que tem a ver?
H:Miguel, você não acha estranho, bem quando combinamos tudo pra saímos da cidade acontece isso?
Ele continuou em silêncio.
H:É claro que Afonso sabia, só não entendo como, eu não fui seguida, tenho certeza.
M:Descobrimos isso depois, agora precisamos sair daqui, eu vou fechar o consultório.
H:Tem certeza que ela não está mais aí?
M:Certeza que sim, a essa hora o Afonso deve achar que você terminou tudo comigo e desistiu de fugir.
H:Te espero na passarela da “Castelo Branco” tá?
M:Mas você não está com o seu carro não é?
H:Não, eu aluguei um..
M:Pegou um carro de que cor mesmo?
H:Preto.
M:Ótimo.
M:Amor, então vai indo e qualquer coisa me liga tá? Eu já estou indo também.
H:Te amo.
M:Te amo.
E assim estava pronto o plano de Miguel e Helena.
Como Afonso sempre sabia quando Helena estava no consultório dele? Como Afonso sempre sabia dos passos de Miguel?
Helena sabia que ela tinha um vigia, mas somente depois de um tempo ambos perceberam que a secretária de Miguel era a contratada de Afonso.
Mas o que Miguel e Helena não sabiam, era como a tal secretaria sabia das coisas antes de todo mundo.
Antes mesmo de Helena, por exemplo que os dois iam fugir.
O Plano de Miguel e Helena era o seguinte...
Eles praticamente estavam prevendo que Afonso iria tentar enfraquecer a relação deles de alguma forma e a forma que ele achou foi esse ridículo flagra que Helena deu em Miguel com a secretaria.
Aí depois que eles fizessem Afonso acreditar que Helena estava voltando pra casa, eles iam fugir...
Mas isso teria que ser muito rápido, porque é claro que Afonso não ia ficar esperando Helena chegar em casa. E a essa hora já deve saber que ela não está em casa.
Ele sabia que mesmo ela não estando mais com o Miguel, ela também não voltaria pra casa, ele conhecia sua mulher.
O plano de Miguel e Helena estava dando certo, até agora.
Helena já estava no ponto marcado, quando seu celular tocou...
H:Alô?
A:Amor, onde você foi? Eu já não disse pra você não sair sem mim? Agora fica aí que estou chegando aonde você está.
H:Afonso?(desesperada)

A:Você está nervosa, amor? O que está acontecendo? Fica aonde você está, eu já estou chegando.
Ela desesperadamente desligou o telefone e começou a discar os números do celular de Miguel com pressa.
H:Miguel, o que eu faço? Para onde eu vou? Afonso está vindo pra cá!
M:Como assim? Como você sabe disso?
H:Não dá pra explicar eu não tenho tempo, pra onde eu vou?
M:Espera na passarela que divisa Itu e Sorocaba, vou pra lá também.
H:Estou indo(com a voz tremula)
Ela desligou o celular e o mais rápido que pode entrou dentro do carro, virou a chave e...
...
H:Droga, o que é isso agora?
O Carro estava travado, não ligava e um alarme acusava que o veículo estava sendo roubado.
Ela com muito ódio começou a socar o volante do carro e com lágrimas nos olhos, não conseguia raciocinar direito.
Droga, Afonso sabia de tudo desde o começo, já sabotou meu carro.
Parou e pensou um pouco....
H:Taxi!É isso, um Taxi. Como não havia pensado nisso antes?
Saiu do carro, pegou sua mala e foi na beira da calçada.
Afonso estava num outro carro...
A:O que? Ela pegou um taxi?
...:amor, Sequestro. Arrumo uns dois caras ou só um mesmo já serve e sequestramos ela, ninguém vai desconfiar de você.
A:Você é um gênio .
...:Espera que estou com ela em vista e vou ligar pra um amigo meu.
A:Continua me passando as coordenadas, vou indo atrás.
...:Tudo bem, beijo meu querido.
A:Beijo amor.

No carro que seguia Helena sem ela saber...
...:Alô?
S:Ohoh a que devo a honra da ligação, madame?
...:Shakau, preciso de um serviço teu.
S:Pode pedir, sou todo as ordens.
...:....(e assim foi explicado o que ela queria que fizesse)
S:Opa, vou adorar cuidar de uma mulher de novo, as últimas todas não me esqueceram. (rindo maleficamente)
...: Pode chamar uns amiguinhos. (sorrindo)
S:Vou chamar só um, porque muitos só iam atrapalhar a diversão.
...:Como quiser. Ah, só lembrando, é extremamente importante que ela não veja o rosto de vocês.
S:Pode deixar doninha, Shakau aqui faz o serviço completo.
...:Assim mesmo que eu gosto. Até.
S:Até dona.
Helena estava no taxi e nem percebeu que um carro a seguia.
Ela tentava ligar para Miguel, mas seu celular estava fora de área. Estava com medo, se não conseguisse seguir o combinado? Com certeza o que a esperava seria pior.
Estava já na avenida da passarela.
Miguel ainda estava a uns dez minutos dessa avenida.
Infelizmente ele não chegou a tempo.
Um carro entrou na frente do taxi e o fez jogar Helena contudo pra frente, ela apenas fez um pequeno corte na testa.
H:O que é isso?(assustada)
Taxista: Eu não sei, acho que é um assalto.
H:O que?!

quinta-feira, setembro 18, 2014

21° Sonho de Amor

H:Me deixa Miguel.
M:Amor, eu não acredito...(se aproximando)
H:Para, isso foi um escorregão na escada, só isso (chorando)
Ela saiu de perto dele e sentou-se no sofá, ele estava decidido, não ia sair dali até ouvi-la e sentou-se do lado.


M:Amor, está tudo bem agora.
Helena se desmanchou nos braços de Miguel.
Chorou... Chorou muito e Miguel não disse nada, apenas ficou ali, ouvindo ela chorar, secando suas lágrimas e tentando se segurar para não explodir, mas não aguentou.
Levantou do sofá e andando pela sala começou a gritar.
M:Eu não acredito que esse filho da puta está batendo em você, Helena, eu mato esse desgraçado, eu juro que mato.
H:Para, Miguel, para!
M:Onde mais, você tá machucada? Vamos à delegacia agora.
H:Para...
Miguel estava fora de si e nem percebia Helena no sofá.
Ela levantou e foi em direção a ele.
M:Preciso pensar em alguma coisa.
Ela o abraçou  por trás e com os olhos fechados, começou a falar.
H:Eu te amo, te amo... Te amo muito e tô fazendo isso pro seu bem, porque, porque te amo tanto, que só de pensar em te perder, me dói muito.
M:Helena... (agora caindo em si no estado em que ela estava)Amor?
H: Te... (desmaiou)
A sorte foi que Miguel já estava com os braços em torno a sua cintura antes mesmo de ela dizer qualquer coisa, então deu tempo dele a segurar.
Ele entrou em desespero, será que poderia ser devido aqueles hematomas?
M:Porque isso amor? Porque você está deixando as coisas chegarem nesse ponto? (Miguel dizia isso enquanto estava com ela em seu colo chegando no quarto)
H:Porque ele disse que vai te matar se eu continuar com você(com a voz baixa)
M:Mas ele sabe sobre a gente?
H:Não, não sei, acho que não.
M:Porque ele está fazendo isso? Isso com você!(se referindo aos roxos em seus braços.)
H:Eu não sei, ele está fora de si, mas isso vai acabar, Pedro logo está de volta e isso acaba.(já deitada na cama)
M:O que? Você pretende ficar levando porrada desse cara até o Pedro voltar?!(indignado andando de um lado pro outro no quarto)
H:Miguel...
M:Mas é claro que não, pega as suas coisas e vamos embora agora!
H:Não, Miguel, ele vai matar a gente...
M:Helena, eu não posso ir embora e te deixar aqui depois de saber de tudo isso.
H:Calma, vamos pensar em alguma coisa.
M:E esse desmaio? Precisamos ir a um médico o mais rápido possível.
H:Não é nada...
M:Como não? Você já caiu da escada bateu a cabeça e não foi ao hospital, agora tá desmaiando.
H:Não estou desmaiando, essa foi a primeira vez.
M:Helena, não seja teimosa
H:Isso é porque não estou comendo muito bem, não tenho fome esses últimos dias.
M: Como te deixo aqui desse jeito?
H:Deixa Miguel , eu sei me cuidar.
Helena estava dizendo aquilo só pra despreocupar Miguel, mas sua verdadeira intenção, é realmente deixar como está, ama Miguel e não iria suportar em vê-lo morto.
E do jeito que Afonso estava, não duvidava nada que isso acontecesse.
Um tempo depois.
M:Então você quer que eu espere até o Pedro voltar?
H:Sim, só isso que eu te peço.
M:E enquanto isso, você quer que eu assista a mulher que eu amo, apanhando de um animal?
H:Miguel não complica as coisas, isso foi só uma vez.
M:Está bem, Helena, se é isso que você quer eu respeito.
Ela sabia que estava mentindo pra si mesma, Miguel sabia que Afonso estava batendo e muito nela, mas não queria brigar, ia esfriar a cabeça e arrumar um jeito de tirar ela dali.
Aquilo foi o suficiente para mantê-lo longe e quieto até que Pedro voltasse.
Porque Helena acreditava que as coisas mudariam com Pedro em casa.
Depois de muita insistência, Miguel foi para casa.
M:Promete que vai me ligar pra qualquer coisa?
H:Prometo.
(beijo)
Miguel não acreditava nela, sabia que se precisasse ela não ia ligar.
Mentir...
Mentir para o próprio bem dele. Era isso que Helena tinha decidido, para que Miguel não ficasse atrás dela por uma explicação, ela resolveu “voltar” com ele e mantê-lo o mais longe possível, mas não sei de onde ela tirou essa ideia.
Era domingo, Helena saía do sofá e subia pro quarto, descia do quarto e ia pro sofá.
Até a hora em que Afonso chegou.
A:Amor... Que saudade.
E foi logo a beijando...
Ela sentiu um enjoo tão forte, que se Afonso não tivesse ido pra longe dela naquele momento, ela não teria aguentado e teria vomitado ali mesmo.
Helena estava com nojo dele, seu corpo automaticamente se encolhia na presença dele.
A:Tive uma ideia, essa sua última semana de férias, vamos viajar...
H:Oque?
A:Isso mesmo, só nós dois, já deixei tudo arrumado na empresa e a Raquel ira cuidar da casa.
H:Eu não quero Afonso, vou ficar em casa até quando Pedro voltar.
A:Amor, acho que você não entendeu, eu estou te comunicando, não estou te perguntando.
Helena suspirou forte e tirou a vontade do seu mais fundo interior e disse.
H:Como quiser então, Afonso.
....
Não, não, o que menos precisava agora era de uma viajem e Alice? Porque não voltava logo?!
Bom, tinha que dar um jeito de inventar alguma coisa.
E assim Helena foi pensando e pensando, quando pensou em alguma doença já era tarde da noite, então resolveu ir dormir e deixar para dizer isso no outro dia.
Precisava pensar logo em algum jeito desse louco dar o divórcio pra ela, mas até que enfim ela percebeu o que Miguel e Alice estavam dizendo a ela. Afonso, não deu e nunca iria dar o divórcio e essa certeza ela teve depois de ouvir um telefonema dele.

No dia seguinte, era muito cedo ainda e Helena já estava de pé.
Foi logo falar com Afonso no café da manhã, antes que ele saísse pro trabalho.
Ele estava ao telefone.
A:Não interessa se dá tempo ou não, então você procura um visto falso, sei lá amor, se vira, só quero sumir com a Helena daqui o mais rápido possível.
Não...não, não dá tempo, ligo pra ele depois e digo que vamos ficar alguns meses fora e pronto, nunca gostei muito daquele moleque mesmo, desde o dia em que ele acabou com o meu carro e apareceu pra estragar o meu casamento.
...Tá, amanhã? Amanhã é perfeito. Tchau, beijo meu amor.
Helena saiu correndo dali pro seu quarto. Parou e tentou entender o que tinha escutado.
1° Ele estava falando com uma mulher.
2 ° Ele pretende tirá-la do Brasil e não voltar mais.
3° Esse filho de uma mãe mexeu com o seu filho;
Primeira coisa que ela pensou em fazer foi ir correndo contar pra Miguel, mas não dava tempo.
Era isso, ia arrumar suas coisas e correr pra casa de Miguel.
Afonso tinha saído e só estava Raquel em casa. Helena pegou sua mala e foi correndo em direção a porta quando percebeu que tinha um homem que ela não conhecia na frente da casa, provavelmente era o gorila que Afonso deixou de olho nela, deu a volta mas quando chegou na cozinha deu de cara com Raquel.
R: Senhora Helena? Aonde está indo?
H:Eu? Eu vou levar umas roupas usadas ali numa...numa creche, para as mães das crianças... (tentando disfarçar)
R:A senhora não mente bem, Senhora Helena.

quarta-feira, setembro 17, 2014

20° Sonho de Amor

H:Para com isso, Miguel (se soltando dele)
M: O que está acontecendo?
H: Acabou.
M:Como assim acabou?
H:Acabou o que nunca devia ter começado (e já chorando)
Ela tentava não olhar para ele, como se isso diminuísse sua dor.
M:Amor, para com isso, não brinca com isso desse jeito.
Helena parou...
Estava chorando? Ele estava chorando? Aquilo foi como uma faca em seu peito.
M: Para com isso, não tem graça.
Helena o abraçou forte, sentia as lágrimas quentes dele escorrerem em seu ombro.
M:Você veio aqui Helena, eu sei que você me ama, o que é isso? É seu divórcio? É pelo Afonso.
H: Não torna as coisas mais difíceis.
M:Helena eu não acredito nisso, depois de tudo que fizemos, das promessas que juramos?
H:A culpa é minha, é toda minha, não seria justo colocar a culpa em você.
M: Não, não é isso...
H:Você é homem, solteiro, desimpedido, é claro que... que não iria negar fogo e...
M:Para com isso (segurando-a no rosto)
H: Está errado!(olhando fixamente pra ele)
M:Eu te amo, desde o primeiro dia em que te conheci.
H:Isso é impossível, Miguel!(Chorando)
M:Porque?
H:Porque, você pode ter qualquer mulher que quiser, você é lindo, é bem resolvido profissionalmente, porque iria gostar de uma mulher velha, com uma vida complicada?
M:Porque não mandamos no coração. Ele não tem um botãozinho, sabe?
H:Me perdoa, Miguel, me perdoa!(chorando e segurando o rosto dele) mas acabou.
Helena se compôs e saiu dali desnorteada.
Pensava com ela mesma, que jamais seria feliz outra vez. Será que o que fez foi o certo? Agora já era tarde demais, sua vida tinha acabado.
Agora era erguer a cabeça, talvez viajar também para onde Pedro está. Mas seu maior medo agora estava resolvido.
Miguel estaria seguro, longe dela.
Ela era ingênua... Só ela achou que Miguel ia engolir aquilo..
Helena chegou um pouco depois do almoço.
Estava sem fome e logo subiu para seu quarto, não tinha vontade de mais nada...
Quando entrou...
A:O que você foi fazer no consultório do Miguel?
Helena não conseguia nem olhar para cara daquele homem que um dia amou, tinha nojo de Afonso, não suportava nem sua presença, se pudesse jamais olharia para ele de novo, ela ia dar um tempo, até Miguel se resolver, arrumar um novo amor... Sofria só de imaginar Miguel com outra, depois disso iria sumir... Mas primeiro tinha que deixar Miguel seguro.
H:Como você sabe que eu estive lá?
A:Não disse que você está sendo vigiada? Será que não entendeu ainda?
H:Fui porque tinha uma consulta marcada.(já meio com medo)
A:Já disse que não é para sair sem mim.
(Afonso realmente não sabia que era Miguel, ela teve certeza disso nesse momento)
H:Eu acho que você está indo longe demais, Afonso.
A:Eu não quero saber o que você acha.
Por um momento Helena se perguntou se Raquel havia dito algo, mas lembrou que não tinha dito a ela que ia ao consultório do Miguel, era quase 100% de certeza de que ela estava sendo seguida e que vai ser seguida a cada passo que der fora daquela casa quando Afonso não estiver.
Ele saiu do quarto soltando fogo pelas ventas, mas o que doía mais em Helena não eram os puxões fortes em seu braço, era em seu peito, a dor de ter que deixar o seu amor ir...
E naquele dia, ela se trancou em seu quarto e pôs tudo para fora, tentou fazer toda a dor sair em suas lagrimas, como se isso fosse possível.



No telefone na casa de Miguel...
D:Putz cara, que estranho, você não disse que ela estava feliz e tudo o mais?
M:E estava, não sei o que aconteceu.
D:Vai atrás dela.
M:E você tem alguma dúvida que eu vá fazer isso?
D: Que rolo, será que ela acha melhor acabar com tudo antes que o Afonso descubra? Talvez ela esteja com medo.
M:Vou tirar isso a limpo.
D: Vou desligar, o Pedro está vindo. (rindo)
M:Manda um abraço meu pra ele! (rindo)
D:Pode deixar.
Miguel ficou pensando, o que poderia ter acontecido?
Iria na casa dela ou iria esperar voltar as aulas?
Talvez fosse melhor esperar a volta das aulas, faltava pouco mais de uma semana, tentaria sobreviver esse  tempo, mas iria tentar o telefone todos os dias .

E assim os dias iam passando.
Helena sentia tanta a falta de Miguel, mas o que mais estava fazendo falta agora era sua amiga Alice, onde ela estava que esse celular nunca está com sinal? E essa viagem que não termina nunca?
Mas depois se recriminava, Alice tem a vida dela...
Aquele dia estava um pouco frio, Helena tinha tomado um banho e estava deitada na cama de Pedro...
Ela escutou a campainha, estava sozinha em casa, mas jamais arriscaria sair, ficou ali mesmo.
Pensando em Miguel, era inevitável, desceu e abriu a porta.
M:Helena. Eu...
H:Miguel eu te amo, eu não consigo viver sem você. (chorando)
M:Sua maluca, nunca mais faça isso, nunca mais.
Ele logo a tomou em seus braços, foi beijando-a até o sofá, os lábios de ambos estavam eufóricos, ficaram semanas sem se ver, sem se sentirem.
Helena uma certa hora achou que seu coração fosse sair pela boca.
Em meio aos beijos...
H:Me desculpa, eu sou uma idiota, eu achei que conseguiria viver sem você, me perdoa, me perdoa, eu te amo, mais que tudo nessa minha vida, Miguel...Te amo...
M:Minha pequena.
Ele a abraçou forte e a ergueu em seus braços que a certa hora chegava a sumir no meio deles.
M:Nascemos um para o outro.
Se olharam intensamente, já nem era mais necessário palavras...
Ela entrelaçou suas pernas em sua cintura e ele a levou para o quarto onde ele ficou.
Chegaram ao quarto, ele com ela enrolada nele e o beijando euforicamente, fechou a porta com certa demora.
Chegou perto da cama e a deitou .
Ela agarrou o travesseiro e ainda sentia o perfume dele.
Ele em pé na sua frente e ela deitada na cama, completamente descabelada e ofegante.
M:Helena. Te amo.
Nisso Helena acordou do mais belo sonho que pudesse ter...
Um sonho de amor, embaixo do cobertor ela abraçou o travesseiro e ficou imaginando Miguel, em meio as lagrimas que escorriam em seus olhos verdes.
Ela tinha sonhado, seu amor estava tão distante, ela queria só um instante, viver os sonhos que sonhou com ele, sofria demais com a falta que ele fazia.
Ela por um momento pensou que era verdade, que a felicidade dela estava ali, mas acordou e ele não estava com ela.

Aproveitou o cheirinho dele que ainda tinha naquela cama e adormeceu, rezando para que Afonso nem lembrasse que ela existia quando chegasse de viajem.
Mas isso não aconteceu.
Algumas horas depois Helena já estava até dormindo,  uma mão começou a acariciar seu pescoço....
Ela se mexeu meio sonolenta para ver se realmente não estava sonhando.
H:Afonso? O que está fazendo?
A:Vim te buscar pra ir pra cama...
H:Eu estou bem aqui, Afonso, vai deitar (com a voz sonolenta)
A:Eu vim te buscar amor, não vim perguntar se você quer ir ou não.
H:Eu não vou...
Afonso a segurou no queixo e começou a falar alto...
A:O que? Você não vê a hora de ir deitar comigo?
Helena levantou-se e foi até o quarto onde dormiam juntos  há mais de 20 anos, mas ela estava com medo, ele não era mais o mesmo.
Queria estar com Miguel, mas não colocaria a vida dele em risco.
-
Era fim de semana, ela estava sozinha na casa, perdida em seus pensamentos...
Lembrando é claro, das noites de amor e das palavras de carinho de Miguel, porque daquele imenso amor, só restara isso mesmo... lembranças.



Raquel havia ganhado uma semana de folga de Afonso e o próprio estava numa viagem a negócios há dois dias.
Já eram quase 22hrs de uma sexta-feira que insistia em ao passar.
A campainha tocou, assim que ela abriu, mal pode segurar o ritmo que seu coração tomou ao ouvi-lo:
M:Amor! Precisamos conversar...
H:Miguel!
M:O Afonso está aí?
H:Está e ele não vai gostar nada de te ver aqui essa hora... (Já com a voz embargada)
M:Ele nem sabe de nada Helena, porque tá fazendo isso comigo? O que eu te fiz? Eu só te amei, por um acaso te amei de um jeito errado?
H:Não é isso, Miguel! É que... foi um erro. Eu na verdade amo o Afonso, você foi só um passatempo.
Aquelas palavras eram como facas no peito de Miguel, mas ele não podia imaginar o quanto difícil era pra ela pronunciar tais palavras.
M:Isso não pode ser, até ontem você disse que me amava.
H:Amava, Miguel, disse bem, amava... Na verdade nem era amor, foi um tesão, só isso, agora sai daqui antes que Afonso te veja.
M:Tesão? O meu amor pra você foi isso?
H:Foi, foi isso sim, agora vai embora!(ela não conseguia conter as lágrimas)
M:Não!(a empurrando pra dentro e fechando a porta) Olha bem ou você me ouve ou não tenho problema algum em esperar o Afonso aparecer aqui pra eu dizer um boa noite.
H:O que você ainda quer, Miguel? Me esquece!(Gritando)
M:Porque tá mentindo pra mim?
H:Como?
M:Porque você tá mentindo pra mim? Tá mentindo quando diz que não me ama mais e mentindo quando me disse que Afonso estava aqui!
H:Me deixa Miguel, vai ser melhor assim (chorando)
M:Melhor pra quem, Helena?
H:Melhor pra todo mundo.
M:Eu te amo!(a segurou nos ombros)
H:Ai!(ela logo colocou a mão no ombro)
M:Eu não te segurei forte!(preocupado)O que foi?(indo em direção a ela)
H:Não chega perto...(se afastando)
M:Helena? Isso não é o que eu estou pensando, é?

terça-feira, setembro 16, 2014

19° Sonho de Amor

Helena estava com o coração quase pulando pela boca, o que Afonso estava fazendo ali?
A:Nossa, te assustei ?
H:O que você está fazendo aqui? Como me achou?
A:Você não disse que ia ao médico? (olhando-a sério)
H:E vou.
A:Mas faz meia hora que você saiu de casa.
H:Eu vou me encontrar com umas amigas aqui antes, mas o que ‘você” está fazendo aqui?
A:Eu? Nada, vim só ver um relógio, é que o meu quebrou, que coincidência, não é?
H:Então me dá licença, estou indo.
A:Mas você não ia ver umas amigas?
H:Já vi, agora estou indo ao médico. E por favor não venha comigo, que você sabe que não gosto de gente no meu pé.
Helena estava confusa, primeiro precisava avisar Miguel.
No telefone...
M:Oi amor, já ia te ligar, onde você está? Não estou te vendo.
H:Saia daí, o Afonso apareceu e me encheu de perguntas.
M:Mas você disse que viria ao shopping?
H:Não, por isso mesmo que estou preocupada, acho que está me seguindo.
M:Calma, já estou saindo daqui.
H:Eu vou ter que fazer o caminho do médico..
M: Entra na clínica e sai do outro lado, te espero na rua de trás, tudo bem?
H:Você sabe qual clínica é?
M:Sei.
E assim fizeram.
Helena saiu em direção à clínica mas não entrou na parte de atendimento, apenas passou reto e saiu pela outra porta, chegando à rua de trás.
No telefone...
M: Eu já estou aqui.
H:Onde?
M:Olha na sua esquerda, vou piscar o farol !
H:Achei.
Ela foi em direção ao carro e entrou.
H:Meu Deus o que foi isso, achei que fosse você, imagina só se falo seu nome?
M:Calma, foi só uma coincidência. Não vamos ficar falando nele, estou doido por um beijo seu.
Helena sorriu.
Miguel estava um gato, cheiroso como todo homem deve ser. Ela mal entrou no carro ele já a elogiou dizendo que ela estava maravilhosa.
Helena e Miguel em meio a beijos quentes e demorados começaram a tão deliciosa doce tortura.
Ele colocou a mão na perna dela e começou a acariciar na parte de dentro da coxa a deixando arrepiada de tesão .
Ela retribuiu aproximando-se dele e também colocando sua mão naquela pernas grossa, ele suspirou quando ela se aproximou ainda mais e deu um beijo em seu pescoço.
Ele então subiu as mãos por sua coxa até chegar a calcinha que já estava mostrando facilmente o que sua mulher sentia, foi tentando colocar a mesma de lado até conseguir e aí começou a dedilhar em seu ponto de prazer.
Ela gemeu alto no ouvido dele, foi direto ao zíper de sua calça e em questão de segundos estava acariciando-o.
Viravam outros quando estavam juntos. O porque daqueles sonhos talvez nunca soubessem, mas seus momentos de prazer eram idênticos a eles.
Estavam em uma rua até que movimentada, mas ela não se importou, até ficou mais excitada.
Aquele cheiro de homem a deixou maluca. Ela acariciou o corpo todo de Miguel com a boca. Ele tremia de tanta excitação.
Ela não pensou duas vezes, ergueu sua saia e subiu com tudo em cima dele. Estavam desesperados para se amar, cheios de saudades.
Ele sabia como deixá-la louca. Enquanto ela dançava sobre ele, o mesmo ajudava o movimento colocando as duas mãos em sua cintura,  ao mesmo tempo deliciava-se com os seios sem parar. Ficaram naquele vai e vem por um longo tempo. Até que não aguentando mais, no meio de tantas caricias e declarações da saudade que estavam sentindo.
Chegaram ao ápice do prazer.
Depois já vestidos e abraçados no banco do carro.
M:Não dá pra ficarmos assim.
H:Só mais um pouco Miguel, eu sei que Afonso vai aceitar o divórcio.
M:E se ele não aceitar?
H:É, a alguns dias que me pergunto isso.
M:Helena, até o Pedro voltar, se essa situação não tiver se resolvido vamos tomar uma decisão.
H:Você está certo, não quero viver assim, escondendo minha felicidade de ter você. (sorrindo)
M:Te amo, Helena e não me canso de dizer isso.
H:Também te amo. Tenho certeza que terminaremos essa situação da melhor maneira possível.
Miguel sorriu docemente para ela.
Ficaram por mais alguns minutos juntos e Helena precisou ir, já tinham perdido a noção do tempo, estava começando a anoitecer. Ridículo, mas ela teria que repetir o que fez por garantia, entrou na clínica e saiu para não dar na vista.
Antes de sair do carro, Miguel a lembrou.
M:Helena!
H:O que?
M:A senhorita tem uma consulta marcada com o Dr° Miguel sexta às 16:00hrs
H: (sorrindo) Pode deixar, não faltarei.
Quanto tempo mais iria aguentar?
Quando chegou em casa, sentiu um cheirinho gostoso de comida. Foi para cozinha e se deparou com uma cena que não soube bem ao certo o sentimento que sentiu.
Susto? Ciúmes? Não, curiosidade. Talvez essa fosse a palavra certa.
Foi curiosidade que sentiu quando viu Raquel sentada à mesa com Afonso, Helena não podia negar, ela era linda, estava muito linda, maquiada, com um vestido lindo.
Se não fossem pai e filha e se Helena não amasse Miguel como ama agora, com certeza ela não iria gostar nada daquela cena.
A:Oi amor, quer jantar conosco?
H:Não, não quero... Que bom que estão, err... se dando bem.
R:Estamos, Afonso não é como minha mãe sempre me disse.
H:Percebe-se, até vinho... estão animados.
Afonso pegou na mão de Raquel e disse:
A:Iremos recuperar o tempo perdido, não é meu amorzinho?
R:Sim (sorrindo)
Helena estava intacta com a cena.
A:Helena, Edu e Alice viajaram, foram para o Rio, disseram que já tinham te avisado.
H:Nossa?! Nem se despediram.
A:Edu recebeu uma ligação pedindo para que fosse o mais rápido possível.
H:A sim... Bom, eu não quero atrapalhar o momento em família.
Raquel riu.
A:Boa noite, amor (sorrindo)
Helena estranhou Raquel, estava diferente, talvez um pouco fria, nem um pouco tímida como costuma ser.
Parecia não se importar com nada.
Foi para o quarto de Pedro e ficou pensando em tudo que estava acontecendo.
Tomou um banho, colocou uma roupa confortável e soltou os cabelos...
Algumas horas depois, Afonso bateu na porta.
A:Helena? Ainda está acordada?
H:Entra.
Ela estava decidida a colocar Afonso contra parede, precisava de uma resposta.
A:Vim te perguntar porque demorou tanto naquela clínica.
H:O que?
A:Porque, Helena?
H:Porque os médicos demoram? Afonso, se era só isso, sai por favor, estou cansada.
Helena estava decidida a conversar com ele sobre a separação, mas percebeu que ele estava um pouco alterado devido ao vinho do tal jantar.
A:Você está me traindo, Helena!
H:Oque?
A:Você está me traindo, eu sei.
Aquelas palavras arrepiaram Helena.
H:De onde você tirou isso?
A:Eu sei... Eu vi.
Helena sentiu um frio na barriga.
H:Viu? Viu o que?
A:Vi você entrando em um carro. Estava fazendo amor com outro, não estava?
H:Para com isso, você não sabe o que está dizendo.
A:Sei, agora só preciso que você me diga com quem?
H:Eu não vou dizer nada, porque não existe nada.
A:Não mente pra mim, Helena! (gritando)
Aquele não era o Afonso que ela conhecia, definitivamente, mas também ela saberia dizer com precisão que não era consequência da bebida.
Afonso a segurou forte.
A:Quem é o desgraçado?
H:Afonso você está me machucando!
A:Fala! (gritando)
H:Para, Afonso! (gritando)
Foi um grito de desespero, ela estava assustada.
H:Chega disso, você precisa assinar o divórcio, desse jeito não dá mais, eu não aguento mais!
A:Não... não... não...
H:Você está agressivo.
A:Não... não...
H:A gente já não se acerta mais.
A:Não...
H:Acabou...
A:NÃO!Eu não aceito isso.
H:Eu não te amos mais ! (gritando)
Afonso com toda a sua força deu um tapa no rosto de Helena.
A:Eu não aceito! Você é minha.
H:O que você fez?(com os olhos marejados)
A:Chega, você acha que vai ficar assim? Você me pertence.
H:Você está louco, eu vou sair dessa casa agora.
A:E vai pra onde?
Helena parou e pensou... Alice e Edu não estavam na cidade.
H:Até pro fim do mundo, se for pra ficar longe de você!
A:Isso não vai acontecer, a partir de hoje começa uma nova vida entre nós dois, você vai fazer o que eu disser.
H:Você é maluco? Essa foi a gota d’água.
A:Todos os seus passos são vigiados, Helena. Se você não quiser que esse infeliz com quem você está saindo sofra as consequências, acho bom você andar na linha.
H:Eu não fico mais um minuto nessa casa com você e se quiser tentar tirar a escola de mim, tente, estou indo agora mesmo te denunciar.
Afonso correu na frente de Helena e fechou a porta do quarto.
H:Abra essa porta, Afonso.
A:Você não vai pra lugar nenhum, não entendeu ainda? Você está nas minhas mãos. Acabou a brincadeira. (sorrindo)
Afonso a segurou forte pelos braços.
H:O que você acha que está fazendo? (assustada)
A:Tendo de direito o que é meu.
Depois disso, da forma mais suja e humilhante, Afonso obrigou Helena a ser sua.
Ela sentia apenas dor, uma dor na alma, enquanto as lágrimas rolavam por seu rosto.
Estava tudo acabado.
Alguns minutos depois Afonso estava dormindo e ao lado, Helena estava chorando quietinha na cama, se sentia frágil, como se a qualquer toque fosse desmoronar.
Seu rosto ainda doía pelo tapa.
O que tinha acontecido com Afonso?
Agora mais que tudo Helena rezava para a volta de Pedro.
O Inferno na sua vida, começou.
Deu graças quando acordou e percebeu que Afonso já tinha saído.
Correu para um banho, tirar de seu corpo marcas daquela noite de horror, que ainda não acreditava que tinha acontecido.
Em seguida desceu até a cozinha e viu Raquel a mesa de café da manhã.
Claro que Helena entendia que não daria mais pra Raquel ficar naquela casa como empregada, mas estava estranhando o comportamento dela, até parecia outra pessoa, estava meio que se sentindo a dona da casa, claro que se for parar pra pensar , ela de fato tem direito, mas mesmo assim.
R:Bom dia dona Helena!
H:Bom dia Raquel, Afonso já foi trabalhar?
R:Já sim, disse que era pra senhora não sair .
Helena não acreditou no que ouviu.
Raquel falava isso sem nem ao menos olhar para ela, estava se deliciando com o café, sentada no lugar dela e comendo seu queijo.
Helena respirou fundo e disse:
H:Bom, mas eu preciso sair, tenho dentista marcado.
R:A senhora é quem sabe.
Aquela menina estava irritando Helena, o que tinha acontecido? A casa estava virada de cabeça para baixo.
Precisava mesmo era falar com Alice, mas toda a vez que tentava, o celular dava fora de área.
Sem pensar muito pegou as chaves do carro e foi direto ao consultório de Miguel, precisava avisa-lo que não dava mais, que o Afonso enlouqueceu e que estava fora de si, que havia descoberto que ela amava outro, mas que graças a Deus não sabia que era ele.
Ou não? Talvez fosse melhor dizer para ele que estava tudo acabado, que não iria se separar de Afonso, que aquilo tudo foi um erro.
Não sabia ao certo, mas estava indo em direção ao consultório de Miguel.
Chegou ao consultório umas 9hrs da manhã.

No consultório...
M:Oi Amor, que saudade.
Helena não conseguiria dizer nada antes de um beijo, o amava, como ia deixa-lo?
Ela correu e deu um beijo.
Miguel estava encostado em sua mesa...
Ficaram se olhando por alguns segundos e ele não aguentou, começou a acariciar o rosto,  os cabelos dela, quando segurou o queixo e deu um longo e gostoso beijo. Um beijo... se olharam, estavam anestesiados com aquele beijo.
Helena o envolveu com os braços e ele respirava forte, ela até sentia o ar quente em sua face.
Beijaram-se novamente, as línguas estavam descontroladas, as mãos, o corpo todo estava frenético.
M:Eu preciso dizer que ... (Helena o interrompeu colocando o dedo em sua boca)
Com a testa encostada na dele e os olhos lendo seu coração.
H:Não! Não fala nada, por favor.(Estava com o coração apertado)
Ele tocou o joelho e foi subindo, levantando a saia, primeiro pelo lado externo da coxa, depois pela parte interna, até encontrar o ponto de prazer.
Helena estava rendida aquele momento, pouco se importando se alguém visse o que Miguel realmente queria. Talvez estivesse louca, talvez se arrependesse amanhã, mas só se fosse amanhã, porque naquele exato momento estava completa.
Em seguida ele abaixou o zíper e tirou a saia, a deixando de calcinha. Começou a desabotoar a blusinha e ela começou a fazer o mesmo com ele, acariciou o peito e sentiu como era musculoso, igualzinho nos seus sonhos.
Ele retirou o sutiã e os seios dela ficaram à mostra, ele os acariciou, os beijou euforicamente. Helena também tinha uma grande sensibilidade nos seios e ficou maluca. Ele abaixou a calça e ficou de cueca preta. A essa altura ela delirava de desejo. Helena virou-se pegou o sexo dele e começou a acariciá-lo. Ele arrancou a calcinha com certa delicadeza, a deixando completamente nua.
Ele a deitou em sua cadeira... levantou ainda mais e se posicionou nela começou um delicioso movimento de vai e vem que a levou às nuvens. Ela  gemia baixinho e sem perceber as vezes ouvia coisas que ele dizia em seus sonhos.
Miguel estava fora de si, não acreditava que estava ali, transando com a mulher dos seus sonhos, aquilo era bom demais pra ser verdade, será que não seria outro sonho?
E nesse ritmo entre caricias, palavras de carinho, chegaram ao ápice.
Helena estava se vestindo, Miguel estava de pé em frente a ela encostado novamente em sua mesa, admirando ela vestir-se.
Ela não conseguia descrever o que tinha acontecido.
Onde estava com a cabeça? Afonso iria mata-lo.
Mas estava completa, era completamente igual, sem tirar nada e por nada, mas o fato de poder perdê-lo era forte demais.
Estava decidida, não queria vê-lo morrer, não tinha tanta certeza quando a isso, mas não ia pagar pra ver.
Miguel também não acreditava, era mais que um sonho, como iria imaginar que Helena era dele, que chegou em seu consultório e se entregou.
M:Às vezes não acredito, você largou tudo pra ficar comigo, me sinto o homem mais feliz do mundo.
H:O que eu estou fazendo? Não é justo, não é justo nem com você e nem com o Afonso.
M:Helena? (Já se levantando e a acompanhando)
H:Você está certo, eu não posso largar um casamento de anos, por um...um sei lá como é que devemos chamar isso.
M: Isso? Isso é o que eu chamo de ser feliz!

segunda-feira, setembro 15, 2014

18° Sonho de Amor

H:Oi Raquel, tudo bem?(indo em direção a ela)
R:Tudo sim, a senhora voltou a morar aqui?
H:É, por enquanto sim.
R:Bom eu já vou indo me deitar, acabei me esquecendo da hora com meus amigos.
M:É bom aproveitar não é? E você quase nem sai, de vez em quando, que mal tem? (sorrindo)
R:É , precisa de alguma coisa Senhora Helena? Quer que prepare algo para comer?
H: Não se preocupe comigo, Miguel e eu viemos apenas atrás de um sorvete, está muito calor, mas logo já vou me deitar.
M:E você faça o mesmo, já está tarde.
R:Não, eu vou adiantar umas coisas, acho até que vou virar a noite.
M:Ah (já olhando para Helena)
H: (rindo)Então... Boa noite.
R: Vou trocar de roupa. Se precisarem de alguma coisa, é só dizer, vou estar no meu quarto mexendo em algumas coisas da faculdade.
H: Pode deixar que eu chamo se precisar de algo.
E assim, Raquel foi para o quarto
Miguel foi em direção a Helena no mesmo instante que Raquel deixou a cozinha.
H:Não, agora não dá mais.
M:Dá sim, é só fazer quietinho(sussurrando)
H:Não, Miguel, eu não consigo, deixa para outra hora.
M:Você vai me deixar assim?
H:Juro que não é porque eu quero.
M:Droga!
Helena deu um beijo rápido em Miguel e foi em direção ao seu quarto, entrou e quando acendeu a luz.
A:Onde você estava?
H:Ahh!(deu um leve gritinho)Que susto você me deu, Afonso.
A:Desculpe, não foi essa a intenção, onde você foi?
H:Eu? Pulei o muro para me encontrar com o Murilo Rosa... Onde mais eu poderia ir ?
A:Helena, sem gracinhas!
H:Afonso, eu fui beber uma água, tomar um sorvete olha como está esse calor.
A: Meia hora? Tudo isso?
H:Eu me encontrei com a Raquel e o Miguel na cozinha, estávamos batendo um papo e não te devo satisfações, aliás, o que você veio fazer aqui?
A:Eu vim ver se você estava bem, se não estava precisando de alguma coisa.
H:Agora que já viu que estou bem, já pode ir.( abrindo a porta do quarto para que ele saísse)
A:Helena, eu sinto tanto a sua falta(indo em direção a ela)
H:Sai, Afonso!
A:Eu ainda vou te fazer mudar de ideia.
Helena fechou a porta e ficou pensando...
Até quando Afonso iria continuar inconveniente? Estava na cara que não dava mais, que nada ia fazê-la mudar de ideia.
A única coisa que ela queria agora, era apenas ficar livre para viver o seu grande amor com Miguel e nada mais.

E assim, foram se passando os dias
Naquele dia Helena e Alice foram fechar definitivamente a escola para as férias, porque aula mesmo já não tinha desde o começo do mês.
A:Eu acho isso tudo muito perigoso e se o Afonso descobre? Já imaginou?
H:Não, ninguém vai perceber nada.
A:E quando o Pedro chegar? Já pensou nisso também?
H:Quando Pedro chegar  já espero estar divorciada de Afonso e feliz com Miguel.
A:É amor? Mas amor mesmo, Helena?
H:É, só agora sei o verdadeiro sentimento chamado amor.
A:Nossa. (sorrindo)
H:Vai dar tudo certo.
A: O Miguel vai sair da sua casa porque?
H:Porque ele quer ter as coisinhas dele, a casa dele.
A:Achei que seria conveniente para vocês esse temporada eterna na sua casa.
H:Seria mesmo muito conveniente, mas um pouco também me sinto mal, porque querendo ou não, é uma situação de risco e Afonso a cada dia mostra que está mais fora de si.
A:É, por esse ponto de vista, é isso mesmo. (rindo)
H:Não vejo a hora desse martírio acabar.
A:O Afonso também não facilita.
H:Não mesmo e todo o dia, todo o santo dia eu converso com ele, sobre como seria melhor que terminássemos bem, tudo de ruim que essa resistência dele poderia causar, mas ele me escuta? Escuta nada.
A:Acho bom você começar a bolar um plano B.
H:Como assim?
A:Helena, você voltou naquela casa porque?
A mesma continuou em silêncio;
A:Para convencer o Afonso a assinar o divórcio, não é?
H:Sim, mas e aí? O que é que tem?
A:O que é que tem, é que já passou pela sua cabeça a possibilidade de ele não assinar? E se ele não assinar?
Helena ficou pensativa, Alice estava certa, na verdade nem passou pela cabeça dela essa possibilidade e era a mais óbvia.

Miguel não podia ficar muito mais na casa deles, embora fosse sua maior vontade, Afonso ia acabar percebendo, ainda mais que Pedro não estava no país.
Mas eles aproveitavam o máximo que conseguiam, Helena sempre marcava um lugar longe para ficarem, depois da última vez em que Raquel quase os pegou na cozinha, ela ficou meio receosa de ficar com Miguel em casa.
Naquela noite, Miguel não resistiu, sabia que ela estava no quarto do Pedro, estava muito perto, ele não tinha como ignorar aquilo.
Alguém bateu na porta do quarto.
Helena foi abrir sem nenhuma paciência, tinha certeza que era Afonso.
M:Oi Amor!(sussurrando)
H:Miguel! Você está louco? Volta já para o seu quarto (já com a mão no peito dele e o empurrando pra fora de seu quarto)
M:Nossa, você vai me mandar embora? Estou tão sozinho, com tanta saudade, só quero ficar aí para te fazer companhia.
H:Você não vai tentar nada?
M:Nadinha, que você não queira. (rindo)
H:Miguel!
M:Se eu soubesse que esse babaca ia te forçar a voltar para casa, jamais tinha dito para ele que eu ia mudar para minha casa amanhã, olha só, nós dois, juntinhos todos os dias, já pensou?
H:Ia ser uma maravilha e um perigo também, mas isso será  por pouco tempo.
M:Deus te ouça, se não fugimos(rindo)
Helena ria pra ele.
Ele sabia que ele não estar ali era o certo, mas não era o que realmente queria, ele entrou no quarto e ela foi correndo para cama.
Ele ali em pé perto da cama dela conversando o que tinha acontecido, na hora que ele perguntou se podia deitar junto com ela o olhou com uma carinha de desconfiada e disse que sim e logo abriu o cobertor e ele a viu só de calcinha.
Miguel já deitou ao lado dela todo excitado.
Ficaram trocando conversas, tentando disfarçar o que realmente queriam... Não eram bobos, sabiam que se começassem não iam conseguir parar e consequentemente chamariam a atenção de Afonso.
De repente com a mão por baixo do cobertor,  Miguel foi indo até a sua calcinha onde passou alisar em cima de seu sexo, logo ela levou um susto.
H:Amor, o que você está fazendo?
Ele fingiu que nem ouviu ela dizer nada.
Só ouvia ela gemendo baixinho.
H:Não faça isso, Miguel por...  aqui não, amor (contorcendo-se)
Ela falando, ele excitado sem ouvir nada. Agora ele passou a mão por baixo da calcinha e foi direto onde ela queria.
Helena não falou mais nada, não conseguia dizer mais nada, só ficava ali, delirando...
Naquela hora, Miguel pegou em sua mão e levou até o seu membro  que naquele momento estava muito visível. Ela começou a acaricia-lo, que loucura que estava acontecendo àquela hora da noite. Com Afonso ali ao lado, na verdade, Helena pouco se importava com Afonso, ela estava mais preocupada com o que isso poderia prejudicar o processo de divórcio.
Ele foi para baixo do cobertor e começou com a doce tortura em Helena, ficou ali concentrado no ponto de prazer dela por breves minutos, ela o puxou para cima dizendo:
H: Agora que você mexeu comigo, é a minha vez  de te levar para as estrelas.
Ele então viu que ela queria era fazer o mesmo que ele. Como ela dominava a arte de enlouquecê-lo.
H:Agora vem, hoje não dá para brincar muito.(ofegante)
Não precisou falar duas vezes.
Ele deu um longo beijo nela sem tirar uma das mãos de sua nuca.
Ela não conseguia segurar os gritinhos de prazer junto ao ouvido dele e Miguel sentia cada pelinho de seu corpo arrepiar-se com os sussurros dela em seu ouvido.
Enlouqueceram juntos, mas ao contrário do que precisava ser, fizeram amor sem pressa, entre beijos e juras de amor.
Ficaram ali até às 5horas daquela madrugada.
H:Amor?(enconstada em seu peito)
M:Hum (sonolento)
H: Vai para sua cama, Afonso daqui a pouco levanta para ir trabalhar.
M:Não quero (com voz manhosa)
H:Amor, por favor.
M:Está bom aqui.
H:Miguel! Vai logo.
M:Tá, tá, já vou indo.
Ele levantou e ela foi logo atrás para não deixar ele ficar enrolando.
M:Me dá mais um beijinho?
H: Amor...(o beijando)agora vai logo
M:Estou indo já.
E assim ele voltou para o quarto e finalmente ela foi dormir.
Nem se viram de manhã, à tarde Helena estava entrando em casa quando viu Miguel com as malas na sala, conversando com Afonso.
H:Boa tarde pessoal.
A:Oi Meu amor, demorou!
H:Estava terminando umas provas na escola.
A:Olha só que pena, Miguel vai nos deixar(rindo)
M:Deixar é meio drástico (olhando fixamente para Helena, mas longe dos olhos de Afonso)
H:Sua casa já está pronta?
M:Sim, está...
H:Hum (sem jeito)
Miguel notou o ar de desapontamento de Helena, mesmo na situação em que estavam ele era um conforto para ela.
A:Mas é sempre bom ter o cantinho da gente.
M:É sim.
Miguel se despediu de Helena e Afonso e foi para sua nova casa.
Assim que Miguel se foi, Helena sentiu uma vontade imensa de chorar, até se assustou com esse sentimento e logo subiu para o quarto antes que Afonso percebesse.
Helena não teve uma noite muito boa, Miguel estava fazendo falta e a cada hora que o relógio insistia em não passar, ela tinha certeza de que já não podia mais viver sem ele.

No dia seguinte
Helena estava na sala ao telefone...
P:Também estou morrendo de saudades, mãe.
H:Quando volta, filho?
P:Só no fim das férias mesmo... A Vovó te mandou um beijo.
H:Manda outro pra ela.
Afonso veio aproximando-se.
A:Quem é?
Helena nem respondeu.
A:Quem é, amor?
H:É o Pedro, Afonso.(impaciente)
A:Quero falar com ele.
H:Filho, seu pai quer falar com você.
P:Um beijo mãe.
H:Outro, te amo.
P:Também.
Helena passou o telefone para Afonso.
A:E ai filhão.
(a chamada ficou muda)
A:Ele desligou?
H:Ele ainda está magoado com você, Afonso.
A:Ah, nem começa com essa história.
H:Não, não vou começar...
Helena pegou a bolsa em cima do sofá e foi saindo.
A:Onde você vai?
H:Vou sair.
A:Sair para onde?
H:Afonso, o que eu faço ou deixo de fazer não é mais problema seu.
A:Então eu vou com você.
H:Eu vou ao médico.
A:Você tem alguma coisa? Está doente?(indo em direção a ela.)
H:Não, Afonso, consulta de rotina, agora me deixa.
A:É que me preocupo com você.
H:Tudo bem, agora me dá licença. (fechando a porta do carro)
Helena entrou no carro e saiu.
No caminho o celular tocou e a mesma atendeu no viva voz.
M:Alô?
H:Alô! Quem está falando?
M:O homem mais apaixonado do mundo!
H:E o que o homem mais apaixonado do mundo deseja?
M:Você.
H:Estou com tanta saudade, fazem três dias que não nos vemos.
M:E eu? Estou com abstinência de você.
Helena riu.
M:Onde?
H:Te encontro no estacionamento do Shopping da Zona Sul!
M:No estacionamento? (estranhando)
H:Sim, não sei, não quero dar na vista. Isso poderia atrapalhar o processo.
M:Você está certa, já saiu de casa?
H:Já estou a caminho.
M:Também.
H:E o consultório?
M:eSTOU em horário de almoço.
Helena riu.
M:Oh, sua maliciosa. (rindo)
H:Amor, vou desligar, até daqui uns cinco minutos.
M:Beijo.
Alguns minutos depois.
Helena entrou no estacionamento, desceu do carro e ficou esperando a ligação de Miguel.
Estava debruçada no carro quando sentiu duas mãos acariciando sua cintura...
H:Hum você dem... (virando-se)
...
H:Afonso! (assustada)

17° Sonho de Amor

M: Que delícia isso. (sorrindo)
Ele a beijou novamente.
Helena começou a descer sem deixar de olhá-lo nos olhos.  Ajoelhou nas pedras, ficando com o rosto na altura de sua bermuda, bem próxima do volume que já se destacava dentro da mesma.
Miguel simplesmente segurou por trás da nuca de Helena  com uma das mãos e com a outra, abaixou levemente sua bermuda, fazendo com que seu desejo se libertasse.
Era o "castigo" de Helena por tê-lo provocado.
Ela abriu a boca e começar a grande e doce tortura em Miguel.
M: O que é isso?(ofegante)
Helena adorava deixá-lo daquele jeito. Era como se ela tivesse o controle da situação, ele estava fraco, vulnerável.
H: Está gostando? (o provocando)
M: Você vai acabar me matando...
Ele gemia e Helena ria...
Depois de alguns minutos, Miguel a levantou e a apertou contra a pedra.
M:Você me quebra sabia?
H:Vamos criar nosso próprio sonho de amor hoje.
M:Sem dúvidas! (sorriu e em seguida a beijou)
Ele a virou de costas para ele, tirou o seu short, jogando-o de lado e ao se deparar com as curvas dela Miguel disse:
M:Nunca vou me esquecer desse dia.(sorrindo)
Ele a acariciava os seios, ela gemia baixinho...
H:Amor?
M:O que foi (meio a outro gemido)
H:Quero que você faça uma coisa! (olhou pra ele com aqueles olho verdes de menina sapeca)
M:O que?
Ela pulou em seu colo só de calcinha e sutiã, segurando em seu pescoço com as pernas entrelaçadas em sua cintura disse:
H:Quero fazer ali dentro.
M:O que? Está maluca?
H: Estou! E a culpa é sua;
(o olhando como uma criança quando quer uma coisa muito inusitada)
M:Não me responsabilizo pelo teu resfriado amanhã, ouviu?
H:Eu assumo toda a culpa, hum?(deu um selinho) Você não vai me negar isso, vai?(mordendo a orelha dele, ainda em seu colo)
M:E tem como dizer não, Helena?
E foram em direção a água.
H:Isso vai ser bom.
M:Eu estava todo no ponto, todo quente e você me fez entrar nessa água gelada, Helena. Que maldade.
H:Ah!
M:Viu, muito gelada
H:Eu te esquento rapidinho.
Ela desceu de suas costas e ficou atrás dele.
Helena ficava atrás de Miguel para se proteger do vento.
M:Que espertinha você!
Ela massageava suas costas. Ele a fazia bem, a deixava ser ela mesma. Agora suas atitudes a encorajavam a manifestar esse sentimento por ele .
M:Helena, eu sinto ciúme de você, eu fico triste quando estou sem você, mal acabo de deixá-la e já fico contando os minutos que faltam para estar novamente com você.
Ele falou numa tirada só e segurando suas mãos de encontro ao seu peito.
M:Helena o que eu sinto por você é amor, sabia? Estou amando você.
H:Eu também estou amando você, Miguel.
Lábios cor de rosa aproximaram-se, entreabertos, úmidos. Foi a última coisa que viu antes de cerrar seus olhos para receber um beijo cheio de ternura dela.

Suas mãozinhas acariciavam seu tórax, beliscavam seus peito nu, escorregavam para a barriga, massageavam e tornavam a subir, repetindo todo esse ritual e o deixando tão excitado que já nem sentia mais o frio da água. Os beijos dele desciam pelo pescoço, voltavam para a boca, desciam para os seios, hora em um hora em outro, roçava a língua. A pequena mão dela massageava a parte baixa do seu abdômen, ameaçava e recuava. Ela queria matá-lo de excitação, de vontade.
Ele entrou no jogo, passou a acariciar seus seios novamente, ela tremeu, desceu a mão por dentro da calcinha, acariciou. Correu a mão vagarosamente para trás. Eram firmes, como ele imaginava. Ela se contorceu de leve e suspirou:
H:Miguel...(sussurrando em seu ouvido)
Ela mordiscou seu lábio, ele esticou a mão e chegou em seu ponto de prazer e sem esforço seu dedo escorregou um pouco para dentro.
H:"Miguel"!
Ela estava ofegante mas falou pausadamente
H:"quero você dentro de mim.
Ela foi rápida e encheu sua boca com seus lábios.
Ele ficou arrepiado, cerrou levemente as mãos em torno de seu pescoço. Ele Foi se posicionando de modo que ficasse com as mãos no ponto de prazer de Helena, mas sem pararem o beijo, apenas para se olharem nos olhos certa hora. Delicadamente afastou sua calcinha.
Foram andando em meio a beijos e gemidos para a beira da represa, ainda com a água até o tornozelo já não aguentavam mais, caíram ali mesmo e Miguel estava embaixo, ela tirou a calcinha e se posicionou em cima dele.
M:Nossa(ofegante)
Ela apenas sorriu pra ele.
Mas uma vez o surpreendeu.
H:”Vamos ao máximo juntos, Miguel".
E Miguel a atendeu prontamente, estavam a ponto de bala, nenhum dos dois aguentavam mais, brincaram muito antes do ato em si.
Helena estava a essa altura em outro mundo, com os olhos fechados com a cabeça erguida para o céu, e rebolando em cima de Miguel.
M:Amor, eu não vou aguentar mais.
H: Então goza. Vai...
M:Ah!(ofegante)
H: Juntinhos?(ofegante)
M: Achei que fosse ter uma convulsão com a intensidade do que acabei de sentir.
Se abraçaram para um beijo cheio de ternura e de amor.
Miguel sentiu que seu coração, sua alma não viveriam felizes longe de Helena.
Um momento depois.
H:Miguel! Vamos sair daqui logo, estou com frio.
M: Só agora você sentiu frio? Você vai pegar um resfriado, vai ver.(Foi levantando daquela água)
H:Você também meu lindo!(Já pegando sua  calcinha e sutiã.)
Subiram pegar as roupas que estavam nas pedras  e em meio a beijos e carinhos, caminharam pela trilha seguindo em direção ao carro de Miguel.
H:Olha só uma coisa, estou toda molhada!
M: Isso você estava desde a hora em que te beijei no carro. (rindo)
H:Miguel!(o dando um tapa no ombro)
M:Ai!(rindo a beijou)
H:Vamos logo, antes que sintam a minha falta.
M:Já não basta o ex, agora o cunhado.
H:Debochado (rindo) Vai, liga logo esse carro.
M:Só depois de mais um beijo
H:Ai meu Deus do céu ! (rindo o beijou novamente)
Assim Miguel e Helena voltaram para o condomínio.
Para a sorte de ambos, nem Edu viu Helena chegar e nem Afonso viu Miguel.
Estavam cansados, eram quase 6hrs da manhã.
Deitaram e praticamente desmaiaram.

Era Domingo, Helena acordou tarde devido à noite com Miguel, Alice e Eduardo tinham deixado um bilhete dizendo que foram ao Supermercado, passear e comprar coisas que estavam faltando.
Ela levantou, tomou um banho, afinal, o calor estava demais.
Após um delicioso café da manhã estava relaxando na piscina quando ouviu;
A:Oi meu amor, linda como sempre.
H:O que você está fazendo aqui, Afonso?
A:Vim te ajudar a levar suas coisas de volta.
H:O que?
A:Não disse que ia te denunciar por abandono de lar e você ia perder a escola?
H:Disse, mas você não...
A:Não só posso como já fiz, aqui estão as copias do processo que abri contra você, então agora acabou a palhaçada e você volta agora pra casa.
H:Eu não te conheço mais.
A: Não quero ficar sozinho naquela casa, a menina não sai do quarto, Miguel coitado nem para naquela casa e logo já vai sair, Pedro viajou e você está de brincadeira com a minha cara.
H:Eu...
A:Chega Helena! Você volta comigo agora.
Afonso foi a beira da piscina e a segurou pelos braços.
H:Para, Afonso, você está me machucando.
A:Estou cansado disso, Helena, chega!
H:Para...(começou a chorar)
A:Porque você está chorando?
H:Para...(soluçando) você está me assustando.
A:Desculpa amor, não sei o que me deu.
Ele a segurou e abraçou, Helena estava meio constrangida, nunca viu Afonso daquele jeito e estava com medo.
A:Desculpa, desculpa.
H:Nunca mais faça isso, eu vou voltar para aquela casa, até você entender que o que existia entre nós acabou.
A:Volta, que eu vou te provar que está errada.
Helena preferiu nem responder mais.

Na casa dos Windshester
Afonso estava no banho e Helena estava na sala assistindo TV, com um enorme pote de sorvete na mão.
Miguel chegou.
M:Boa noite, Afonso... Helena?(sussurrando)
H:Oi Amor!(sussurrando)
M:O que você está fazendo aqui?
H: Nem sei por onde começar, o Afonso disse...
E assim Helena contou tudo o que Afonso disse que iria fazer.
M:Mas que filho da mãe, com que direito ele acha que vai fazer isso?(sussurrando)
H: Eu não sei, mas eu não vou arriscar, a escola é meu tudo!(sussurrando)
M:A escola? Achei que agora eu fosse seu tudo...(sussurrando)
H:Seu bobo, você faz parte de mim. (sorrindo)
M: Estou louco para te beijar.
H:Eu também, mas aqui não.
M:Porque? Ele está no banho!
H:Aqui não Miguel, a Raquel daqui a pouco chega, eu não quero que ela veja nada.
M:Isso não se faz.
A:Helena!(descendo as escadas)
M:Então o Pedro ligou hoje?(disfarçando)
H:Ligou e disse mais uma vez para você perdoa-lo por tê-lo deixado sozinho no consultório. (já pegando na hora o improviso)
M:Imagina, aliás aquela consulta sua, já está marcada.
Helena o olhou, com um jeito de que “não exagere no improviso”
H: Está bem, só me avisa certinho o horário.
A:Helena! (chegando perto deles)
H:O que foi, Afonso? Não seja mal educado, eu estava falando com o Miguel.
A:Me desculpe, Miguel.
M:Imagina!
A:Você não vai dormir? Já está tarde.
H:Sim, claro que sim, assim que me der sono eu vou para o quarto do Pedro.
A:Quarto do Pedro?
M:Bom, vocês me dão licença porque preciso descansar, embora não seja um dia de semana, corri feito um maluco.
A:Boa noite, Miguel, desculpe qualquer coisa.
M:Que isso Afonso, não se preocupe.
Miguel foi em direção a Helena e se inclinou para dar um beijo no rosto.
M:Boa noite, Helena... (e sussurrou “3hr cozinha”).
H:Boa noite, Miguel, espero que esteja confortável.
M:Não se preocupem comigo, estou muito bem.
E assim Miguel subiu para o quarto.
H:Fala, Afonso.
A:Que história é essa de quarto do Pedro.
H:Afonso eu não vou dormir com você, eu não estou voltando para você, porque é que é tão difícil você entender isso?
A:Para com isso amor, vem, vamos para nossa cama, está tudo como você gosta.
H:Não, Afonso.
A:Mas...
H:Não, não e não, chega disso, ou pego minhas coisas de novo e volto para a casa do Duh.
Afonso não queria isso, essa seria a oportunidade perfeita para reconquistar Helena.
A:Está bem, vou deixa-la, com o tempo você vai perceber a burrada que está fazendo.
H:Vou me deitar.
A:A Raquel já chegou?
H:Não.
A:Onde essa menina se meteu?
H: Está preocupado?
A:Eu? Eu não! É que depois ela deixa a porta aberta, não estuda direito, não estou pagando os estudos para ela ficar zanzando por aí à noite.
H:Bom, eu vou indo me deitar porque já está tarde.
E assim Helena fez, mas como havia combinado de se encontrar com Miguel na cozinha, não conseguiu nem pregar os olhos.
Para sorte dos dois Afonso nem sonha que os dois tem algo.
Helena estava com calor, impaciente, desceu para cozinha antes do horário para pegar mais sorvete enquanto esperava Miguel, assim também se aparecesse alguém, ela tinha com o que disfarçar.
Ela foi até a geladeira pegou o sorvete e encheu uma caneca, sim caneca, Helena gostava de comer o sorvete dentro de uma caneca de porcelana, odiava em taças próprias.
Ficou ali por uns dez minutos, estava de costas para pia quando duas mão vieram acariciando sua cintura e um roçar começou em seu pescoço.
Conhecia muito bem aquilo, Miguel tinha feito a barba, mas ela ainda sentia um arranhãozinho quando ele passava o rosto nela.
M:O que está fazendo aí?
H:Eu estou enchendo esse sorvete aqui de cobertura, fica mais gostoso.
M:Gostoso? Eu que sou o seu gostoso (sussurrando)
H: A isso você é mesmo. Meu Gos-to-so (deu um beijo molhado e demorado em Miguel)
Eram completamente loucos e lesados quando estavam juntos, onde já se viu, debaixo do mesmo teto que Afonso, que está começando a mostrar um lado meio doentio, Raquel poderia aparecer a qualquer momento.
E minha nossa, cozinha? Porque não no quarto de Pedro, lá fora, dentro do carro, na dispensa, sei lá, mas não na cozinha um lugar tão visível.
Mas para a sorte deles, o cupido que os ajudou ainda não fora embora e Afonso dormia feito uma pedra enquanto Raquel ainda não chegara em casa.
As mãos dele passeavam por todo o corpo, acariciando-a seus seios por baixo da camisola, cochichando deliciosamente em seus ouvidos, segurando a sua cintura, alisando sua barriga, coxas, sexo... Ela se esfregava contra ele, segurando sua cabeça com ambas as mãos para trás, desfrutando a maravilha que seus carinhos e palavras faziam em todo o seu ser, desejando-o cada vez mais, em tudo...
Ele então a virou, a carregou e a colocou sentada na borda da mesa e abaixando a parte de cima da camisola tomou seus seios em suas mãos, em sua boca deliciosa, enquanto ela acariciava suas costas, ombros, braços e mãos. Então ele a empurrou suavemente e ela se deitou sobre a mesa... ele colocou as pernas em seus ombros e se inclinando começou a beijar as pernas, coxas e foi subindo... Quando ele alcançou seu objetivo, dando-a um beijo, ela sentiu como um choque e apertou firme a cabeça dele com suas coxas, enquanto seus braços se esticavam procurando algum apoio para se manter ainda nesse mundo, a língua dele com a ajuda dos dedos experientes, se abriam para saciar a fome que ele tinha do gosto dela, seu cheiro, seu amor... Ele passeava contornando cada pedacinho de Helena, ela estava enlouquecida de tesão, queria demais e estava quase implorando que ele a possuísse, ao que ele prontamente iria atender.
Se não fosse um barulho de chave na porta da sala.
H:Droga (já se levantando da mesa)
M:Disfarça, disfarça.
Miguel acendeu a luz.
E Raquel entrou na cozinha....
R:Dona Helena? Miguel?

sexta-feira, setembro 12, 2014

16° Sonho de Amor

As férias enfim chegaram.
Pedro foi até a casa dos tios despedir-se da mãe. Iria sumir daquele país em algumas horas;
H:Meu amor, eu vou sentir tanto a sua falta.
P:Mãe, eu juro que se tivesse certeza de que ia poder te ajudar eu ficava, mas só vou atrapalhar agora, olha como eu estou? Estou a pior companhia do mundo.
H:Acho que nem tenho o direito de te pedir isso.
P:Prometo que sempre vou te ligar e logo já estou de volta, tenho certeza que as coisas estarão bem melhor até lá.
H:Vão estar filho, elas precisam estar.
Pedro segurou nas mãos de Helena e completou.
P: Não se esqueça de que te apoiarei em tudo, absolutamente tudo em que precisar. Qualquer coisa. (sorrindo)
Helena sentia como se o filho quisesse lhe dizer algo, algo que não podia dizer claramente, talvez por medo ou porque não queria ser invasor, mas ela guardou as palavras com sabedoria.
P:Tia, cuida dela pra mim?
A:Pode deixar meu lindo, ela está em boas mãos.
P:E você tio, fica de olho no meu velho, ele não tá muito bem.
E:Pode deixar, essa baixinha aqui tem um ótimo guarda costas e eu dou uma olhada lá no... Seu pai.
P:Mãe, mais uma coisa...
H:O que?
P:Cuida da Raquel, ela deve ser a que mais está sofrendo, deve estar se sentindo sozinha e não volta pra Itu por causa da faculdade, porque apesar das circunstâncias, é pai dela e ela precisa dele.
H:Pode deixar filho, isso você nem precisa me dizer.
P:Ah só mais uma coisinha.(rindo)
H:Fala, Pedro (rindo)
P:Eu sou o pior anfitrião que alguém pode ter, então sempre que der, vê o Miguel, sei que ele já vai se mudar, mas...
H:Ah, claro (sorrindo)
P:E se precisar pode contar com ele, ele é gente de bem.
H:Vou me lembrar disso. Douglas vai com você?
P:Vai, quer aproveitar as férias também.
H:Isso é bom, vai com Deus e boa viagem pra vocês.
P: Beijos.
E assim Pedro foi direto para São Paulo, iria pegar um avião rumo a suas tão necessárias férias. Estava decidido e Helena entendia, era demais para ele, ficar tão perto da Raquel, a situação toda era embaraçosa.

Já se passara uma semana praticamente e mesmo Helena estando ali tão pertinho da sua casa, mal conseguia ver Miguel, não queria ficar inventando desculpas para Afonso e voltar a todo o tempo para aquela casa.
Também não queria ficar “pressionando Miguel”, mas a verdade é que estava morrendo de saudades.
Na cozinha da casa de Alice e Eduardo.
E:Boa noite baixinha!(beijando-a)
H: Boa noite, Edu. (sorrindo)
E: Vou indo dormir, Alice.(deu um selinho na mulher)
Alice foi até a porta da cozinha confirmar se o marido já havia sumido mesmo. Logo depois, voltou eufórica em direção a Helena.
A:Porque diabos você ainda não ligou pra ele?
H:E eu não tentei?
A:E aí?
H:E aí, que só dá desligado.
A:Não fica pensando bobeira.
H:E tem como não pensar?
A:Tem sim, vai tomar um banho e deitar para descansar, é o melhor remédio, lembra também que o Afonso também não te procurou essa semana.
H: É mesmo, o que será que aconteceu?
A:O Edu disse que ele está viajando a trabalho.
H:Mais um motivo para eu pensar bobeira, o Afonso nem está na cidade, dava muito bem para ele ter vindo me ver.
A:E você? Porque não foi até lá?
H:Não tive tempo, fiquei com medo, afinal a Raquel ainda está morando lá.
A: E você meio que largou a menina.
H:Juro que não queria sabe, Alice, mas eu não consigo ser como eu era antes com ela.
A: Não é para menos, Helena, nem te julgo, eu no seu lugar faria o mesmo, eu simplesmente não conseguiria fazer como antes.
H: Me sinto bem melhor agora. (sorrindo)
A:Helena, está perto da minha viagem com o Edu para o Rio, mas a casa é sua, você sabe que pode ficar aqui sem problemas.
H:Sei disso minha querida e muito obrigada.
A:Bom, eu já vou deitar, se não depois é um horror achar um espaço naquela cama quando o Edu dorme (rindo)
H: Vou terminar de beber esse suco e já subo.
E assim Helena fez, bebeu o suco, subiu ao quarto e tomou um longo banho, tentou não pensar muito nos problemas, apenas se focou na escola, mas uma coisa era certeza, teria que voltar para sua casa, não podia perder a escola, essa volta era apenas temporária, apenas o tempo para fazer Afonso assinar o divórcio.
Helena não conseguia dormir, já era quase 1hr da manhã e o sono não chegava.

Alguns minutos depois...
M:Psiu!
H:Miguel?!(sussurrando)
M:Oi Amor!
H:Você é louco?(sussurrando)
M:Quer que eu vá embora?
H:Não!Claro que não, mas é que você podia ter se machucado. (indo em direção a ele)
M:Não estava aguentando mais de saudade.
H:Adivinhou meus pensamentos (o olhou intensamente)
Miguel tinha escalado a janela dela, ela achou isso muito romântico. Ele pulou da janela para o interior do quarto.
Nisso Helena logo pulou nos braços fortes dele, precisava dele, talvez nem conseguisse dormir aquela noite.
A paixão era há tempos mantida adormecida num “banho Maria” para não darem na vista... Algo que planava tranquilo e calmo na memória, mas que induzia o corpo a gostosas e quentes recordações a cada momento que se viam.
Os encontros sempre despertavam emoções incontroláveis entre eles.
Olhares, palavras e lábios uniam-se para fazer ferver sentimentos, que tinha que ser mantido em segredo.
Ela alisou as costas dele enquanto ele respondia como se pedisse um abraço e aquele pequeno toque foi o suficiente para o sangue fluir com mais rapidez e trazer adoráveis contrações em Miguel. Ele simplesmente agiu sem pensar.
Tomado por um impulso ele se inclinou e beijou a boca dela, um beijo forte tão quente como ela se sentia naquele momento, com a língua e dentes brincando nos lábios dela, ele mostrou o quanto a desejava. Ela gemia baixinho quando ele mordia e puxava seus lábios levemente e então ele soube que ela estava tão desejosa e excitada quanto ele.
H:Estava com tanta saudades.
M:Eu também, não vejo a hora de poder gritar para o mundo que eu te amo.
Ele a amava somente com os olhos, ela estava linda, com uma camisola que o estava enlouquecendo.
Ela o recebeu meio sem jeito, acho que pela surpresa ou pela tensão de estarem na casa de Eduardo e Alice e qualquer barulho mais alto, seria inexplicável, ela envolveu as mãos na cintura dele, por dentro da blusa dele. Ele segurou seu rosto com as duas mãos e se inclinou devagar sobre ela e enquanto ele fechava espaço para capturar os lábios dela com os seus próprios, ela fechava os olhos. Sentiu que ela, assim como ele se entregava ao desejo e não conteve a risada de felicidade que saiu de seus lábios, há! Ela era dele o tanto quanto ele já é dela.
Deixou que os lábios finalmente se encontrassem e devagar começou a mover os mesmos contra os dela, sentiu a língua dela tímida tocando a ponta da dele e um choquinho percorreu todo seu corpo, era muito bom aquilo!
Foi mais forte e firme do que o da última vez. Ele não sabia por quanto tempo a beijou, mas quando finalmente afastaram-se, os dois respiravam forte, as mãos dela continuavam na cintura dele e ele simplesmente moveu o rosto dela para o lado roçando a bochecha dela contra a dele, sentiu que a barba por fazer a arranhava levemente fazendo-a gemer baixinho, Miguel amava sentir ela contra a sua pele! Melhor seria se ele a tivesse feito. As mãos dela apertavam possessivamente os quadris dele de encontro ao dela.
Ele estava com vontade de saber o quão mais delicioso é estar com Helena. O coração dele pulsava mais forte, bombeava de tal forma que ele sentia a velocidade do sangue nas veias de seu próprio corpo. Enquanto ele esfregava seu rosto contra o dela, ele saltou os lábios dela e se beijaram mais uma vez.
Miguel sentiu as mãos dela escorregar até o seu quadril e apertá-los, deixando-o com uma sensação incrível. O beijo dele era tão firme que a fazia sentir-se novamente desejada.
Ela estava precisando desta sensação, os problemas da semana e a ausência dele devido ao Afonso e o consultório havia deixado ela muito sensível, aflita, solitária e pensativa em tudo que acontecia e acontece ainda.
Precisava sentir-se desejada para voltar a viver e parar de tentar entender a confusão que aconteceu e se instalou em seu cérebro a ponto de se levar o orgulho. Isto mesmo! Há dias que não se reconhece.
Ele sentiu as mãos dela nas suas coxas e instintivamente a afastou para que ela o provocasse,
Helena estava gostando daquilo, se amavam, queriam se divertir, se amar sem medo.
Ela continuou até alcançar a virilha por dentro da calça, massageou ela ainda por cima da cueca o fazendo gemer baixinho contra sua boca, os dedos dela arrastaram a calça para baixo, e ele sentiu os dedos dela firmes e rápidos fazendo delirar instantaneamente em seus... Enquanto ele gemia e respirava forte.
Ele podia ver o estado dela mesmo estando vestida com aquela camisola e isso o deixou mais maluco ainda, claro! Sua respiração acelerada denunciava seu estado e o deixava seguro para ir em frente e explorar onde ele quisesse. Ela era dele novamente. Ele teve certeza disso.
Deixou que aquelas coxas e braços de Helena abraçassem seu corpo ao som de riso de bem-querer e entrega.
Deitou-a na cama e começou a explorar...
Ela sentia as mãos dele passeando por todo seu corpo. Mãos grandes que percorriam suas costas e depois se apoderavam dos seios, emoldurando-os para beijos e “carinhos”.
Ele saboreava o gosto da pele e do prazer dela, adorava os seios e ele aproveitava o momento o pressionando com os lábios mais internos, aumentando o prazer, que já era imenso.
Depois de toda aquela doce tortura, Helena dançou deliciosamente sobre ele, enquanto ele lhe segurava.
Incansável e louco para se desmanchar sob ela, ele a tomou forte e com movimentos fortes a levou a loucura... Helena transpirava desejo, sexo e sensualidade. Estar com ela era um evento raro e inesquecível de muito prazer para Miguel.
Ficaram naquele momento por muito tempo. Até que chegaram ao máximo de prazer, ele nela. Ela nele... Gemidos encheram o ar e completaram o clímax.
Finalizaram a entrega corporal, sussurrando os nomes um do outro no ponto máximo de prazer.
Ainda em cima um do outro, suados e rindo à toa.
H: “Shiu, vão nos ouvir (sussurrando no ouvido dele)
M:Amor, isso é impossível(ofegante)
Helena sorria, estava muito feliz.
M:A cada dia mais, tenho certeza de que você nasceu pra ser minha.
H:Convencido. (rindo)
Ficaram entre beijos e carinhos por mais alguns minutos afinal, Miguel tinha pulado sua janela, tinham que aproveitar ao máximo.

No dia seguinte...
Na cozinha da casa de Alice e Eduardo.
A:Bom dia, flor do dia!
H:Bom dia, Alice.
Alice a olhava esperando algo.
H:O que foi? (sorrindo)
A:Sua cara está te denunciando! O que aconteceu?
Helena ficou em silêncio.
A:Helena! Pode contar!
H:Miguel pulou a janela do meu quarto ontem!
A:Ai que lindo! Igual novela! (sorrindo)
H:O resto você pode imaginar.
A:É acho que posso. (rindo)
H:A cada dia, eu o quero mais.
A:B om, não quero ser “A” chata, mas e Afonso? Você não acha que ele está muito quieto? Muito conformado com a situação.
H:Acho, claro que acho e acho também, que vem chumbo grosso por ai.

Era sábado, Helena estava em casa fechando uns relatórios da escola, já que estava de férias, queria relaxar, talvez viajar, não sabia ao certo.
Alice e Eduardo foram à casa da mãe de Alice, Helena preferiu ficar em casa, talvez até se encontrar com Miguel, que também aproveitou o fim de semana para arrumar umas coisas na casa onde ele ia ficar.
Helena passou o sábado todo sem notícias de Miguel. Mas ele disse que ligava.

Já eram quase 2hrs da manhã, ela já estava dormindo, quando seu telefone tocou.
M:Amor?
H: Miguel, achei que não me ligaria mais.
M:Sua boba, desce aqui.
H:Descer aí? Você está aqui fora?
M:Estou, desce, vamos fazer alguma coisa diferente hoje.
H:Miguel, não dá, olha só que horas são, quase 2hrs da manhã.
M:E o que tem?
H:O que tem é que eu estou na casa do Edu, ele vai ficar me enchendo de perguntas.
M:Amor, é só não fazer barulho.
H:Não sei, Miguel...
M:Você não quer me ver é isso? Não está com saudade de mim?
H:Seu chantagista, estou descendo.
Helena no maior cuidado, na pontinha do pé desceu as escadas e foi em direção a porta.
Assim que pegou na porta,  a luz da sala acendeu.
A:Onde a Doninha pensa que vai a essa hora?
H:Vou...
A:Helena! Por favor . (sorrindo)
H:Vou matar a saudade do meu Amor.
A:Que lindos, mas da próxima vez não faz barulho. Dessa vez fui eu, da próxima pode ser o Edu.
H:Tudo bem, Alice, eu não demoro.
A:Vai, vai ser feliz.
Alice apagou a luz e voltou para o quarto.
Helena saiu da casa e não viu Miguel, ele estava bem em frente à casa.
Seu telefone tocou.
H: Cadê você?
M:Estou aqui no estacionamento.
Helena foi rápido, entrou dentro do carro e Miguel ligou o mesmo.
H:Onde vamos?(surpresa)
M:É surpresa.
Se beijaram, estavam morrendo de saudades.
Algum tempo depois.
H:Conheço esse lugar.
M:Claro que conhece, ele faz parte da nossa história.
H:Vamos passear de lancha agora?
M:Não, vamos só dar uma caminhada em volta dessa imensidão de água, talvez um mergulho noturno?(a olhando com uma carinha de safado)
Helena sorriu para ele.
Começaram uma caminhada, descalços e abraçados naquela areia igual a de praia, estava bem escuro, apenas algumas luzes ao longe davam uma claridade aonde estavam.
Era uma noite quente, andaram por quase meia hora até que Helena resolveu sentar na areia.
M:Cansou?
H:Não tenho mais a sua disposição.
M:Não fale bobeira.
Ela riu.
M:Amor, sabe o que eu estava pensando?
H:Oque?
M:Você podia fugir comigo, o que você acha?
H:Está maluco, Miguel? De onde você tirou isso? (rindo)
M:Vai que o doido do Afonso não te dê o divórcio?
H:Para com isso, é claro que isso não vai acontecer.
M:Bom, se você diz, eu não vou ficar rebatendo.
Miguel foi chegando pertinho de Helena e colocou o braço em volta dela.
M:Está com frio?
H:Um pouquinho. (sorrindo)
M:Vem mais pertinho então, eu te esquento.
H:Que delícia.
M:Já imaginou nossos filhos?
Helena começou a tossir.
M:Amor?(erguendo os braços dela para o alto)
E ela tossindo.
M:Calma, respira devagar.
H:Filho? De onde você está tirando essas ideias?
M:De lugar nenhum, você é o amor da minha vida, quero que um pedacinho meu viva junto com um pedacinho seu.
Helena ficou sem palavras....
M:Eu te amo, essa seria a continuação do nosso amor.
Ela não conseguia dizer nada.
M:Você não quer?
H:Não, não é isso, é que na minha idade isso nem é mais possível.
M:Adotamos!
H:Miguel?(encantada com ele)
M:O Amor que sentimos podemos deixar no nosso filho, seja ele de sangue ou não.
Helena estava muito emocionada, Miguel era um lindo, em todos os sentidos.
M:Olha só, logo ali a frente tem uma trilha que nos leva ao topo das pedras. Lá é muito legal, apesar de pouca gente . Tem uma visão incrível da represa, muito bonita mesmo. Você já foi até lá?
H: Não.(já desconfiando)
M: Vamos?
H: Não é perigoso? É de madrugada! Acho melhor voltarmos.
M:Helena, vamos, é rapidinho, você vai adorar. Não precisa ficar com medo, eu te protejo. Poucas pessoas conhecem o caminho e você nunca mais vai esquecer, o lugar vale à pena. E essa lua? Olha parece até que já está amanhecendo de tanto que ela está clareando.
Helena é claro que acabou topando.
Ao chegarem na trilha, ela foi  à frente e ele logo atrás. Ela notava que Miguel estava com os olhos vidrados ao corpo dela e ela começou a gostar da situação e de estar ali andando por uma trilha fechada com ele de madrugada, isso a excitava tanto. De forma bastante disfarçada, para que ele não percebesse que ela fazia propositalmente, passou a andar rebolando .
M: Helena, por favor isso já é golpe baixo.
H:Eu não estou fazendo nada (sorrindo)
Miguel a segurou por traz e a apertou.
H:Ah! (rindo)
M:Agora está sentindo? Olha o que você fez. (sorrindo)
H:Miguel, sossega! Quero ver a represa.(o provocando)
Ela se soltou dele e continuou andando.
Depois de uns minutos de caminhada, já estavam  longe dos movimentos da represa e fora de vista de todos que pudessem estar ali.
Chegaram até as pedras. De fato, o lugar era como ele havia descrito, deserto e muito bonito. A vista da represa  era estonteante. Estavam no topo do mundo, longe de todos e com uma vista linda daquela imensidão de água.
H: É aqui? Chegamos?
M:Chegamos sim, amor. (a abraçou por traz e ficou ali, beijando-a, dando carinho, o momento era deles).
Helena adorou o lugar e também o que poderia vir depois.
Miguel foi chegando perto dela e ela foi indo para traz, fazendo um certo joguinho, que Miguel  adorou é claro.
H:Miguel, eu só quero ver a represa, sossega!(e nisso colocou a mão sobre sua cueca)
M:Helena... (mal conseguiu dizer seu nome direito)
Ela se soltou e continuou indo para traz.
Helena estava louca para transar com ele ali e já começou a deixar sua imaginação fluir..
Despertou-se dos seus pensamentos ao dar um novo passo para trás e tocar uma pedra com as costas. Não tinha mais para onde ir, era o fim da linha.
Ele se aproximou, ficando cara a cara com ela e não disse mais nada.
A Beijou com urgência, estava louco para possuí-la. Um beijo molhado, esfregado, ela acariciando-o na nuca com as pontas do dedo, já ele um pouco beijava a boca, em seguida descia para o pescoço onde sabia que era o ponto fraco de Helena.
Assim que pararam,  já estavam ofegantes.
H: Miguel...
M:O que?
H:Sou sua, faça comigo o que bem entender.

segunda-feira, setembro 22, 2014

24° Sonho de Amor

M: Droga!
Shakau logo foi para cima de Miguel, segurou-o pelo colarinho e o bateu contra a prateleira de aquários.
Miguel ficou tonto, sua cabeça estava sangrando um pouco e ele estava indo em direção ao desgraçado encapuzado que ia em direção a Helena.
Quando ele chegou em Helena ela já estava caída no chão em meio aos cacos dos aquários, tinham quebrado todos, a sorte é que o celeiro ficava meio afastado da casa central, ou ao contrário, Afonso já teria ouvido o barulho.
Ela ia indo para trás conforme ele ia aproximando-se, quando ele a segurou pelo cabelo, ela na hora sem pensar em nada, pegou um pedaço de vidro e logo enfiou em um dos olhos de Shakau, o mesmo urrava de dor, o celeiro foi preenchido pelos gritos.
Era sangue por tudo quanto é lado.
Miguel agora já não estava mais tonto, foi perto de Helena a puxou pela mão e saíram correndo.
Shakau ficou ali, com o pedaço de vidro no olho, ele gritava.
Não saiu atrás deles, não conseguia enxergar.
Nem se atreveu a puxar o vidro de seu olho.
S:Desgraçada, eu vou te matar, te matar!
...
Miguel e Helena corriam, ela já nem aguentava mais com suas próprias pernas. Estava fraca, não se alimentava direito e ainda tinha aqueles desmaios e tonturas.
M:Amor? Você está bem?
H:Falta muito?(ofegante)
M:Não.
H:Não estou aguentando mais.
M:Vem cá.
Miguel a colocou em suas costas.
M:Aguenta mais um pouquinho, já estamos chegando.
Ele chegou ao lugar onde tinha deixado o carro, colocou Helena no banco e depois de entrar no mesmo, sumiram dali, o mais longe que podia, não voltou para Sorocaba, pegou estrada para uma das cidades vizinhas.
Tinham que chegar em um lugar seguro antes de mais nada.
Na chácara.
A:Como assim fugiu?(gritando)
F:Um homem, meio alto, com umas tatuagens no braço, apareceu do nada e me acertou com uma pá na nuca.
A:Você é um inútil mesmo.
R:E o Shakau?
F:A Mulher que estava amarrada, enfiou um pedaço de vidro dentro do olho dele. Eu deixei ele no hospital, o negócio estava feio.
R: E ainda se deixou ficar cego por aquela mulher.
A:Estava tudo certo para viajarmos amanhã.
R:Calma, eles não devem estar muito longe, vamos encontra-los.
A:Preciso encontrar ela, o mais rápido possível.
R:Você( se referindo ao Felipe)Vai no hospital e fica com o Shakau, ele tendo alta, pede pra voltar aqui, que o serviço dele ainda não acabou.
E assim Felipe fez.

Em um hotel na cidade vizinha.
M:Helena?
A mesma continuava em silêncio.
M:Está melhor? Helena?!
H:Calma, ainda tô vomitando.
Miguel estava do lado de fora do banheiro, Helena não passava bem desde aquela tarde.
Alguns minutos depois ela saiu do banheiro.
M: Amor, você está muito pálida.
H:Também, nada que eu como para no meu estômago.
M:Vamos amanhã mesmo a um médico.
H:E o Afonso ?
M:Xiiiiii, não vamos pensar nisso agora, ele jamais vai encontrar a gente aqui, agora vem pertinho, quero cuidar de você.
Esse corte na sua testa foi o que?
H:Foi quando um dos bandidos fechou o taxi.
M:Vem, fica quietinha aqui. (abraçando-a)
Ela deitou em seu peito, estava com muito enjoo.



M:Está doendo a cabeça, amor?
H:Um pouquinho.
M:Vamos deitar na cama, vem...
H:Preciso ligar para o Pedro e para Alice, ela chegou hoje.
M:Amor, liga amanhã, descansa, você teve um dia agitado.
H:É, talvez seja melhor mesmo.
Miguel a pegou no colo e a levou para o quarto.
Helena estava cansada, tanto ela quanto ele, insistiu pra que ela comece alguma coisa, mas foi em vão.
Se acomodaram e dormiram abraçados.
Mais ou menos umas 3hrs da manhã, Helena acordou.
Sentou-se à cama e olhou Miguel.



Era lindo dormindo, era lindo de todas formas.
Literalmente um anjo, sentia que estava protegida de qualquer coisa ao lado dele.
Chegava até a pensar se merecia aquele amor.
Estava com muita fome, também não comia direito há dias, agora pelo tanto que sua barriga roncava, talvez ela fosse comer todos os dias de uma vez só.
Levantou na ponta do pé e foi até a cozinha.
O quarto em que alugaram naquele Hotel, era praticamente um apartamento.
Tinha tudo que precisavam e Miguel queria que Helena ficasse o mais confortável possível.
Assim que chegou na “cozinha” foi procurar algo nos armários, o que foi encontrando foi comendo, goiabada, suco de uva, bolacha maisena, bolacha água e sal, pão caseiro... Estava misturando tudo.
Pegou uma fatia de presunto na geladeira e comeu com doce de abobora.
Mas parou com isso quando encontrou no fundo da geladeira um delicioso pudim de brigadeiro.



Comeu quatro colheres cheias do tal brigadeiro, se encontrasse a pessoa que o fez, talvez beijasse seus pés.
Agora faltava só mais uma coisa para ficar completamente satisfeita, e não estava na cozinha.
Ela voltou para o quarto, deitou-se na cama e deu início ao que ainda faltava.



H:Amor, acorda amor...
M:Hum? (sonolento)
H:Acorda amor... por favor.
M:Que foi ?
H:Eu quero você...(sussurrou em seu ouvido)
M:Isso é tentador.(e se virou de frente pra ela)
H:Você não quer?
M:Só se fosse louco.
Ficou de joelhos na cama, na altura dela, queriam aquele momento aos poucos...se olharam e ela se aproximou.



M:Hum, que delícia esse brigadeiro. (sorrindo pra ela)
H:Senti sua falta. (sorrindo)
M:Eu também, mas agora, nada... nada nem ninguém vai separar a gente.
Ele a puxou pertinho, colocou as mãos em sua nuca e a beijou novamente, um beijo devagar, aproveitando cada movimento de suas bocas.
A mão direita dele começo a descer a camisola dela e as mãos dela começaram a erguer a  camisa dele.
Se olharam profundamente de novo, as bocas mal precisavam dizer nada, estava escrito nos olhos de ambos.
Miguel beijou seu pescoço e foi descendo até os seios, se concentrou ali por um momento.
Helena já começou com seus gemidos baixinhos que deixavam Miguel nas estrelas, ele a virou e a deitou na cama.
E assim começou a doce tortura de Helena, com sua boca passeou sem demora pelo corpo todo dela.
Ela com as mãos apertando muito forte o travesseiro, ele paciente desabotoou o sutiã dela, segurou delicadamente seus seios e o levou até sua boca.
Ela estava com os olhos fixos nele e Miguel,  desceu até seu ponto de prazer.



Ela estava com todos os seus sentidos sensíveis ao máximo, talvez se um fio de cobertor relasse nela, seu corpo todo ficaria arrepiado.
Estava excitada ao máximo. Talvez nem aguentasse mais...
Mas não era justo, só ela estar tendo aquela doce tortura.
H:Amor, espera um pouquinho
M:Oque?
Helena se debruçou na ponta da cama e colocou a mão debaixo da cama.
M:Não brinca, eu já vi isso antes.
H:Eu também, na verdade eu vi, comi e amei...
Ela mordeu seu lábio inferior.
M:Faz o que quiser comigo amor, porque se for pra tornar o sonho que tive com isso em realidade, eu faço o que você quiser.
H:Oba!
E agora começa a doce tortura de Miguel.
Helena tomou a posição dele.
O deitou em sua frente, pegou a camiseta dele e o amarrou os pulsos.
Tirou o shorts e percebeu que realmente ele já estava super excitado.
H:Não ainda, espera mais um pouquinho. (tirando a cueca)
Pegou o leite condensado e despejou todo em cima do objeto de desejo de Helena.
Ela a essa altura já estava nua em cima dele e com a boca pronta para matar Miguel. E quase que consegue.
Helena não deu um minuto para ele respirar.
Ele gemia incontrolavelmente.
M:Amor, para...
H:Ah não Miguel, ainda não.
E ele gemia e ela com a boca o torturando.
M:Amor... por favor (como se realmente estivesse sofrendo)
H:Ah, tudo bem.
Ela o desamarrou. Mas nem viu de como ele veio e a pegou.
Foi tudo muito rápido.
Quando percebeu ele já estava em cima dela a possuindo de uma maneira que ela nem conseguia falar.
Ele estava fora de si.
Igual aos sonhos, agora sim teve o 100% de resultado que queria.
Suados, cansados, atordoados, anestesiados...
H:Sem dúvidas, você é o homem dos meus sonhos.
M:Sem dúvidas, você é a mulher, que acaba comigo. (rindo)
Um do lado do outro, rindo feito dois bobos.
H:Amor?
M:Oi?
H:Sabe de uma coisa?
M:Hum...
H:Você é doce mesmo. (rindo)
M:Sua tarada. (rindo)
E ficou em cima dela novamente, eles estavam se beijando, Helena não demorou muito, o virou de novo na cama e subiu em cima dele.
M:Tá de brincadeira não é?
H:Não...(com uma carinha safada)
M:Meu Deus. (rindo)
H:Vamos? (fazendo um charmezinho)
M:Claro, mas sei lá, de onde você tirou toda essa energia? (rindo)
Ela invadiu sua boca sem mais responder.
E assim passaram a noite.
Três, foi o número de vezes que Helena quase enfartou Miguel na flor da idade.
...
No dia seguinte...
Na cama...
M:Bom dia meu amor.
H:Bom dia...Que horas são?
M:Meio dia.
H:Minha nossa, que tarde, porque você não me acordou?
M: Precisava descansar, depois da noite de ontem.
H:Foi bom não é?
M:Claro que foi, mas eu quase levantei buscar um calmante pra você. Achei que você ia me matar. (rindo)
H:Não exagera.
M:Está melhor hoje? Não está com enjoo?
H:Não, graças a Deus e olha que eu comi muito ontem.
M:Bom, mas mesmo assim vamos ao médico hoje, marquei uma consulta pra você .
...
Na casa de Edu e Alice.
Alice: Estou preocupada, Edu, não tem ninguém na casa deles, ela não deixou nenhum bilhete, nada.
E:Confesso que eu também tô muito preocupado, o porteiro disse que não estão aí há uma semana.
Alice: E o Pedrinho chega hoje.
E:Se eu não tiver notícias ainda essa semana, vou colocar a polícia atrás deles.
Alice: Faça isso.
E:Sem dizer que as aulas voltam daqui há três dias. Aquela baixinha não ia largar tudo desse jeito.
Alice: Isso mesmo.
E:E o celular?
Alice: Nada, só dá desligado.
E:Mesmo assim vamos continuar tentando.
Alice: Claro.

...
No médico...
M:Calma, não vai ser nada demais...
H:Muitos exames, Miguel, pra que ele pediu tantos exames?
M:Pra ter certeza de que você não tem nada.
H:Tomara que seja isso mesmo.
Medico: Boa tarde, Helena.
M:E então, está tudo bem?
Médico: Sim, melhor impossível.
H:Mas eu continuo vomitando muito Doutor.
Medico: E isso é normal, o seu corpo ainda está acostumando com o bebe.
H:Como?
M:Bebe?
M:Parabéns, você está grávida.
H:Não...
M:Pai.
H:Não pode...
M:Eu, pai...
H:Agora não é a hora..
M:Papai...
Medico: Bom, parabéns aos dois.
M:EU VOU SER PAI (gritando)
H:Como isso foi possível?
M:Amor, um bebe, nosso, nosso bebe. Miguelzinho ou uma Heleninha que lindo meu Deus.
H: Meu Deus...
M:Amor?
H:Eu acho...
Helena desmaiou...
Uns minutos depois
Medico: Helena? Está me vendo? Está me ouvindo?
Helena fez com a cabeça que sim.
M:Bom, acho que nem preciso dizer a vocês pra tomarem cuidado, essa é uma gravidez de risco.
H:Claro, tomaremos todos os cuidados necessário.
M:Está melhor, amor?
H:Estou (foi sentando)
M:Se quiser eu te carrego.
H:Vê se tem cabimento, Miguel, não precisa. (sorrindo)
Medico: Aqui estão algumas vitaminas pra que esses enjoos não a deixem fraca.
H:Sim..
M:Pode deixar, vamos fazer tudo direitinho.
Medico: Na saída já peguem o dia do primeiro pré-natal, está bem?
M:Claro.
E saíram do hospital de volta pro Hotel.
No caminho todo Helena não conseguia pronunciar uma palavra, já Miguel não calava a boca um minuto.
Chegaram ao hotel, Helena largou a bolsa em um canto e foi indo em direção ao sofá e Miguel tagarelando atrás.
M:Amor, eu tô muito feliz, imagina se for dois? Precisamos arrumar uma cas... Amor?
Helena estava debruçada no sofá.
M:Amor?!(um pouco mais alto)
Ela estava chorando...
M:O que foi, meu amor?(Indo em direção a ela).



M:Amor? Olha aqui pra mim... O que foi?
Helena o olhou nos olhos e chorava mais.
H:Eu... Eu pensei que não podia ser mãe.
M:Como assim?
H:Quando me casei com Afonso, não conseguia engravidar, fiz vários exames na clínica de um amigo dele e todos apontaram que eu era estéreo, Pedro é fruto de um outro relacionamento do Afonso.
M:Então ele...
H:Mentiu, aquele desgraçado, você não imagina  o quanto eu sofri por isso.
M:Meu amor, vem cá, encosta aqui em mim.
H:Eu estou tão feliz...(chorando)
Miguel a beijou na testa e ficou abraçando ela contra seu peito.
Ficaram por vários minutos assim.
Helena chegou a dormir no colo de Miguel, ele a carregou até a cama e a deixou confortável.
Miguel ficou na sala assistindo TV.
Umas 3 horas depois, Helena apareceu mais calma, com o rosto menos inchado, tinha tomado um banho e colocado uma roupa fresca.
Quando chegou na sala viu Miguel folhando uns papeis...
Ela chegou, deu um selinho e o abraçou pelas costas, encostando sua cabeça na dele.



H:E agora amor?
M:Tava pensando nisso.
H:Preciso antes de tudo ligar pro Pedro e pra Alice.
M:Não podemos ser imprudentes, agora temos um bebe.
H:Claro. (sorrindo)
M:Vamos comprar uma casa.
H:Miguel, eu não quero viver fugindo. Como você mesmo me disse, agora temos um bebe.
M:Não vamos amor, mas temos que lembrar que também não dá pra voltar pra Sorocaba agora.
H:É, você está certo.
M:Mas precisamos achar um jeito de provar pra polícia essa tentativa de sequestro, o problema é como!
Helena começou a rir.
M:O que foi?
H:Eu te amo!

domingo, setembro 21, 2014

23° Sonho de Amor

Um homem encapuzado se aproximou e se referindo ao taxista gritou
-: Sai logo do carro, com as mãos para o alto! (com a arma apontada para ele)
Helena estava muito nervosa, tudo que ela não precisava agora era de um assalto.
Enquanto o taxista ia descia do carro com as mão ao alto, Helena foi se posicionando para descer também.
-: Não! Você fica aí, vai dar uma voltinha comigo.
Helena estava com medo, era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que ela não sabia qual delas a deixava mais apavorada.
H: Por favor me deixa descer, eu não digo nada a ninguém. (chorando)
_: Cala a boca e vamos dar uma voltinha. (sorrindo)
Ela chorava muito, mas mesmo nervosa lembrou que ainda estava com o celular. Começou a escrever uma mensagem, mas logo o então bandido viu e não foi nada agradável.
_: Maldita! Você quer morrer? Quer?!(gritando)
H:Me deixe descer, eu te dou todo o dinheiro que quiser.
_: Eu já disse que só quero dar uma voltinha, mas você não está se comportando. Joga o celular!
H:O que?
_: Joga agora o celular.
Helena não teve outra alternativa, pegou seu celular e o jogou pela janela.
Jogou pela janela não somente o seu celular, mas também a esperança de aquele plano pudesse dar certo.
Miguel não conseguia falar com Helena e isso estava enlouquecendo-o.
Ele passou pela passarela onde viu o carro que Helena tinha alugado.
Ficou preocupado afinal ela não tinha dito nada sobre deixar o carro ali, desceu rapidamente e foi até o carro, as coisas dela não estavam lá.
Pegou rapidamente a estrada em direção a divisa de Sorocaba e Itu.
Entrou em desespero quando viu que ela não estava lá também.
Parou e desceu, talvez ela precisou de um outro carro ou um taxi, ele pode estar adiantado.
Enquanto Miguel pensava em suposições, um senhor aproximou-se aflito;
_:Moço, moço, o Senhor pode me emprestar o telefone?
M:Posso sim, mas só se for rápido, estou aguardando uma ligação.
_:Fui assaltado, sou taxista, roubaram meu taxi e com uma passageira dentro.
M:Mas fizeram algo com o Senhor? Precisa acionar a polícia o mais rápido possível.
Motorista: Sim, mas estou preocupado com a moça, ela estava vindo para cá, mais um pouquinho e tinha se livrado disso, mas as coisas quando tem que... (foi interrompido)
M:Espera, espera um pouquinho, ela estava vindo para cá? Como era o nome dela? Como ela era?
_: O nome ela não disse, mas era baixa, cabelos castanhos, carregava uma mala, e...
M:E os olhos? De que cor eram?
_: Ah, isso era impossível não notar, verdes, eram verdes!
M:Não, não! Que droga! Mas eram quantos? Estavam armados?
_: Era um, ele me fechou com um carro, levou o meu e deixou o carro dele, mas não deu nem dois minutos e um outro veio pegou o carro do primeiro e saiu.
M:Faz muito tempo isso?
_: Não, fazem quase cinco minutos.
M:Valeu, amigão.
Miguel saiu apressado com o carro atrás de Helena, não podiam estar muito longe.
...
No carro onde estava Helena, ela não parava de chorar.
S:Fica quietinha, a gente já está chegando.
H:O que você quer comigo? Se é dinheiro eu te dou, eu te dou o quanto você quiser.
S:A questão não é o quanto eu quero e sim o que eu quero! (sorrindo enquanto dirigia)
Helena estava entregue, nem passava por sua cabeça que Miguel havia encontrado o taxista e estava seguindo um comparsa até onde ela estava.
Mas se não era dinheiro que ele queria, porque diabos não acabava logo com aquilo de uma vez e a deixava ir?
H:Por favor, me deixa ir embora.
S: Eu sou muito paciente e estou muito calmo, então não me faça perder a cabeça. Fica quieta.
O telefone do homem começou a tocar;
S:Oi, Madame.
...:Deu tudo certo?
S:Mas é claro, já estou a caminho da chácara.
...:O seu amigo é de confiança?
S:Claro, está há alguns minutos atrás de mim.
...:Cuidado com o rosto.
S:Pode deixar , já disse que eu faço o serviço completo.
...:Acho bom, logo Afonso e eu chegamos à chácara.

E assim seguiram para a tal chácara, Helena ficou intrigada, madame? Então isso foi mandado? Então só podia ser... Afonso.
Droga, Helena pensava consigo quem poderia ser essa desgraçada que estava ajudando aquele infeliz?
S:Chegamos, agora podemos brincar mais. (sorrindo)
O tal não era muito cuidadoso, deixou Helena ver todo o caminho.
Uma chácara, Jundiaí, estava longe...
Ele a levou para dentro, a chácara era enorme, espaçosa, aconchegante, nada parecida com uma cativeiro.
S:Bom, vem cá...
Helena não podia acreditar, ele iria violenta-la?
S:Venha logo!
Ela o obedeceu, quando chegou na frente dele ele chegou perto de sua boca e com as mãos puxou seus braços para frente e começou a amarra-la.
S: Fica tranquila, não vou fazer nada com você não, eu só quero meu pagamento mesmo (rindo)
Ela não sabia o que pensar, não sabia o que fazer.
Alguns tempo depois, chegou o comparsa de Shakau também na tal chácara.
Ele desceu do carro, abriu o portão e entrou com o carro.
Miguel conseguiu alcançar o carro conforme a descrição do motorista do taxi, e com o máximo de cuidado o seguiu até aquele lugar, assim que o mesmo entrou na chácara, Miguel deixou seu carro longe, praticamente dentro do mato.
Foi pelos lados da chácara para começar a sondar.
....
Helena estava amarrada nos pulsos e amordaçada na boca.
Estava sentada em uma cadeira no canto da sala. Quando chegou, Felipe o então comparsa.
F:E aí , foi fácil? (rindo)
S:Filho da puta! Sai daqui com essa cara lisa.
Helena ficou olhando para o mesmo.
S:E você não olha pra cá, se não quiser que eu soque uma faca nesse seu olho verde.
Ela rapidamente começou a olhar para o chão.
F:Você é idiota? Falar comigo desse jeito (empurrando Shakau)
S:Qual é, moleque?  Tá tirando com a minha cara?
Shakau deu um soco no rosto de Felipe.
Ao contrário de Felipe, ele era alto, forte, era loiro mas tinha os cabelos raspados, tinha uma tatuagem de leão no braço direito. Sua voz era forte e ativa, não admitia erros idiotas.
Um soco foi o que bastou para quase deixar Felipe desacordado.
F:Sai!
E trocaram mais uns puxões e socos, mas que não durou muito
Miguel do lado de fora viu Helena, a sua mulher estava em perigo e ele não tinha noção do que ia fazer.
S:Mas você é um imbecil mesmo, isso é um sequestro seu retardado, como você me aparece sem capuz?
F:Porque você não disse antes?
S:Porque tem coisas que são obvias.
F:Você é um imbecil também, olha só o que você fez?(se referindo a um roxo que ficou em seu olho)
S:Isso é pra você aprender, escolhi você pra me ajudar e aprender como se faz, não pra fazer merda.
Agora vai colocar um capuz.
F:Mas...
S:Cala a boca seu merda, tô com você por aqui hoje, não quero nem ouvir sua voz. Apenas me obedeça.
Felipe saiu da chácara para colocar um capuz.
Depois de alguns minutos, Shakau estava na sala com Helena esperando Afonso.
Felipe voltou.
Shakau ouviu o barulho dos carros chegando...
Felipe foi até a janela, puxou a cortina e logo fez um sinal de ok.
Sim eles tinham chego, e Helena estava ansiosa para confirmar que realmente era Afonso que estava por traz de tudo isso mesmo.
A porta abriu-se.
A: Que malvada, estava querendo viajar sozinha? Isso não pode, amor.
Ele foi acariciar o rosto dela, abaixou a mordaça e deu um selinho.
Helena mal reagia, estava desistindo...
S:A madame não veio com o senhor?
A:Está vindo, está estacionando o carro.
...:Oi meus amores!
Era ela, a desgraçada, o barulho do salto foi se aproximando...
Helena sentiu as lágrimas no rosto.
...:Surpresa !
A:Você demorou, amor.(a beijando)
H:Raquel!?
R:Helena você está horrível, sem uma corzinha (rindo)
H:Desgraçada, desgraçados! Como você pode? Seu nojento...
A:Opa opa, calma aí, eu o que?
H:Não acredito, porque tudo isso? Porque você não se separou e foi viver com ela? Porque tá fazendo tudo isso?
A:Porque? Porque eu te amo, Helena.
H:Você é doente!
A:Mas foi legal, eu gostei da brincadeira.
R: A ideia foi minha!(sorrindo nos braços de Afonso)
H:A quanto tempo isso?
A:Faz um bom tempo, muito tempo não é, amor?(se referindo a Raquel)
H:Vagabunda! Como você se presta a esse papel e toda aquela história de pai, de mãe que morava em itu, faculdade? Como eu fui burra.
R:P,elo amor de Deus Helena, que patrão hoje em dia fica dando uma semana de folga pra empregada todo tempo?
H:Mas eu pensei que era por você ser filha dele.
R:Graças à Deus não sou, se não, não teríamos as noites de amor que tivemos aqui nessa chácara.
H:Aqui?
R:Sim, aqui é o nosso ninho de amor, não é Afonso?(beijando Afonso)
A:É sim.
H:Então suas viagens à negócios, suas alterações de horários...
R:Olha só como você é inteligente, nem precisamos ficar explicando.
H:Vocês são doentes.
R:Por mim, ficaríamos aqui mesmo, mas “O mozão” não quer, ele quer sair do país.
H:Eu não vou a lugar nenhum, eu não vou deixar meu filho.
R:Filho?
A:Aquele moleque não é seu filho, só trouxe ele pra casa porque a mãe dele morreu, por mim ele tinha ficado com seja lá quem fosse parente daquela mulher.
H:Afonso! Ele não teve culpa, o erro foi seu você me traiu e mal se preocupou em se previnir! E se você foi homem pra me trair e ainda ter um filho, não fez mais que a sua obrigação em trazê-lo pra casa (chorando)
R:Só você mesmo, Helena, adotar um moleque ranhento e que ainda por cima era fruto de uma traição.
H:Cala a sua boca, eu não admito você falar um “A” sobre o meu filho.
R:Ou o que?(foi se aproximando de Helena)
H:Ou eu te mato.
R:Sua vagabunda! Nisso ergueu a mão pra bater nela, mas Afonso foi mais rápido e não deixou.
A:Raquel, já disse que não quero que você encoste nela.
Helena não tinha como se defender, estava amarrada.
Mas era muita informação de uma vez.
H:Agora eu entendo, o carro, como Afonso sempre sabia onde eu estava.
R:Quem diria ein? Uma velha como você pegando um pedaço de mal caminho como o Miguel e ele é um imbecil também, quantas vezes tentei pegar ele e ele nem me dava bola, até achei que era gay, mas jamais pensei que fosse por causa de você.
Até aquele dia na cozinha, que vi vocês juntos. Que coisa mais quente ein? (rindo)
A:Eu ainda vou matar aquele idiota. Ele não sabe com quem se meteu.
R:E você também foi muito burra ,Helena, alugar um carro pelo telefone da casa? Porque não conseguiu usar seu celular? Porque?
H:Meu celular?(confusa)
A:Amor, como você é desligada, nem percebeu que eu troquei o chip do seu celular por várias semanas? Por isso você não recebeu ligações da Alice e do meu cunhadinho.
Helena foi percebendo, foi bem quando tinha terminado com o Miguel e realmente nem usou o celular por semanas...
H:Mas hoje eu usei meu celular normalmente.
A:Hoje era o grande dia meu amor, eu precisava falar com você.
Fazia sentido, tudo estava se encaixando agora.
R:E o carro? Ficou quantos minutos do outro lado da rua te esperando? Sem roubarem? A pelo amor de Deus, não é possível que você não tenha percebido, era muito obvio.
H:Você, era você esse tempo todo. Porque? O que eu te fiz?
R:Você? Não me fez nada. Mas o Afonso quer, então eu quero. Por ele eu faço tudo.
Não tinha o que discutir, Helena tinha que admitir que foi ingênua mesmo, que realmente aquele era o fim.
O que mais doía, era pensar em Miguel e Pedro. Nunca mais iria vê-los.
R:Shakau!
S:Sim senhora.
R:Leva ela pro celeiro
A:Não, ela vai ficar no nosso quarto
R: Não, amor, já aceitei trazer ela pro nosso cantinho, agora no nosso quarto não.
A:Amor, por favor.
R:Não, amanhã já viajamos e na outra casa ela já terá o quarto dela.
Shakau foi até ela e a amordaçou novamente
Helena chorava muito e já nem ouvia mais nada, estava tonta, estava vendo tudo embaralhado.
S:Leva ela pro celeiro Felipe. Deixa com está, amarrada e amordaçada, depois eu levo alguma coisa pra ela comer.
Felipe veio perto dela pegou Helena pelo braço e a levou pro celeiro.
No caminho Helena acabou desmaiando.
Uns minutos depois...
Ela sentia uns tapinhas em seu rosto.
Quando conseguiu distinguir o que estava vendo, logo se encolheu de novo, era o cara com o capuz.
Ela estava em um lugar cheio de aquários vazios, um cheiro forte de feno e lembrou que Raquel havia mandado que a levassem para o celeiro.
...:Xiiiiii
E foi a desamarrando.
Nisso ele ergueu o capuz.
H:Miguel?!
M:Você está bem, meu amor?(a desamarrando e beijando)
H:Como você conseguiu chegar aqui?
M:Te explico depois, agora vamos sair daqui.
H:Naquela hora na sala já era você?
M:Já. Sinto muito.
Ele a olhou com olhos de quem queria muito conforta-la naquele momento, mas que sentia muito por não dar pra ser agora.
Miguel já havia desamarrado Helena, a ergueu do chão.
M:Você está melhor?
H:Sim, estou.
M:Consegue andar?
H:Estou bem, vamos sumir logo daqui.
Já era início da noite, Helena e Miguel já estavam apontando a saída do celeiro.
S:Onde vocês pensam que vão?

sexta-feira, setembro 19, 2014

22° Sonho de Amor

H:Raquel, preciso da sua ajuda.
R:Claro, conte comigo para o que for preciso, a senhora já me ajudou tanto.
H: Preciso sair dessa casa, antes que Afonso volte.
R:Mas sem ele saber? Porque?
H:Porque ele está fazendo da minha vida um inferno e agora quer me tirar do país a força.
R: Não o ama mais não é, Senhora Helena? Desculpa a intromissão, é que a gente vê.
Helena a olhou e disse.
H:Sim, não o amo mais e na verdade a amizade que eu tinha por ele se transformou em ódio.
R: Pode contar comigo para o que precisar, adoro histórias de amor.
H:História de amor? Mas eu não disse nada sobre eu ter um amor.
R:E nem precisa não é? Para onde mais a senhora iria, a dona Alice está viajando e tem um brilhinho diferente nos seus olhos.
H:Está tão na cara assim?
R:Se não for pedir muito, pode me contar quem é?
H: (sorrindo) Me desculpe querida, eu sei que posso confiar em você, mas esse não é um segredo só meu.
R:Eu entendo (envergonhada)
H:Bom, agora preciso ir.
R:Calma, como a senhora vai sair daqui? Tem o cara que fica te vigiando.
H:Vou sair pelo jardim dos fundos eu aluguei um carro que já está na rua de trás.
R:A senhora não quer levar nada para comer?
H:Não, obrigada, talvez Pedro não queira mais morar aqui depois que eu me for, mais se ele ficar, cuida dele pra mim.
R:Pode deixar, e a Senhora seja feliz.
H:Eu vou ser, vou ser muito.
E assim, ela conseguiu atravessar o jardim sem ser percebida.
Com as malas na mão, assim que chegou na rua, logo arrumou-se dentro do carro e foi direto pro consultório de Miguel
Alguns minutos depois.
Ela logo correu para sala de Miguel, a secretaria não estava, então já foi entrando...
Quando ela abriu a porta...
H:Acho que está explicado o porquê da secretaria não estar na recepção.
M:Amor, não é isso que você está pensando.
H:Eu não estou pensando Miguel, eu estou vendo...
M:Eu não sei o que tá acontecendo, eu não sei como ela estava nua na minha sala, eu juro que não sei.
H: Vai me dizer também que ela ficou pelada sozinha e ficou ai te esperando pra que eu os pegassem?
M:Foi isso mesmo, meu amor, acredita em mim.
H:Tá tudo acabado Miguel, nunca mais eu quero te ver, e eu achando que podíamos ser felizes.
Miguel percebeu a mala na mão dela, mas ela não disse mais nada.
A secretária simplesmente fingiu que não era com ela, quando Miguel colocando camisa saiu correndo atrás de Helena que já estava dentro do carro.



M:Amor!Me escuta, porque essas malas?
H:Não era nada.
M:Helena, pensa Helena... Eu te amo.
H:Não quero ouvir mais nada. De agora em diante vou viver sozinha.
Helena arrancou o carro dali.
Miguel voltou furioso para o seu consultório, mas para sua surpresa, sua secretaria não estava mais em sua sala...
Estava na cara que tudo aquilo era um plano... Do Afonso é claro.
Miguel rapidamente pegou o celular ...
M:Helena eu preciso conversar com você(desesperado)
H:Deu certo?
M:O que?
H:A secretária já foi?
M:Sim, mas o que tem a ver?
H:Miguel, você não acha estranho, bem quando combinamos tudo pra saímos da cidade acontece isso?
Ele continuou em silêncio.
H:É claro que Afonso sabia, só não entendo como, eu não fui seguida, tenho certeza.
M:Descobrimos isso depois, agora precisamos sair daqui, eu vou fechar o consultório.
H:Tem certeza que ela não está mais aí?
M:Certeza que sim, a essa hora o Afonso deve achar que você terminou tudo comigo e desistiu de fugir.
H:Te espero na passarela da “Castelo Branco” tá?
M:Mas você não está com o seu carro não é?
H:Não, eu aluguei um..
M:Pegou um carro de que cor mesmo?
H:Preto.
M:Ótimo.
M:Amor, então vai indo e qualquer coisa me liga tá? Eu já estou indo também.
H:Te amo.
M:Te amo.
E assim estava pronto o plano de Miguel e Helena.
Como Afonso sempre sabia quando Helena estava no consultório dele? Como Afonso sempre sabia dos passos de Miguel?
Helena sabia que ela tinha um vigia, mas somente depois de um tempo ambos perceberam que a secretária de Miguel era a contratada de Afonso.
Mas o que Miguel e Helena não sabiam, era como a tal secretaria sabia das coisas antes de todo mundo.
Antes mesmo de Helena, por exemplo que os dois iam fugir.
O Plano de Miguel e Helena era o seguinte...
Eles praticamente estavam prevendo que Afonso iria tentar enfraquecer a relação deles de alguma forma e a forma que ele achou foi esse ridículo flagra que Helena deu em Miguel com a secretaria.
Aí depois que eles fizessem Afonso acreditar que Helena estava voltando pra casa, eles iam fugir...
Mas isso teria que ser muito rápido, porque é claro que Afonso não ia ficar esperando Helena chegar em casa. E a essa hora já deve saber que ela não está em casa.
Ele sabia que mesmo ela não estando mais com o Miguel, ela também não voltaria pra casa, ele conhecia sua mulher.
O plano de Miguel e Helena estava dando certo, até agora.
Helena já estava no ponto marcado, quando seu celular tocou...
H:Alô?
A:Amor, onde você foi? Eu já não disse pra você não sair sem mim? Agora fica aí que estou chegando aonde você está.
H:Afonso?(desesperada)

A:Você está nervosa, amor? O que está acontecendo? Fica aonde você está, eu já estou chegando.
Ela desesperadamente desligou o telefone e começou a discar os números do celular de Miguel com pressa.
H:Miguel, o que eu faço? Para onde eu vou? Afonso está vindo pra cá!
M:Como assim? Como você sabe disso?
H:Não dá pra explicar eu não tenho tempo, pra onde eu vou?
M:Espera na passarela que divisa Itu e Sorocaba, vou pra lá também.
H:Estou indo(com a voz tremula)
Ela desligou o celular e o mais rápido que pode entrou dentro do carro, virou a chave e...
...
H:Droga, o que é isso agora?
O Carro estava travado, não ligava e um alarme acusava que o veículo estava sendo roubado.
Ela com muito ódio começou a socar o volante do carro e com lágrimas nos olhos, não conseguia raciocinar direito.
Droga, Afonso sabia de tudo desde o começo, já sabotou meu carro.
Parou e pensou um pouco....
H:Taxi!É isso, um Taxi. Como não havia pensado nisso antes?
Saiu do carro, pegou sua mala e foi na beira da calçada.
Afonso estava num outro carro...
A:O que? Ela pegou um taxi?
...:amor, Sequestro. Arrumo uns dois caras ou só um mesmo já serve e sequestramos ela, ninguém vai desconfiar de você.
A:Você é um gênio .
...:Espera que estou com ela em vista e vou ligar pra um amigo meu.
A:Continua me passando as coordenadas, vou indo atrás.
...:Tudo bem, beijo meu querido.
A:Beijo amor.

No carro que seguia Helena sem ela saber...
...:Alô?
S:Ohoh a que devo a honra da ligação, madame?
...:Shakau, preciso de um serviço teu.
S:Pode pedir, sou todo as ordens.
...:....(e assim foi explicado o que ela queria que fizesse)
S:Opa, vou adorar cuidar de uma mulher de novo, as últimas todas não me esqueceram. (rindo maleficamente)
...: Pode chamar uns amiguinhos. (sorrindo)
S:Vou chamar só um, porque muitos só iam atrapalhar a diversão.
...:Como quiser. Ah, só lembrando, é extremamente importante que ela não veja o rosto de vocês.
S:Pode deixar doninha, Shakau aqui faz o serviço completo.
...:Assim mesmo que eu gosto. Até.
S:Até dona.
Helena estava no taxi e nem percebeu que um carro a seguia.
Ela tentava ligar para Miguel, mas seu celular estava fora de área. Estava com medo, se não conseguisse seguir o combinado? Com certeza o que a esperava seria pior.
Estava já na avenida da passarela.
Miguel ainda estava a uns dez minutos dessa avenida.
Infelizmente ele não chegou a tempo.
Um carro entrou na frente do taxi e o fez jogar Helena contudo pra frente, ela apenas fez um pequeno corte na testa.
H:O que é isso?(assustada)
Taxista: Eu não sei, acho que é um assalto.
H:O que?!

quinta-feira, setembro 18, 2014

21° Sonho de Amor

H:Me deixa Miguel.
M:Amor, eu não acredito...(se aproximando)
H:Para, isso foi um escorregão na escada, só isso (chorando)
Ela saiu de perto dele e sentou-se no sofá, ele estava decidido, não ia sair dali até ouvi-la e sentou-se do lado.


M:Amor, está tudo bem agora.
Helena se desmanchou nos braços de Miguel.
Chorou... Chorou muito e Miguel não disse nada, apenas ficou ali, ouvindo ela chorar, secando suas lágrimas e tentando se segurar para não explodir, mas não aguentou.
Levantou do sofá e andando pela sala começou a gritar.
M:Eu não acredito que esse filho da puta está batendo em você, Helena, eu mato esse desgraçado, eu juro que mato.
H:Para, Miguel, para!
M:Onde mais, você tá machucada? Vamos à delegacia agora.
H:Para...
Miguel estava fora de si e nem percebia Helena no sofá.
Ela levantou e foi em direção a ele.
M:Preciso pensar em alguma coisa.
Ela o abraçou  por trás e com os olhos fechados, começou a falar.
H:Eu te amo, te amo... Te amo muito e tô fazendo isso pro seu bem, porque, porque te amo tanto, que só de pensar em te perder, me dói muito.
M:Helena... (agora caindo em si no estado em que ela estava)Amor?
H: Te... (desmaiou)
A sorte foi que Miguel já estava com os braços em torno a sua cintura antes mesmo de ela dizer qualquer coisa, então deu tempo dele a segurar.
Ele entrou em desespero, será que poderia ser devido aqueles hematomas?
M:Porque isso amor? Porque você está deixando as coisas chegarem nesse ponto? (Miguel dizia isso enquanto estava com ela em seu colo chegando no quarto)
H:Porque ele disse que vai te matar se eu continuar com você(com a voz baixa)
M:Mas ele sabe sobre a gente?
H:Não, não sei, acho que não.
M:Porque ele está fazendo isso? Isso com você!(se referindo aos roxos em seus braços.)
H:Eu não sei, ele está fora de si, mas isso vai acabar, Pedro logo está de volta e isso acaba.(já deitada na cama)
M:O que? Você pretende ficar levando porrada desse cara até o Pedro voltar?!(indignado andando de um lado pro outro no quarto)
H:Miguel...
M:Mas é claro que não, pega as suas coisas e vamos embora agora!
H:Não, Miguel, ele vai matar a gente...
M:Helena, eu não posso ir embora e te deixar aqui depois de saber de tudo isso.
H:Calma, vamos pensar em alguma coisa.
M:E esse desmaio? Precisamos ir a um médico o mais rápido possível.
H:Não é nada...
M:Como não? Você já caiu da escada bateu a cabeça e não foi ao hospital, agora tá desmaiando.
H:Não estou desmaiando, essa foi a primeira vez.
M:Helena, não seja teimosa
H:Isso é porque não estou comendo muito bem, não tenho fome esses últimos dias.
M: Como te deixo aqui desse jeito?
H:Deixa Miguel , eu sei me cuidar.
Helena estava dizendo aquilo só pra despreocupar Miguel, mas sua verdadeira intenção, é realmente deixar como está, ama Miguel e não iria suportar em vê-lo morto.
E do jeito que Afonso estava, não duvidava nada que isso acontecesse.
Um tempo depois.
M:Então você quer que eu espere até o Pedro voltar?
H:Sim, só isso que eu te peço.
M:E enquanto isso, você quer que eu assista a mulher que eu amo, apanhando de um animal?
H:Miguel não complica as coisas, isso foi só uma vez.
M:Está bem, Helena, se é isso que você quer eu respeito.
Ela sabia que estava mentindo pra si mesma, Miguel sabia que Afonso estava batendo e muito nela, mas não queria brigar, ia esfriar a cabeça e arrumar um jeito de tirar ela dali.
Aquilo foi o suficiente para mantê-lo longe e quieto até que Pedro voltasse.
Porque Helena acreditava que as coisas mudariam com Pedro em casa.
Depois de muita insistência, Miguel foi para casa.
M:Promete que vai me ligar pra qualquer coisa?
H:Prometo.
(beijo)
Miguel não acreditava nela, sabia que se precisasse ela não ia ligar.
Mentir...
Mentir para o próprio bem dele. Era isso que Helena tinha decidido, para que Miguel não ficasse atrás dela por uma explicação, ela resolveu “voltar” com ele e mantê-lo o mais longe possível, mas não sei de onde ela tirou essa ideia.
Era domingo, Helena saía do sofá e subia pro quarto, descia do quarto e ia pro sofá.
Até a hora em que Afonso chegou.
A:Amor... Que saudade.
E foi logo a beijando...
Ela sentiu um enjoo tão forte, que se Afonso não tivesse ido pra longe dela naquele momento, ela não teria aguentado e teria vomitado ali mesmo.
Helena estava com nojo dele, seu corpo automaticamente se encolhia na presença dele.
A:Tive uma ideia, essa sua última semana de férias, vamos viajar...
H:Oque?
A:Isso mesmo, só nós dois, já deixei tudo arrumado na empresa e a Raquel ira cuidar da casa.
H:Eu não quero Afonso, vou ficar em casa até quando Pedro voltar.
A:Amor, acho que você não entendeu, eu estou te comunicando, não estou te perguntando.
Helena suspirou forte e tirou a vontade do seu mais fundo interior e disse.
H:Como quiser então, Afonso.
....
Não, não, o que menos precisava agora era de uma viajem e Alice? Porque não voltava logo?!
Bom, tinha que dar um jeito de inventar alguma coisa.
E assim Helena foi pensando e pensando, quando pensou em alguma doença já era tarde da noite, então resolveu ir dormir e deixar para dizer isso no outro dia.
Precisava pensar logo em algum jeito desse louco dar o divórcio pra ela, mas até que enfim ela percebeu o que Miguel e Alice estavam dizendo a ela. Afonso, não deu e nunca iria dar o divórcio e essa certeza ela teve depois de ouvir um telefonema dele.

No dia seguinte, era muito cedo ainda e Helena já estava de pé.
Foi logo falar com Afonso no café da manhã, antes que ele saísse pro trabalho.
Ele estava ao telefone.
A:Não interessa se dá tempo ou não, então você procura um visto falso, sei lá amor, se vira, só quero sumir com a Helena daqui o mais rápido possível.
Não...não, não dá tempo, ligo pra ele depois e digo que vamos ficar alguns meses fora e pronto, nunca gostei muito daquele moleque mesmo, desde o dia em que ele acabou com o meu carro e apareceu pra estragar o meu casamento.
...Tá, amanhã? Amanhã é perfeito. Tchau, beijo meu amor.
Helena saiu correndo dali pro seu quarto. Parou e tentou entender o que tinha escutado.
1° Ele estava falando com uma mulher.
2 ° Ele pretende tirá-la do Brasil e não voltar mais.
3° Esse filho de uma mãe mexeu com o seu filho;
Primeira coisa que ela pensou em fazer foi ir correndo contar pra Miguel, mas não dava tempo.
Era isso, ia arrumar suas coisas e correr pra casa de Miguel.
Afonso tinha saído e só estava Raquel em casa. Helena pegou sua mala e foi correndo em direção a porta quando percebeu que tinha um homem que ela não conhecia na frente da casa, provavelmente era o gorila que Afonso deixou de olho nela, deu a volta mas quando chegou na cozinha deu de cara com Raquel.
R: Senhora Helena? Aonde está indo?
H:Eu? Eu vou levar umas roupas usadas ali numa...numa creche, para as mães das crianças... (tentando disfarçar)
R:A senhora não mente bem, Senhora Helena.

quarta-feira, setembro 17, 2014

20° Sonho de Amor

H:Para com isso, Miguel (se soltando dele)
M: O que está acontecendo?
H: Acabou.
M:Como assim acabou?
H:Acabou o que nunca devia ter começado (e já chorando)
Ela tentava não olhar para ele, como se isso diminuísse sua dor.
M:Amor, para com isso, não brinca com isso desse jeito.
Helena parou...
Estava chorando? Ele estava chorando? Aquilo foi como uma faca em seu peito.
M: Para com isso, não tem graça.
Helena o abraçou forte, sentia as lágrimas quentes dele escorrerem em seu ombro.
M:Você veio aqui Helena, eu sei que você me ama, o que é isso? É seu divórcio? É pelo Afonso.
H: Não torna as coisas mais difíceis.
M:Helena eu não acredito nisso, depois de tudo que fizemos, das promessas que juramos?
H:A culpa é minha, é toda minha, não seria justo colocar a culpa em você.
M: Não, não é isso...
H:Você é homem, solteiro, desimpedido, é claro que... que não iria negar fogo e...
M:Para com isso (segurando-a no rosto)
H: Está errado!(olhando fixamente pra ele)
M:Eu te amo, desde o primeiro dia em que te conheci.
H:Isso é impossível, Miguel!(Chorando)
M:Porque?
H:Porque, você pode ter qualquer mulher que quiser, você é lindo, é bem resolvido profissionalmente, porque iria gostar de uma mulher velha, com uma vida complicada?
M:Porque não mandamos no coração. Ele não tem um botãozinho, sabe?
H:Me perdoa, Miguel, me perdoa!(chorando e segurando o rosto dele) mas acabou.
Helena se compôs e saiu dali desnorteada.
Pensava com ela mesma, que jamais seria feliz outra vez. Será que o que fez foi o certo? Agora já era tarde demais, sua vida tinha acabado.
Agora era erguer a cabeça, talvez viajar também para onde Pedro está. Mas seu maior medo agora estava resolvido.
Miguel estaria seguro, longe dela.
Ela era ingênua... Só ela achou que Miguel ia engolir aquilo..
Helena chegou um pouco depois do almoço.
Estava sem fome e logo subiu para seu quarto, não tinha vontade de mais nada...
Quando entrou...
A:O que você foi fazer no consultório do Miguel?
Helena não conseguia nem olhar para cara daquele homem que um dia amou, tinha nojo de Afonso, não suportava nem sua presença, se pudesse jamais olharia para ele de novo, ela ia dar um tempo, até Miguel se resolver, arrumar um novo amor... Sofria só de imaginar Miguel com outra, depois disso iria sumir... Mas primeiro tinha que deixar Miguel seguro.
H:Como você sabe que eu estive lá?
A:Não disse que você está sendo vigiada? Será que não entendeu ainda?
H:Fui porque tinha uma consulta marcada.(já meio com medo)
A:Já disse que não é para sair sem mim.
(Afonso realmente não sabia que era Miguel, ela teve certeza disso nesse momento)
H:Eu acho que você está indo longe demais, Afonso.
A:Eu não quero saber o que você acha.
Por um momento Helena se perguntou se Raquel havia dito algo, mas lembrou que não tinha dito a ela que ia ao consultório do Miguel, era quase 100% de certeza de que ela estava sendo seguida e que vai ser seguida a cada passo que der fora daquela casa quando Afonso não estiver.
Ele saiu do quarto soltando fogo pelas ventas, mas o que doía mais em Helena não eram os puxões fortes em seu braço, era em seu peito, a dor de ter que deixar o seu amor ir...
E naquele dia, ela se trancou em seu quarto e pôs tudo para fora, tentou fazer toda a dor sair em suas lagrimas, como se isso fosse possível.



No telefone na casa de Miguel...
D:Putz cara, que estranho, você não disse que ela estava feliz e tudo o mais?
M:E estava, não sei o que aconteceu.
D:Vai atrás dela.
M:E você tem alguma dúvida que eu vá fazer isso?
D: Que rolo, será que ela acha melhor acabar com tudo antes que o Afonso descubra? Talvez ela esteja com medo.
M:Vou tirar isso a limpo.
D: Vou desligar, o Pedro está vindo. (rindo)
M:Manda um abraço meu pra ele! (rindo)
D:Pode deixar.
Miguel ficou pensando, o que poderia ter acontecido?
Iria na casa dela ou iria esperar voltar as aulas?
Talvez fosse melhor esperar a volta das aulas, faltava pouco mais de uma semana, tentaria sobreviver esse  tempo, mas iria tentar o telefone todos os dias .

E assim os dias iam passando.
Helena sentia tanta a falta de Miguel, mas o que mais estava fazendo falta agora era sua amiga Alice, onde ela estava que esse celular nunca está com sinal? E essa viagem que não termina nunca?
Mas depois se recriminava, Alice tem a vida dela...
Aquele dia estava um pouco frio, Helena tinha tomado um banho e estava deitada na cama de Pedro...
Ela escutou a campainha, estava sozinha em casa, mas jamais arriscaria sair, ficou ali mesmo.
Pensando em Miguel, era inevitável, desceu e abriu a porta.
M:Helena. Eu...
H:Miguel eu te amo, eu não consigo viver sem você. (chorando)
M:Sua maluca, nunca mais faça isso, nunca mais.
Ele logo a tomou em seus braços, foi beijando-a até o sofá, os lábios de ambos estavam eufóricos, ficaram semanas sem se ver, sem se sentirem.
Helena uma certa hora achou que seu coração fosse sair pela boca.
Em meio aos beijos...
H:Me desculpa, eu sou uma idiota, eu achei que conseguiria viver sem você, me perdoa, me perdoa, eu te amo, mais que tudo nessa minha vida, Miguel...Te amo...
M:Minha pequena.
Ele a abraçou forte e a ergueu em seus braços que a certa hora chegava a sumir no meio deles.
M:Nascemos um para o outro.
Se olharam intensamente, já nem era mais necessário palavras...
Ela entrelaçou suas pernas em sua cintura e ele a levou para o quarto onde ele ficou.
Chegaram ao quarto, ele com ela enrolada nele e o beijando euforicamente, fechou a porta com certa demora.
Chegou perto da cama e a deitou .
Ela agarrou o travesseiro e ainda sentia o perfume dele.
Ele em pé na sua frente e ela deitada na cama, completamente descabelada e ofegante.
M:Helena. Te amo.
Nisso Helena acordou do mais belo sonho que pudesse ter...
Um sonho de amor, embaixo do cobertor ela abraçou o travesseiro e ficou imaginando Miguel, em meio as lagrimas que escorriam em seus olhos verdes.
Ela tinha sonhado, seu amor estava tão distante, ela queria só um instante, viver os sonhos que sonhou com ele, sofria demais com a falta que ele fazia.
Ela por um momento pensou que era verdade, que a felicidade dela estava ali, mas acordou e ele não estava com ela.

Aproveitou o cheirinho dele que ainda tinha naquela cama e adormeceu, rezando para que Afonso nem lembrasse que ela existia quando chegasse de viajem.
Mas isso não aconteceu.
Algumas horas depois Helena já estava até dormindo,  uma mão começou a acariciar seu pescoço....
Ela se mexeu meio sonolenta para ver se realmente não estava sonhando.
H:Afonso? O que está fazendo?
A:Vim te buscar pra ir pra cama...
H:Eu estou bem aqui, Afonso, vai deitar (com a voz sonolenta)
A:Eu vim te buscar amor, não vim perguntar se você quer ir ou não.
H:Eu não vou...
Afonso a segurou no queixo e começou a falar alto...
A:O que? Você não vê a hora de ir deitar comigo?
Helena levantou-se e foi até o quarto onde dormiam juntos  há mais de 20 anos, mas ela estava com medo, ele não era mais o mesmo.
Queria estar com Miguel, mas não colocaria a vida dele em risco.
-
Era fim de semana, ela estava sozinha na casa, perdida em seus pensamentos...
Lembrando é claro, das noites de amor e das palavras de carinho de Miguel, porque daquele imenso amor, só restara isso mesmo... lembranças.



Raquel havia ganhado uma semana de folga de Afonso e o próprio estava numa viagem a negócios há dois dias.
Já eram quase 22hrs de uma sexta-feira que insistia em ao passar.
A campainha tocou, assim que ela abriu, mal pode segurar o ritmo que seu coração tomou ao ouvi-lo:
M:Amor! Precisamos conversar...
H:Miguel!
M:O Afonso está aí?
H:Está e ele não vai gostar nada de te ver aqui essa hora... (Já com a voz embargada)
M:Ele nem sabe de nada Helena, porque tá fazendo isso comigo? O que eu te fiz? Eu só te amei, por um acaso te amei de um jeito errado?
H:Não é isso, Miguel! É que... foi um erro. Eu na verdade amo o Afonso, você foi só um passatempo.
Aquelas palavras eram como facas no peito de Miguel, mas ele não podia imaginar o quanto difícil era pra ela pronunciar tais palavras.
M:Isso não pode ser, até ontem você disse que me amava.
H:Amava, Miguel, disse bem, amava... Na verdade nem era amor, foi um tesão, só isso, agora sai daqui antes que Afonso te veja.
M:Tesão? O meu amor pra você foi isso?
H:Foi, foi isso sim, agora vai embora!(ela não conseguia conter as lágrimas)
M:Não!(a empurrando pra dentro e fechando a porta) Olha bem ou você me ouve ou não tenho problema algum em esperar o Afonso aparecer aqui pra eu dizer um boa noite.
H:O que você ainda quer, Miguel? Me esquece!(Gritando)
M:Porque tá mentindo pra mim?
H:Como?
M:Porque você tá mentindo pra mim? Tá mentindo quando diz que não me ama mais e mentindo quando me disse que Afonso estava aqui!
H:Me deixa Miguel, vai ser melhor assim (chorando)
M:Melhor pra quem, Helena?
H:Melhor pra todo mundo.
M:Eu te amo!(a segurou nos ombros)
H:Ai!(ela logo colocou a mão no ombro)
M:Eu não te segurei forte!(preocupado)O que foi?(indo em direção a ela)
H:Não chega perto...(se afastando)
M:Helena? Isso não é o que eu estou pensando, é?

terça-feira, setembro 16, 2014

19° Sonho de Amor

Helena estava com o coração quase pulando pela boca, o que Afonso estava fazendo ali?
A:Nossa, te assustei ?
H:O que você está fazendo aqui? Como me achou?
A:Você não disse que ia ao médico? (olhando-a sério)
H:E vou.
A:Mas faz meia hora que você saiu de casa.
H:Eu vou me encontrar com umas amigas aqui antes, mas o que ‘você” está fazendo aqui?
A:Eu? Nada, vim só ver um relógio, é que o meu quebrou, que coincidência, não é?
H:Então me dá licença, estou indo.
A:Mas você não ia ver umas amigas?
H:Já vi, agora estou indo ao médico. E por favor não venha comigo, que você sabe que não gosto de gente no meu pé.
Helena estava confusa, primeiro precisava avisar Miguel.
No telefone...
M:Oi amor, já ia te ligar, onde você está? Não estou te vendo.
H:Saia daí, o Afonso apareceu e me encheu de perguntas.
M:Mas você disse que viria ao shopping?
H:Não, por isso mesmo que estou preocupada, acho que está me seguindo.
M:Calma, já estou saindo daqui.
H:Eu vou ter que fazer o caminho do médico..
M: Entra na clínica e sai do outro lado, te espero na rua de trás, tudo bem?
H:Você sabe qual clínica é?
M:Sei.
E assim fizeram.
Helena saiu em direção à clínica mas não entrou na parte de atendimento, apenas passou reto e saiu pela outra porta, chegando à rua de trás.
No telefone...
M: Eu já estou aqui.
H:Onde?
M:Olha na sua esquerda, vou piscar o farol !
H:Achei.
Ela foi em direção ao carro e entrou.
H:Meu Deus o que foi isso, achei que fosse você, imagina só se falo seu nome?
M:Calma, foi só uma coincidência. Não vamos ficar falando nele, estou doido por um beijo seu.
Helena sorriu.
Miguel estava um gato, cheiroso como todo homem deve ser. Ela mal entrou no carro ele já a elogiou dizendo que ela estava maravilhosa.
Helena e Miguel em meio a beijos quentes e demorados começaram a tão deliciosa doce tortura.
Ele colocou a mão na perna dela e começou a acariciar na parte de dentro da coxa a deixando arrepiada de tesão .
Ela retribuiu aproximando-se dele e também colocando sua mão naquela pernas grossa, ele suspirou quando ela se aproximou ainda mais e deu um beijo em seu pescoço.
Ele então subiu as mãos por sua coxa até chegar a calcinha que já estava mostrando facilmente o que sua mulher sentia, foi tentando colocar a mesma de lado até conseguir e aí começou a dedilhar em seu ponto de prazer.
Ela gemeu alto no ouvido dele, foi direto ao zíper de sua calça e em questão de segundos estava acariciando-o.
Viravam outros quando estavam juntos. O porque daqueles sonhos talvez nunca soubessem, mas seus momentos de prazer eram idênticos a eles.
Estavam em uma rua até que movimentada, mas ela não se importou, até ficou mais excitada.
Aquele cheiro de homem a deixou maluca. Ela acariciou o corpo todo de Miguel com a boca. Ele tremia de tanta excitação.
Ela não pensou duas vezes, ergueu sua saia e subiu com tudo em cima dele. Estavam desesperados para se amar, cheios de saudades.
Ele sabia como deixá-la louca. Enquanto ela dançava sobre ele, o mesmo ajudava o movimento colocando as duas mãos em sua cintura,  ao mesmo tempo deliciava-se com os seios sem parar. Ficaram naquele vai e vem por um longo tempo. Até que não aguentando mais, no meio de tantas caricias e declarações da saudade que estavam sentindo.
Chegaram ao ápice do prazer.
Depois já vestidos e abraçados no banco do carro.
M:Não dá pra ficarmos assim.
H:Só mais um pouco Miguel, eu sei que Afonso vai aceitar o divórcio.
M:E se ele não aceitar?
H:É, a alguns dias que me pergunto isso.
M:Helena, até o Pedro voltar, se essa situação não tiver se resolvido vamos tomar uma decisão.
H:Você está certo, não quero viver assim, escondendo minha felicidade de ter você. (sorrindo)
M:Te amo, Helena e não me canso de dizer isso.
H:Também te amo. Tenho certeza que terminaremos essa situação da melhor maneira possível.
Miguel sorriu docemente para ela.
Ficaram por mais alguns minutos juntos e Helena precisou ir, já tinham perdido a noção do tempo, estava começando a anoitecer. Ridículo, mas ela teria que repetir o que fez por garantia, entrou na clínica e saiu para não dar na vista.
Antes de sair do carro, Miguel a lembrou.
M:Helena!
H:O que?
M:A senhorita tem uma consulta marcada com o Dr° Miguel sexta às 16:00hrs
H: (sorrindo) Pode deixar, não faltarei.
Quanto tempo mais iria aguentar?
Quando chegou em casa, sentiu um cheirinho gostoso de comida. Foi para cozinha e se deparou com uma cena que não soube bem ao certo o sentimento que sentiu.
Susto? Ciúmes? Não, curiosidade. Talvez essa fosse a palavra certa.
Foi curiosidade que sentiu quando viu Raquel sentada à mesa com Afonso, Helena não podia negar, ela era linda, estava muito linda, maquiada, com um vestido lindo.
Se não fossem pai e filha e se Helena não amasse Miguel como ama agora, com certeza ela não iria gostar nada daquela cena.
A:Oi amor, quer jantar conosco?
H:Não, não quero... Que bom que estão, err... se dando bem.
R:Estamos, Afonso não é como minha mãe sempre me disse.
H:Percebe-se, até vinho... estão animados.
Afonso pegou na mão de Raquel e disse:
A:Iremos recuperar o tempo perdido, não é meu amorzinho?
R:Sim (sorrindo)
Helena estava intacta com a cena.
A:Helena, Edu e Alice viajaram, foram para o Rio, disseram que já tinham te avisado.
H:Nossa?! Nem se despediram.
A:Edu recebeu uma ligação pedindo para que fosse o mais rápido possível.
H:A sim... Bom, eu não quero atrapalhar o momento em família.
Raquel riu.
A:Boa noite, amor (sorrindo)
Helena estranhou Raquel, estava diferente, talvez um pouco fria, nem um pouco tímida como costuma ser.
Parecia não se importar com nada.
Foi para o quarto de Pedro e ficou pensando em tudo que estava acontecendo.
Tomou um banho, colocou uma roupa confortável e soltou os cabelos...
Algumas horas depois, Afonso bateu na porta.
A:Helena? Ainda está acordada?
H:Entra.
Ela estava decidida a colocar Afonso contra parede, precisava de uma resposta.
A:Vim te perguntar porque demorou tanto naquela clínica.
H:O que?
A:Porque, Helena?
H:Porque os médicos demoram? Afonso, se era só isso, sai por favor, estou cansada.
Helena estava decidida a conversar com ele sobre a separação, mas percebeu que ele estava um pouco alterado devido ao vinho do tal jantar.
A:Você está me traindo, Helena!
H:Oque?
A:Você está me traindo, eu sei.
Aquelas palavras arrepiaram Helena.
H:De onde você tirou isso?
A:Eu sei... Eu vi.
Helena sentiu um frio na barriga.
H:Viu? Viu o que?
A:Vi você entrando em um carro. Estava fazendo amor com outro, não estava?
H:Para com isso, você não sabe o que está dizendo.
A:Sei, agora só preciso que você me diga com quem?
H:Eu não vou dizer nada, porque não existe nada.
A:Não mente pra mim, Helena! (gritando)
Aquele não era o Afonso que ela conhecia, definitivamente, mas também ela saberia dizer com precisão que não era consequência da bebida.
Afonso a segurou forte.
A:Quem é o desgraçado?
H:Afonso você está me machucando!
A:Fala! (gritando)
H:Para, Afonso! (gritando)
Foi um grito de desespero, ela estava assustada.
H:Chega disso, você precisa assinar o divórcio, desse jeito não dá mais, eu não aguento mais!
A:Não... não... não...
H:Você está agressivo.
A:Não... não...
H:A gente já não se acerta mais.
A:Não...
H:Acabou...
A:NÃO!Eu não aceito isso.
H:Eu não te amos mais ! (gritando)
Afonso com toda a sua força deu um tapa no rosto de Helena.
A:Eu não aceito! Você é minha.
H:O que você fez?(com os olhos marejados)
A:Chega, você acha que vai ficar assim? Você me pertence.
H:Você está louco, eu vou sair dessa casa agora.
A:E vai pra onde?
Helena parou e pensou... Alice e Edu não estavam na cidade.
H:Até pro fim do mundo, se for pra ficar longe de você!
A:Isso não vai acontecer, a partir de hoje começa uma nova vida entre nós dois, você vai fazer o que eu disser.
H:Você é maluco? Essa foi a gota d’água.
A:Todos os seus passos são vigiados, Helena. Se você não quiser que esse infeliz com quem você está saindo sofra as consequências, acho bom você andar na linha.
H:Eu não fico mais um minuto nessa casa com você e se quiser tentar tirar a escola de mim, tente, estou indo agora mesmo te denunciar.
Afonso correu na frente de Helena e fechou a porta do quarto.
H:Abra essa porta, Afonso.
A:Você não vai pra lugar nenhum, não entendeu ainda? Você está nas minhas mãos. Acabou a brincadeira. (sorrindo)
Afonso a segurou forte pelos braços.
H:O que você acha que está fazendo? (assustada)
A:Tendo de direito o que é meu.
Depois disso, da forma mais suja e humilhante, Afonso obrigou Helena a ser sua.
Ela sentia apenas dor, uma dor na alma, enquanto as lágrimas rolavam por seu rosto.
Estava tudo acabado.
Alguns minutos depois Afonso estava dormindo e ao lado, Helena estava chorando quietinha na cama, se sentia frágil, como se a qualquer toque fosse desmoronar.
Seu rosto ainda doía pelo tapa.
O que tinha acontecido com Afonso?
Agora mais que tudo Helena rezava para a volta de Pedro.
O Inferno na sua vida, começou.
Deu graças quando acordou e percebeu que Afonso já tinha saído.
Correu para um banho, tirar de seu corpo marcas daquela noite de horror, que ainda não acreditava que tinha acontecido.
Em seguida desceu até a cozinha e viu Raquel a mesa de café da manhã.
Claro que Helena entendia que não daria mais pra Raquel ficar naquela casa como empregada, mas estava estranhando o comportamento dela, até parecia outra pessoa, estava meio que se sentindo a dona da casa, claro que se for parar pra pensar , ela de fato tem direito, mas mesmo assim.
R:Bom dia dona Helena!
H:Bom dia Raquel, Afonso já foi trabalhar?
R:Já sim, disse que era pra senhora não sair .
Helena não acreditou no que ouviu.
Raquel falava isso sem nem ao menos olhar para ela, estava se deliciando com o café, sentada no lugar dela e comendo seu queijo.
Helena respirou fundo e disse:
H:Bom, mas eu preciso sair, tenho dentista marcado.
R:A senhora é quem sabe.
Aquela menina estava irritando Helena, o que tinha acontecido? A casa estava virada de cabeça para baixo.
Precisava mesmo era falar com Alice, mas toda a vez que tentava, o celular dava fora de área.
Sem pensar muito pegou as chaves do carro e foi direto ao consultório de Miguel, precisava avisa-lo que não dava mais, que o Afonso enlouqueceu e que estava fora de si, que havia descoberto que ela amava outro, mas que graças a Deus não sabia que era ele.
Ou não? Talvez fosse melhor dizer para ele que estava tudo acabado, que não iria se separar de Afonso, que aquilo tudo foi um erro.
Não sabia ao certo, mas estava indo em direção ao consultório de Miguel.
Chegou ao consultório umas 9hrs da manhã.

No consultório...
M:Oi Amor, que saudade.
Helena não conseguiria dizer nada antes de um beijo, o amava, como ia deixa-lo?
Ela correu e deu um beijo.
Miguel estava encostado em sua mesa...
Ficaram se olhando por alguns segundos e ele não aguentou, começou a acariciar o rosto,  os cabelos dela, quando segurou o queixo e deu um longo e gostoso beijo. Um beijo... se olharam, estavam anestesiados com aquele beijo.
Helena o envolveu com os braços e ele respirava forte, ela até sentia o ar quente em sua face.
Beijaram-se novamente, as línguas estavam descontroladas, as mãos, o corpo todo estava frenético.
M:Eu preciso dizer que ... (Helena o interrompeu colocando o dedo em sua boca)
Com a testa encostada na dele e os olhos lendo seu coração.
H:Não! Não fala nada, por favor.(Estava com o coração apertado)
Ele tocou o joelho e foi subindo, levantando a saia, primeiro pelo lado externo da coxa, depois pela parte interna, até encontrar o ponto de prazer.
Helena estava rendida aquele momento, pouco se importando se alguém visse o que Miguel realmente queria. Talvez estivesse louca, talvez se arrependesse amanhã, mas só se fosse amanhã, porque naquele exato momento estava completa.
Em seguida ele abaixou o zíper e tirou a saia, a deixando de calcinha. Começou a desabotoar a blusinha e ela começou a fazer o mesmo com ele, acariciou o peito e sentiu como era musculoso, igualzinho nos seus sonhos.
Ele retirou o sutiã e os seios dela ficaram à mostra, ele os acariciou, os beijou euforicamente. Helena também tinha uma grande sensibilidade nos seios e ficou maluca. Ele abaixou a calça e ficou de cueca preta. A essa altura ela delirava de desejo. Helena virou-se pegou o sexo dele e começou a acariciá-lo. Ele arrancou a calcinha com certa delicadeza, a deixando completamente nua.
Ele a deitou em sua cadeira... levantou ainda mais e se posicionou nela começou um delicioso movimento de vai e vem que a levou às nuvens. Ela  gemia baixinho e sem perceber as vezes ouvia coisas que ele dizia em seus sonhos.
Miguel estava fora de si, não acreditava que estava ali, transando com a mulher dos seus sonhos, aquilo era bom demais pra ser verdade, será que não seria outro sonho?
E nesse ritmo entre caricias, palavras de carinho, chegaram ao ápice.
Helena estava se vestindo, Miguel estava de pé em frente a ela encostado novamente em sua mesa, admirando ela vestir-se.
Ela não conseguia descrever o que tinha acontecido.
Onde estava com a cabeça? Afonso iria mata-lo.
Mas estava completa, era completamente igual, sem tirar nada e por nada, mas o fato de poder perdê-lo era forte demais.
Estava decidida, não queria vê-lo morrer, não tinha tanta certeza quando a isso, mas não ia pagar pra ver.
Miguel também não acreditava, era mais que um sonho, como iria imaginar que Helena era dele, que chegou em seu consultório e se entregou.
M:Às vezes não acredito, você largou tudo pra ficar comigo, me sinto o homem mais feliz do mundo.
H:O que eu estou fazendo? Não é justo, não é justo nem com você e nem com o Afonso.
M:Helena? (Já se levantando e a acompanhando)
H:Você está certo, eu não posso largar um casamento de anos, por um...um sei lá como é que devemos chamar isso.
M: Isso? Isso é o que eu chamo de ser feliz!

segunda-feira, setembro 15, 2014

18° Sonho de Amor

H:Oi Raquel, tudo bem?(indo em direção a ela)
R:Tudo sim, a senhora voltou a morar aqui?
H:É, por enquanto sim.
R:Bom eu já vou indo me deitar, acabei me esquecendo da hora com meus amigos.
M:É bom aproveitar não é? E você quase nem sai, de vez em quando, que mal tem? (sorrindo)
R:É , precisa de alguma coisa Senhora Helena? Quer que prepare algo para comer?
H: Não se preocupe comigo, Miguel e eu viemos apenas atrás de um sorvete, está muito calor, mas logo já vou me deitar.
M:E você faça o mesmo, já está tarde.
R:Não, eu vou adiantar umas coisas, acho até que vou virar a noite.
M:Ah (já olhando para Helena)
H: (rindo)Então... Boa noite.
R: Vou trocar de roupa. Se precisarem de alguma coisa, é só dizer, vou estar no meu quarto mexendo em algumas coisas da faculdade.
H: Pode deixar que eu chamo se precisar de algo.
E assim, Raquel foi para o quarto
Miguel foi em direção a Helena no mesmo instante que Raquel deixou a cozinha.
H:Não, agora não dá mais.
M:Dá sim, é só fazer quietinho(sussurrando)
H:Não, Miguel, eu não consigo, deixa para outra hora.
M:Você vai me deixar assim?
H:Juro que não é porque eu quero.
M:Droga!
Helena deu um beijo rápido em Miguel e foi em direção ao seu quarto, entrou e quando acendeu a luz.
A:Onde você estava?
H:Ahh!(deu um leve gritinho)Que susto você me deu, Afonso.
A:Desculpe, não foi essa a intenção, onde você foi?
H:Eu? Pulei o muro para me encontrar com o Murilo Rosa... Onde mais eu poderia ir ?
A:Helena, sem gracinhas!
H:Afonso, eu fui beber uma água, tomar um sorvete olha como está esse calor.
A: Meia hora? Tudo isso?
H:Eu me encontrei com a Raquel e o Miguel na cozinha, estávamos batendo um papo e não te devo satisfações, aliás, o que você veio fazer aqui?
A:Eu vim ver se você estava bem, se não estava precisando de alguma coisa.
H:Agora que já viu que estou bem, já pode ir.( abrindo a porta do quarto para que ele saísse)
A:Helena, eu sinto tanto a sua falta(indo em direção a ela)
H:Sai, Afonso!
A:Eu ainda vou te fazer mudar de ideia.
Helena fechou a porta e ficou pensando...
Até quando Afonso iria continuar inconveniente? Estava na cara que não dava mais, que nada ia fazê-la mudar de ideia.
A única coisa que ela queria agora, era apenas ficar livre para viver o seu grande amor com Miguel e nada mais.

E assim, foram se passando os dias
Naquele dia Helena e Alice foram fechar definitivamente a escola para as férias, porque aula mesmo já não tinha desde o começo do mês.
A:Eu acho isso tudo muito perigoso e se o Afonso descobre? Já imaginou?
H:Não, ninguém vai perceber nada.
A:E quando o Pedro chegar? Já pensou nisso também?
H:Quando Pedro chegar  já espero estar divorciada de Afonso e feliz com Miguel.
A:É amor? Mas amor mesmo, Helena?
H:É, só agora sei o verdadeiro sentimento chamado amor.
A:Nossa. (sorrindo)
H:Vai dar tudo certo.
A: O Miguel vai sair da sua casa porque?
H:Porque ele quer ter as coisinhas dele, a casa dele.
A:Achei que seria conveniente para vocês esse temporada eterna na sua casa.
H:Seria mesmo muito conveniente, mas um pouco também me sinto mal, porque querendo ou não, é uma situação de risco e Afonso a cada dia mostra que está mais fora de si.
A:É, por esse ponto de vista, é isso mesmo. (rindo)
H:Não vejo a hora desse martírio acabar.
A:O Afonso também não facilita.
H:Não mesmo e todo o dia, todo o santo dia eu converso com ele, sobre como seria melhor que terminássemos bem, tudo de ruim que essa resistência dele poderia causar, mas ele me escuta? Escuta nada.
A:Acho bom você começar a bolar um plano B.
H:Como assim?
A:Helena, você voltou naquela casa porque?
A mesma continuou em silêncio;
A:Para convencer o Afonso a assinar o divórcio, não é?
H:Sim, mas e aí? O que é que tem?
A:O que é que tem, é que já passou pela sua cabeça a possibilidade de ele não assinar? E se ele não assinar?
Helena ficou pensativa, Alice estava certa, na verdade nem passou pela cabeça dela essa possibilidade e era a mais óbvia.

Miguel não podia ficar muito mais na casa deles, embora fosse sua maior vontade, Afonso ia acabar percebendo, ainda mais que Pedro não estava no país.
Mas eles aproveitavam o máximo que conseguiam, Helena sempre marcava um lugar longe para ficarem, depois da última vez em que Raquel quase os pegou na cozinha, ela ficou meio receosa de ficar com Miguel em casa.
Naquela noite, Miguel não resistiu, sabia que ela estava no quarto do Pedro, estava muito perto, ele não tinha como ignorar aquilo.
Alguém bateu na porta do quarto.
Helena foi abrir sem nenhuma paciência, tinha certeza que era Afonso.
M:Oi Amor!(sussurrando)
H:Miguel! Você está louco? Volta já para o seu quarto (já com a mão no peito dele e o empurrando pra fora de seu quarto)
M:Nossa, você vai me mandar embora? Estou tão sozinho, com tanta saudade, só quero ficar aí para te fazer companhia.
H:Você não vai tentar nada?
M:Nadinha, que você não queira. (rindo)
H:Miguel!
M:Se eu soubesse que esse babaca ia te forçar a voltar para casa, jamais tinha dito para ele que eu ia mudar para minha casa amanhã, olha só, nós dois, juntinhos todos os dias, já pensou?
H:Ia ser uma maravilha e um perigo também, mas isso será  por pouco tempo.
M:Deus te ouça, se não fugimos(rindo)
Helena ria pra ele.
Ele sabia que ele não estar ali era o certo, mas não era o que realmente queria, ele entrou no quarto e ela foi correndo para cama.
Ele ali em pé perto da cama dela conversando o que tinha acontecido, na hora que ele perguntou se podia deitar junto com ela o olhou com uma carinha de desconfiada e disse que sim e logo abriu o cobertor e ele a viu só de calcinha.
Miguel já deitou ao lado dela todo excitado.
Ficaram trocando conversas, tentando disfarçar o que realmente queriam... Não eram bobos, sabiam que se começassem não iam conseguir parar e consequentemente chamariam a atenção de Afonso.
De repente com a mão por baixo do cobertor,  Miguel foi indo até a sua calcinha onde passou alisar em cima de seu sexo, logo ela levou um susto.
H:Amor, o que você está fazendo?
Ele fingiu que nem ouviu ela dizer nada.
Só ouvia ela gemendo baixinho.
H:Não faça isso, Miguel por...  aqui não, amor (contorcendo-se)
Ela falando, ele excitado sem ouvir nada. Agora ele passou a mão por baixo da calcinha e foi direto onde ela queria.
Helena não falou mais nada, não conseguia dizer mais nada, só ficava ali, delirando...
Naquela hora, Miguel pegou em sua mão e levou até o seu membro  que naquele momento estava muito visível. Ela começou a acaricia-lo, que loucura que estava acontecendo àquela hora da noite. Com Afonso ali ao lado, na verdade, Helena pouco se importava com Afonso, ela estava mais preocupada com o que isso poderia prejudicar o processo de divórcio.
Ele foi para baixo do cobertor e começou com a doce tortura em Helena, ficou ali concentrado no ponto de prazer dela por breves minutos, ela o puxou para cima dizendo:
H: Agora que você mexeu comigo, é a minha vez  de te levar para as estrelas.
Ele então viu que ela queria era fazer o mesmo que ele. Como ela dominava a arte de enlouquecê-lo.
H:Agora vem, hoje não dá para brincar muito.(ofegante)
Não precisou falar duas vezes.
Ele deu um longo beijo nela sem tirar uma das mãos de sua nuca.
Ela não conseguia segurar os gritinhos de prazer junto ao ouvido dele e Miguel sentia cada pelinho de seu corpo arrepiar-se com os sussurros dela em seu ouvido.
Enlouqueceram juntos, mas ao contrário do que precisava ser, fizeram amor sem pressa, entre beijos e juras de amor.
Ficaram ali até às 5horas daquela madrugada.
H:Amor?(enconstada em seu peito)
M:Hum (sonolento)
H: Vai para sua cama, Afonso daqui a pouco levanta para ir trabalhar.
M:Não quero (com voz manhosa)
H:Amor, por favor.
M:Está bom aqui.
H:Miguel! Vai logo.
M:Tá, tá, já vou indo.
Ele levantou e ela foi logo atrás para não deixar ele ficar enrolando.
M:Me dá mais um beijinho?
H: Amor...(o beijando)agora vai logo
M:Estou indo já.
E assim ele voltou para o quarto e finalmente ela foi dormir.
Nem se viram de manhã, à tarde Helena estava entrando em casa quando viu Miguel com as malas na sala, conversando com Afonso.
H:Boa tarde pessoal.
A:Oi Meu amor, demorou!
H:Estava terminando umas provas na escola.
A:Olha só que pena, Miguel vai nos deixar(rindo)
M:Deixar é meio drástico (olhando fixamente para Helena, mas longe dos olhos de Afonso)
H:Sua casa já está pronta?
M:Sim, está...
H:Hum (sem jeito)
Miguel notou o ar de desapontamento de Helena, mesmo na situação em que estavam ele era um conforto para ela.
A:Mas é sempre bom ter o cantinho da gente.
M:É sim.
Miguel se despediu de Helena e Afonso e foi para sua nova casa.
Assim que Miguel se foi, Helena sentiu uma vontade imensa de chorar, até se assustou com esse sentimento e logo subiu para o quarto antes que Afonso percebesse.
Helena não teve uma noite muito boa, Miguel estava fazendo falta e a cada hora que o relógio insistia em não passar, ela tinha certeza de que já não podia mais viver sem ele.

No dia seguinte
Helena estava na sala ao telefone...
P:Também estou morrendo de saudades, mãe.
H:Quando volta, filho?
P:Só no fim das férias mesmo... A Vovó te mandou um beijo.
H:Manda outro pra ela.
Afonso veio aproximando-se.
A:Quem é?
Helena nem respondeu.
A:Quem é, amor?
H:É o Pedro, Afonso.(impaciente)
A:Quero falar com ele.
H:Filho, seu pai quer falar com você.
P:Um beijo mãe.
H:Outro, te amo.
P:Também.
Helena passou o telefone para Afonso.
A:E ai filhão.
(a chamada ficou muda)
A:Ele desligou?
H:Ele ainda está magoado com você, Afonso.
A:Ah, nem começa com essa história.
H:Não, não vou começar...
Helena pegou a bolsa em cima do sofá e foi saindo.
A:Onde você vai?
H:Vou sair.
A:Sair para onde?
H:Afonso, o que eu faço ou deixo de fazer não é mais problema seu.
A:Então eu vou com você.
H:Eu vou ao médico.
A:Você tem alguma coisa? Está doente?(indo em direção a ela.)
H:Não, Afonso, consulta de rotina, agora me deixa.
A:É que me preocupo com você.
H:Tudo bem, agora me dá licença. (fechando a porta do carro)
Helena entrou no carro e saiu.
No caminho o celular tocou e a mesma atendeu no viva voz.
M:Alô?
H:Alô! Quem está falando?
M:O homem mais apaixonado do mundo!
H:E o que o homem mais apaixonado do mundo deseja?
M:Você.
H:Estou com tanta saudade, fazem três dias que não nos vemos.
M:E eu? Estou com abstinência de você.
Helena riu.
M:Onde?
H:Te encontro no estacionamento do Shopping da Zona Sul!
M:No estacionamento? (estranhando)
H:Sim, não sei, não quero dar na vista. Isso poderia atrapalhar o processo.
M:Você está certa, já saiu de casa?
H:Já estou a caminho.
M:Também.
H:E o consultório?
M:eSTOU em horário de almoço.
Helena riu.
M:Oh, sua maliciosa. (rindo)
H:Amor, vou desligar, até daqui uns cinco minutos.
M:Beijo.
Alguns minutos depois.
Helena entrou no estacionamento, desceu do carro e ficou esperando a ligação de Miguel.
Estava debruçada no carro quando sentiu duas mãos acariciando sua cintura...
H:Hum você dem... (virando-se)
...
H:Afonso! (assustada)

17° Sonho de Amor

M: Que delícia isso. (sorrindo)
Ele a beijou novamente.
Helena começou a descer sem deixar de olhá-lo nos olhos.  Ajoelhou nas pedras, ficando com o rosto na altura de sua bermuda, bem próxima do volume que já se destacava dentro da mesma.
Miguel simplesmente segurou por trás da nuca de Helena  com uma das mãos e com a outra, abaixou levemente sua bermuda, fazendo com que seu desejo se libertasse.
Era o "castigo" de Helena por tê-lo provocado.
Ela abriu a boca e começar a grande e doce tortura em Miguel.
M: O que é isso?(ofegante)
Helena adorava deixá-lo daquele jeito. Era como se ela tivesse o controle da situação, ele estava fraco, vulnerável.
H: Está gostando? (o provocando)
M: Você vai acabar me matando...
Ele gemia e Helena ria...
Depois de alguns minutos, Miguel a levantou e a apertou contra a pedra.
M:Você me quebra sabia?
H:Vamos criar nosso próprio sonho de amor hoje.
M:Sem dúvidas! (sorriu e em seguida a beijou)
Ele a virou de costas para ele, tirou o seu short, jogando-o de lado e ao se deparar com as curvas dela Miguel disse:
M:Nunca vou me esquecer desse dia.(sorrindo)
Ele a acariciava os seios, ela gemia baixinho...
H:Amor?
M:O que foi (meio a outro gemido)
H:Quero que você faça uma coisa! (olhou pra ele com aqueles olho verdes de menina sapeca)
M:O que?
Ela pulou em seu colo só de calcinha e sutiã, segurando em seu pescoço com as pernas entrelaçadas em sua cintura disse:
H:Quero fazer ali dentro.
M:O que? Está maluca?
H: Estou! E a culpa é sua;
(o olhando como uma criança quando quer uma coisa muito inusitada)
M:Não me responsabilizo pelo teu resfriado amanhã, ouviu?
H:Eu assumo toda a culpa, hum?(deu um selinho) Você não vai me negar isso, vai?(mordendo a orelha dele, ainda em seu colo)
M:E tem como dizer não, Helena?
E foram em direção a água.
H:Isso vai ser bom.
M:Eu estava todo no ponto, todo quente e você me fez entrar nessa água gelada, Helena. Que maldade.
H:Ah!
M:Viu, muito gelada
H:Eu te esquento rapidinho.
Ela desceu de suas costas e ficou atrás dele.
Helena ficava atrás de Miguel para se proteger do vento.
M:Que espertinha você!
Ela massageava suas costas. Ele a fazia bem, a deixava ser ela mesma. Agora suas atitudes a encorajavam a manifestar esse sentimento por ele .
M:Helena, eu sinto ciúme de você, eu fico triste quando estou sem você, mal acabo de deixá-la e já fico contando os minutos que faltam para estar novamente com você.
Ele falou numa tirada só e segurando suas mãos de encontro ao seu peito.
M:Helena o que eu sinto por você é amor, sabia? Estou amando você.
H:Eu também estou amando você, Miguel.
Lábios cor de rosa aproximaram-se, entreabertos, úmidos. Foi a última coisa que viu antes de cerrar seus olhos para receber um beijo cheio de ternura dela.

Suas mãozinhas acariciavam seu tórax, beliscavam seus peito nu, escorregavam para a barriga, massageavam e tornavam a subir, repetindo todo esse ritual e o deixando tão excitado que já nem sentia mais o frio da água. Os beijos dele desciam pelo pescoço, voltavam para a boca, desciam para os seios, hora em um hora em outro, roçava a língua. A pequena mão dela massageava a parte baixa do seu abdômen, ameaçava e recuava. Ela queria matá-lo de excitação, de vontade.
Ele entrou no jogo, passou a acariciar seus seios novamente, ela tremeu, desceu a mão por dentro da calcinha, acariciou. Correu a mão vagarosamente para trás. Eram firmes, como ele imaginava. Ela se contorceu de leve e suspirou:
H:Miguel...(sussurrando em seu ouvido)
Ela mordiscou seu lábio, ele esticou a mão e chegou em seu ponto de prazer e sem esforço seu dedo escorregou um pouco para dentro.
H:"Miguel"!
Ela estava ofegante mas falou pausadamente
H:"quero você dentro de mim.
Ela foi rápida e encheu sua boca com seus lábios.
Ele ficou arrepiado, cerrou levemente as mãos em torno de seu pescoço. Ele Foi se posicionando de modo que ficasse com as mãos no ponto de prazer de Helena, mas sem pararem o beijo, apenas para se olharem nos olhos certa hora. Delicadamente afastou sua calcinha.
Foram andando em meio a beijos e gemidos para a beira da represa, ainda com a água até o tornozelo já não aguentavam mais, caíram ali mesmo e Miguel estava embaixo, ela tirou a calcinha e se posicionou em cima dele.
M:Nossa(ofegante)
Ela apenas sorriu pra ele.
Mas uma vez o surpreendeu.
H:”Vamos ao máximo juntos, Miguel".
E Miguel a atendeu prontamente, estavam a ponto de bala, nenhum dos dois aguentavam mais, brincaram muito antes do ato em si.
Helena estava a essa altura em outro mundo, com os olhos fechados com a cabeça erguida para o céu, e rebolando em cima de Miguel.
M:Amor, eu não vou aguentar mais.
H: Então goza. Vai...
M:Ah!(ofegante)
H: Juntinhos?(ofegante)
M: Achei que fosse ter uma convulsão com a intensidade do que acabei de sentir.
Se abraçaram para um beijo cheio de ternura e de amor.
Miguel sentiu que seu coração, sua alma não viveriam felizes longe de Helena.
Um momento depois.
H:Miguel! Vamos sair daqui logo, estou com frio.
M: Só agora você sentiu frio? Você vai pegar um resfriado, vai ver.(Foi levantando daquela água)
H:Você também meu lindo!(Já pegando sua  calcinha e sutiã.)
Subiram pegar as roupas que estavam nas pedras  e em meio a beijos e carinhos, caminharam pela trilha seguindo em direção ao carro de Miguel.
H:Olha só uma coisa, estou toda molhada!
M: Isso você estava desde a hora em que te beijei no carro. (rindo)
H:Miguel!(o dando um tapa no ombro)
M:Ai!(rindo a beijou)
H:Vamos logo, antes que sintam a minha falta.
M:Já não basta o ex, agora o cunhado.
H:Debochado (rindo) Vai, liga logo esse carro.
M:Só depois de mais um beijo
H:Ai meu Deus do céu ! (rindo o beijou novamente)
Assim Miguel e Helena voltaram para o condomínio.
Para a sorte de ambos, nem Edu viu Helena chegar e nem Afonso viu Miguel.
Estavam cansados, eram quase 6hrs da manhã.
Deitaram e praticamente desmaiaram.

Era Domingo, Helena acordou tarde devido à noite com Miguel, Alice e Eduardo tinham deixado um bilhete dizendo que foram ao Supermercado, passear e comprar coisas que estavam faltando.
Ela levantou, tomou um banho, afinal, o calor estava demais.
Após um delicioso café da manhã estava relaxando na piscina quando ouviu;
A:Oi meu amor, linda como sempre.
H:O que você está fazendo aqui, Afonso?
A:Vim te ajudar a levar suas coisas de volta.
H:O que?
A:Não disse que ia te denunciar por abandono de lar e você ia perder a escola?
H:Disse, mas você não...
A:Não só posso como já fiz, aqui estão as copias do processo que abri contra você, então agora acabou a palhaçada e você volta agora pra casa.
H:Eu não te conheço mais.
A: Não quero ficar sozinho naquela casa, a menina não sai do quarto, Miguel coitado nem para naquela casa e logo já vai sair, Pedro viajou e você está de brincadeira com a minha cara.
H:Eu...
A:Chega Helena! Você volta comigo agora.
Afonso foi a beira da piscina e a segurou pelos braços.
H:Para, Afonso, você está me machucando.
A:Estou cansado disso, Helena, chega!
H:Para...(começou a chorar)
A:Porque você está chorando?
H:Para...(soluçando) você está me assustando.
A:Desculpa amor, não sei o que me deu.
Ele a segurou e abraçou, Helena estava meio constrangida, nunca viu Afonso daquele jeito e estava com medo.
A:Desculpa, desculpa.
H:Nunca mais faça isso, eu vou voltar para aquela casa, até você entender que o que existia entre nós acabou.
A:Volta, que eu vou te provar que está errada.
Helena preferiu nem responder mais.

Na casa dos Windshester
Afonso estava no banho e Helena estava na sala assistindo TV, com um enorme pote de sorvete na mão.
Miguel chegou.
M:Boa noite, Afonso... Helena?(sussurrando)
H:Oi Amor!(sussurrando)
M:O que você está fazendo aqui?
H: Nem sei por onde começar, o Afonso disse...
E assim Helena contou tudo o que Afonso disse que iria fazer.
M:Mas que filho da mãe, com que direito ele acha que vai fazer isso?(sussurrando)
H: Eu não sei, mas eu não vou arriscar, a escola é meu tudo!(sussurrando)
M:A escola? Achei que agora eu fosse seu tudo...(sussurrando)
H:Seu bobo, você faz parte de mim. (sorrindo)
M: Estou louco para te beijar.
H:Eu também, mas aqui não.
M:Porque? Ele está no banho!
H:Aqui não Miguel, a Raquel daqui a pouco chega, eu não quero que ela veja nada.
M:Isso não se faz.
A:Helena!(descendo as escadas)
M:Então o Pedro ligou hoje?(disfarçando)
H:Ligou e disse mais uma vez para você perdoa-lo por tê-lo deixado sozinho no consultório. (já pegando na hora o improviso)
M:Imagina, aliás aquela consulta sua, já está marcada.
Helena o olhou, com um jeito de que “não exagere no improviso”
H: Está bem, só me avisa certinho o horário.
A:Helena! (chegando perto deles)
H:O que foi, Afonso? Não seja mal educado, eu estava falando com o Miguel.
A:Me desculpe, Miguel.
M:Imagina!
A:Você não vai dormir? Já está tarde.
H:Sim, claro que sim, assim que me der sono eu vou para o quarto do Pedro.
A:Quarto do Pedro?
M:Bom, vocês me dão licença porque preciso descansar, embora não seja um dia de semana, corri feito um maluco.
A:Boa noite, Miguel, desculpe qualquer coisa.
M:Que isso Afonso, não se preocupe.
Miguel foi em direção a Helena e se inclinou para dar um beijo no rosto.
M:Boa noite, Helena... (e sussurrou “3hr cozinha”).
H:Boa noite, Miguel, espero que esteja confortável.
M:Não se preocupem comigo, estou muito bem.
E assim Miguel subiu para o quarto.
H:Fala, Afonso.
A:Que história é essa de quarto do Pedro.
H:Afonso eu não vou dormir com você, eu não estou voltando para você, porque é que é tão difícil você entender isso?
A:Para com isso amor, vem, vamos para nossa cama, está tudo como você gosta.
H:Não, Afonso.
A:Mas...
H:Não, não e não, chega disso, ou pego minhas coisas de novo e volto para a casa do Duh.
Afonso não queria isso, essa seria a oportunidade perfeita para reconquistar Helena.
A:Está bem, vou deixa-la, com o tempo você vai perceber a burrada que está fazendo.
H:Vou me deitar.
A:A Raquel já chegou?
H:Não.
A:Onde essa menina se meteu?
H: Está preocupado?
A:Eu? Eu não! É que depois ela deixa a porta aberta, não estuda direito, não estou pagando os estudos para ela ficar zanzando por aí à noite.
H:Bom, eu vou indo me deitar porque já está tarde.
E assim Helena fez, mas como havia combinado de se encontrar com Miguel na cozinha, não conseguiu nem pregar os olhos.
Para sorte dos dois Afonso nem sonha que os dois tem algo.
Helena estava com calor, impaciente, desceu para cozinha antes do horário para pegar mais sorvete enquanto esperava Miguel, assim também se aparecesse alguém, ela tinha com o que disfarçar.
Ela foi até a geladeira pegou o sorvete e encheu uma caneca, sim caneca, Helena gostava de comer o sorvete dentro de uma caneca de porcelana, odiava em taças próprias.
Ficou ali por uns dez minutos, estava de costas para pia quando duas mão vieram acariciando sua cintura e um roçar começou em seu pescoço.
Conhecia muito bem aquilo, Miguel tinha feito a barba, mas ela ainda sentia um arranhãozinho quando ele passava o rosto nela.
M:O que está fazendo aí?
H:Eu estou enchendo esse sorvete aqui de cobertura, fica mais gostoso.
M:Gostoso? Eu que sou o seu gostoso (sussurrando)
H: A isso você é mesmo. Meu Gos-to-so (deu um beijo molhado e demorado em Miguel)
Eram completamente loucos e lesados quando estavam juntos, onde já se viu, debaixo do mesmo teto que Afonso, que está começando a mostrar um lado meio doentio, Raquel poderia aparecer a qualquer momento.
E minha nossa, cozinha? Porque não no quarto de Pedro, lá fora, dentro do carro, na dispensa, sei lá, mas não na cozinha um lugar tão visível.
Mas para a sorte deles, o cupido que os ajudou ainda não fora embora e Afonso dormia feito uma pedra enquanto Raquel ainda não chegara em casa.
As mãos dele passeavam por todo o corpo, acariciando-a seus seios por baixo da camisola, cochichando deliciosamente em seus ouvidos, segurando a sua cintura, alisando sua barriga, coxas, sexo... Ela se esfregava contra ele, segurando sua cabeça com ambas as mãos para trás, desfrutando a maravilha que seus carinhos e palavras faziam em todo o seu ser, desejando-o cada vez mais, em tudo...
Ele então a virou, a carregou e a colocou sentada na borda da mesa e abaixando a parte de cima da camisola tomou seus seios em suas mãos, em sua boca deliciosa, enquanto ela acariciava suas costas, ombros, braços e mãos. Então ele a empurrou suavemente e ela se deitou sobre a mesa... ele colocou as pernas em seus ombros e se inclinando começou a beijar as pernas, coxas e foi subindo... Quando ele alcançou seu objetivo, dando-a um beijo, ela sentiu como um choque e apertou firme a cabeça dele com suas coxas, enquanto seus braços se esticavam procurando algum apoio para se manter ainda nesse mundo, a língua dele com a ajuda dos dedos experientes, se abriam para saciar a fome que ele tinha do gosto dela, seu cheiro, seu amor... Ele passeava contornando cada pedacinho de Helena, ela estava enlouquecida de tesão, queria demais e estava quase implorando que ele a possuísse, ao que ele prontamente iria atender.
Se não fosse um barulho de chave na porta da sala.
H:Droga (já se levantando da mesa)
M:Disfarça, disfarça.
Miguel acendeu a luz.
E Raquel entrou na cozinha....
R:Dona Helena? Miguel?

sexta-feira, setembro 12, 2014

16° Sonho de Amor

As férias enfim chegaram.
Pedro foi até a casa dos tios despedir-se da mãe. Iria sumir daquele país em algumas horas;
H:Meu amor, eu vou sentir tanto a sua falta.
P:Mãe, eu juro que se tivesse certeza de que ia poder te ajudar eu ficava, mas só vou atrapalhar agora, olha como eu estou? Estou a pior companhia do mundo.
H:Acho que nem tenho o direito de te pedir isso.
P:Prometo que sempre vou te ligar e logo já estou de volta, tenho certeza que as coisas estarão bem melhor até lá.
H:Vão estar filho, elas precisam estar.
Pedro segurou nas mãos de Helena e completou.
P: Não se esqueça de que te apoiarei em tudo, absolutamente tudo em que precisar. Qualquer coisa. (sorrindo)
Helena sentia como se o filho quisesse lhe dizer algo, algo que não podia dizer claramente, talvez por medo ou porque não queria ser invasor, mas ela guardou as palavras com sabedoria.
P:Tia, cuida dela pra mim?
A:Pode deixar meu lindo, ela está em boas mãos.
P:E você tio, fica de olho no meu velho, ele não tá muito bem.
E:Pode deixar, essa baixinha aqui tem um ótimo guarda costas e eu dou uma olhada lá no... Seu pai.
P:Mãe, mais uma coisa...
H:O que?
P:Cuida da Raquel, ela deve ser a que mais está sofrendo, deve estar se sentindo sozinha e não volta pra Itu por causa da faculdade, porque apesar das circunstâncias, é pai dela e ela precisa dele.
H:Pode deixar filho, isso você nem precisa me dizer.
P:Ah só mais uma coisinha.(rindo)
H:Fala, Pedro (rindo)
P:Eu sou o pior anfitrião que alguém pode ter, então sempre que der, vê o Miguel, sei que ele já vai se mudar, mas...
H:Ah, claro (sorrindo)
P:E se precisar pode contar com ele, ele é gente de bem.
H:Vou me lembrar disso. Douglas vai com você?
P:Vai, quer aproveitar as férias também.
H:Isso é bom, vai com Deus e boa viagem pra vocês.
P: Beijos.
E assim Pedro foi direto para São Paulo, iria pegar um avião rumo a suas tão necessárias férias. Estava decidido e Helena entendia, era demais para ele, ficar tão perto da Raquel, a situação toda era embaraçosa.

Já se passara uma semana praticamente e mesmo Helena estando ali tão pertinho da sua casa, mal conseguia ver Miguel, não queria ficar inventando desculpas para Afonso e voltar a todo o tempo para aquela casa.
Também não queria ficar “pressionando Miguel”, mas a verdade é que estava morrendo de saudades.
Na cozinha da casa de Alice e Eduardo.
E:Boa noite baixinha!(beijando-a)
H: Boa noite, Edu. (sorrindo)
E: Vou indo dormir, Alice.(deu um selinho na mulher)
Alice foi até a porta da cozinha confirmar se o marido já havia sumido mesmo. Logo depois, voltou eufórica em direção a Helena.
A:Porque diabos você ainda não ligou pra ele?
H:E eu não tentei?
A:E aí?
H:E aí, que só dá desligado.
A:Não fica pensando bobeira.
H:E tem como não pensar?
A:Tem sim, vai tomar um banho e deitar para descansar, é o melhor remédio, lembra também que o Afonso também não te procurou essa semana.
H: É mesmo, o que será que aconteceu?
A:O Edu disse que ele está viajando a trabalho.
H:Mais um motivo para eu pensar bobeira, o Afonso nem está na cidade, dava muito bem para ele ter vindo me ver.
A:E você? Porque não foi até lá?
H:Não tive tempo, fiquei com medo, afinal a Raquel ainda está morando lá.
A: E você meio que largou a menina.
H:Juro que não queria sabe, Alice, mas eu não consigo ser como eu era antes com ela.
A: Não é para menos, Helena, nem te julgo, eu no seu lugar faria o mesmo, eu simplesmente não conseguiria fazer como antes.
H: Me sinto bem melhor agora. (sorrindo)
A:Helena, está perto da minha viagem com o Edu para o Rio, mas a casa é sua, você sabe que pode ficar aqui sem problemas.
H:Sei disso minha querida e muito obrigada.
A:Bom, eu já vou deitar, se não depois é um horror achar um espaço naquela cama quando o Edu dorme (rindo)
H: Vou terminar de beber esse suco e já subo.
E assim Helena fez, bebeu o suco, subiu ao quarto e tomou um longo banho, tentou não pensar muito nos problemas, apenas se focou na escola, mas uma coisa era certeza, teria que voltar para sua casa, não podia perder a escola, essa volta era apenas temporária, apenas o tempo para fazer Afonso assinar o divórcio.
Helena não conseguia dormir, já era quase 1hr da manhã e o sono não chegava.

Alguns minutos depois...
M:Psiu!
H:Miguel?!(sussurrando)
M:Oi Amor!
H:Você é louco?(sussurrando)
M:Quer que eu vá embora?
H:Não!Claro que não, mas é que você podia ter se machucado. (indo em direção a ele)
M:Não estava aguentando mais de saudade.
H:Adivinhou meus pensamentos (o olhou intensamente)
Miguel tinha escalado a janela dela, ela achou isso muito romântico. Ele pulou da janela para o interior do quarto.
Nisso Helena logo pulou nos braços fortes dele, precisava dele, talvez nem conseguisse dormir aquela noite.
A paixão era há tempos mantida adormecida num “banho Maria” para não darem na vista... Algo que planava tranquilo e calmo na memória, mas que induzia o corpo a gostosas e quentes recordações a cada momento que se viam.
Os encontros sempre despertavam emoções incontroláveis entre eles.
Olhares, palavras e lábios uniam-se para fazer ferver sentimentos, que tinha que ser mantido em segredo.
Ela alisou as costas dele enquanto ele respondia como se pedisse um abraço e aquele pequeno toque foi o suficiente para o sangue fluir com mais rapidez e trazer adoráveis contrações em Miguel. Ele simplesmente agiu sem pensar.
Tomado por um impulso ele se inclinou e beijou a boca dela, um beijo forte tão quente como ela se sentia naquele momento, com a língua e dentes brincando nos lábios dela, ele mostrou o quanto a desejava. Ela gemia baixinho quando ele mordia e puxava seus lábios levemente e então ele soube que ela estava tão desejosa e excitada quanto ele.
H:Estava com tanta saudades.
M:Eu também, não vejo a hora de poder gritar para o mundo que eu te amo.
Ele a amava somente com os olhos, ela estava linda, com uma camisola que o estava enlouquecendo.
Ela o recebeu meio sem jeito, acho que pela surpresa ou pela tensão de estarem na casa de Eduardo e Alice e qualquer barulho mais alto, seria inexplicável, ela envolveu as mãos na cintura dele, por dentro da blusa dele. Ele segurou seu rosto com as duas mãos e se inclinou devagar sobre ela e enquanto ele fechava espaço para capturar os lábios dela com os seus próprios, ela fechava os olhos. Sentiu que ela, assim como ele se entregava ao desejo e não conteve a risada de felicidade que saiu de seus lábios, há! Ela era dele o tanto quanto ele já é dela.
Deixou que os lábios finalmente se encontrassem e devagar começou a mover os mesmos contra os dela, sentiu a língua dela tímida tocando a ponta da dele e um choquinho percorreu todo seu corpo, era muito bom aquilo!
Foi mais forte e firme do que o da última vez. Ele não sabia por quanto tempo a beijou, mas quando finalmente afastaram-se, os dois respiravam forte, as mãos dela continuavam na cintura dele e ele simplesmente moveu o rosto dela para o lado roçando a bochecha dela contra a dele, sentiu que a barba por fazer a arranhava levemente fazendo-a gemer baixinho, Miguel amava sentir ela contra a sua pele! Melhor seria se ele a tivesse feito. As mãos dela apertavam possessivamente os quadris dele de encontro ao dela.
Ele estava com vontade de saber o quão mais delicioso é estar com Helena. O coração dele pulsava mais forte, bombeava de tal forma que ele sentia a velocidade do sangue nas veias de seu próprio corpo. Enquanto ele esfregava seu rosto contra o dela, ele saltou os lábios dela e se beijaram mais uma vez.
Miguel sentiu as mãos dela escorregar até o seu quadril e apertá-los, deixando-o com uma sensação incrível. O beijo dele era tão firme que a fazia sentir-se novamente desejada.
Ela estava precisando desta sensação, os problemas da semana e a ausência dele devido ao Afonso e o consultório havia deixado ela muito sensível, aflita, solitária e pensativa em tudo que acontecia e acontece ainda.
Precisava sentir-se desejada para voltar a viver e parar de tentar entender a confusão que aconteceu e se instalou em seu cérebro a ponto de se levar o orgulho. Isto mesmo! Há dias que não se reconhece.
Ele sentiu as mãos dela nas suas coxas e instintivamente a afastou para que ela o provocasse,
Helena estava gostando daquilo, se amavam, queriam se divertir, se amar sem medo.
Ela continuou até alcançar a virilha por dentro da calça, massageou ela ainda por cima da cueca o fazendo gemer baixinho contra sua boca, os dedos dela arrastaram a calça para baixo, e ele sentiu os dedos dela firmes e rápidos fazendo delirar instantaneamente em seus... Enquanto ele gemia e respirava forte.
Ele podia ver o estado dela mesmo estando vestida com aquela camisola e isso o deixou mais maluco ainda, claro! Sua respiração acelerada denunciava seu estado e o deixava seguro para ir em frente e explorar onde ele quisesse. Ela era dele novamente. Ele teve certeza disso.
Deixou que aquelas coxas e braços de Helena abraçassem seu corpo ao som de riso de bem-querer e entrega.
Deitou-a na cama e começou a explorar...
Ela sentia as mãos dele passeando por todo seu corpo. Mãos grandes que percorriam suas costas e depois se apoderavam dos seios, emoldurando-os para beijos e “carinhos”.
Ele saboreava o gosto da pele e do prazer dela, adorava os seios e ele aproveitava o momento o pressionando com os lábios mais internos, aumentando o prazer, que já era imenso.
Depois de toda aquela doce tortura, Helena dançou deliciosamente sobre ele, enquanto ele lhe segurava.
Incansável e louco para se desmanchar sob ela, ele a tomou forte e com movimentos fortes a levou a loucura... Helena transpirava desejo, sexo e sensualidade. Estar com ela era um evento raro e inesquecível de muito prazer para Miguel.
Ficaram naquele momento por muito tempo. Até que chegaram ao máximo de prazer, ele nela. Ela nele... Gemidos encheram o ar e completaram o clímax.
Finalizaram a entrega corporal, sussurrando os nomes um do outro no ponto máximo de prazer.
Ainda em cima um do outro, suados e rindo à toa.
H: “Shiu, vão nos ouvir (sussurrando no ouvido dele)
M:Amor, isso é impossível(ofegante)
Helena sorria, estava muito feliz.
M:A cada dia mais, tenho certeza de que você nasceu pra ser minha.
H:Convencido. (rindo)
Ficaram entre beijos e carinhos por mais alguns minutos afinal, Miguel tinha pulado sua janela, tinham que aproveitar ao máximo.

No dia seguinte...
Na cozinha da casa de Alice e Eduardo.
A:Bom dia, flor do dia!
H:Bom dia, Alice.
Alice a olhava esperando algo.
H:O que foi? (sorrindo)
A:Sua cara está te denunciando! O que aconteceu?
Helena ficou em silêncio.
A:Helena! Pode contar!
H:Miguel pulou a janela do meu quarto ontem!
A:Ai que lindo! Igual novela! (sorrindo)
H:O resto você pode imaginar.
A:É acho que posso. (rindo)
H:A cada dia, eu o quero mais.
A:B om, não quero ser “A” chata, mas e Afonso? Você não acha que ele está muito quieto? Muito conformado com a situação.
H:Acho, claro que acho e acho também, que vem chumbo grosso por ai.

Era sábado, Helena estava em casa fechando uns relatórios da escola, já que estava de férias, queria relaxar, talvez viajar, não sabia ao certo.
Alice e Eduardo foram à casa da mãe de Alice, Helena preferiu ficar em casa, talvez até se encontrar com Miguel, que também aproveitou o fim de semana para arrumar umas coisas na casa onde ele ia ficar.
Helena passou o sábado todo sem notícias de Miguel. Mas ele disse que ligava.

Já eram quase 2hrs da manhã, ela já estava dormindo, quando seu telefone tocou.
M:Amor?
H: Miguel, achei que não me ligaria mais.
M:Sua boba, desce aqui.
H:Descer aí? Você está aqui fora?
M:Estou, desce, vamos fazer alguma coisa diferente hoje.
H:Miguel, não dá, olha só que horas são, quase 2hrs da manhã.
M:E o que tem?
H:O que tem é que eu estou na casa do Edu, ele vai ficar me enchendo de perguntas.
M:Amor, é só não fazer barulho.
H:Não sei, Miguel...
M:Você não quer me ver é isso? Não está com saudade de mim?
H:Seu chantagista, estou descendo.
Helena no maior cuidado, na pontinha do pé desceu as escadas e foi em direção a porta.
Assim que pegou na porta,  a luz da sala acendeu.
A:Onde a Doninha pensa que vai a essa hora?
H:Vou...
A:Helena! Por favor . (sorrindo)
H:Vou matar a saudade do meu Amor.
A:Que lindos, mas da próxima vez não faz barulho. Dessa vez fui eu, da próxima pode ser o Edu.
H:Tudo bem, Alice, eu não demoro.
A:Vai, vai ser feliz.
Alice apagou a luz e voltou para o quarto.
Helena saiu da casa e não viu Miguel, ele estava bem em frente à casa.
Seu telefone tocou.
H: Cadê você?
M:Estou aqui no estacionamento.
Helena foi rápido, entrou dentro do carro e Miguel ligou o mesmo.
H:Onde vamos?(surpresa)
M:É surpresa.
Se beijaram, estavam morrendo de saudades.
Algum tempo depois.
H:Conheço esse lugar.
M:Claro que conhece, ele faz parte da nossa história.
H:Vamos passear de lancha agora?
M:Não, vamos só dar uma caminhada em volta dessa imensidão de água, talvez um mergulho noturno?(a olhando com uma carinha de safado)
Helena sorriu para ele.
Começaram uma caminhada, descalços e abraçados naquela areia igual a de praia, estava bem escuro, apenas algumas luzes ao longe davam uma claridade aonde estavam.
Era uma noite quente, andaram por quase meia hora até que Helena resolveu sentar na areia.
M:Cansou?
H:Não tenho mais a sua disposição.
M:Não fale bobeira.
Ela riu.
M:Amor, sabe o que eu estava pensando?
H:Oque?
M:Você podia fugir comigo, o que você acha?
H:Está maluco, Miguel? De onde você tirou isso? (rindo)
M:Vai que o doido do Afonso não te dê o divórcio?
H:Para com isso, é claro que isso não vai acontecer.
M:Bom, se você diz, eu não vou ficar rebatendo.
Miguel foi chegando pertinho de Helena e colocou o braço em volta dela.
M:Está com frio?
H:Um pouquinho. (sorrindo)
M:Vem mais pertinho então, eu te esquento.
H:Que delícia.
M:Já imaginou nossos filhos?
Helena começou a tossir.
M:Amor?(erguendo os braços dela para o alto)
E ela tossindo.
M:Calma, respira devagar.
H:Filho? De onde você está tirando essas ideias?
M:De lugar nenhum, você é o amor da minha vida, quero que um pedacinho meu viva junto com um pedacinho seu.
Helena ficou sem palavras....
M:Eu te amo, essa seria a continuação do nosso amor.
Ela não conseguia dizer nada.
M:Você não quer?
H:Não, não é isso, é que na minha idade isso nem é mais possível.
M:Adotamos!
H:Miguel?(encantada com ele)
M:O Amor que sentimos podemos deixar no nosso filho, seja ele de sangue ou não.
Helena estava muito emocionada, Miguel era um lindo, em todos os sentidos.
M:Olha só, logo ali a frente tem uma trilha que nos leva ao topo das pedras. Lá é muito legal, apesar de pouca gente . Tem uma visão incrível da represa, muito bonita mesmo. Você já foi até lá?
H: Não.(já desconfiando)
M: Vamos?
H: Não é perigoso? É de madrugada! Acho melhor voltarmos.
M:Helena, vamos, é rapidinho, você vai adorar. Não precisa ficar com medo, eu te protejo. Poucas pessoas conhecem o caminho e você nunca mais vai esquecer, o lugar vale à pena. E essa lua? Olha parece até que já está amanhecendo de tanto que ela está clareando.
Helena é claro que acabou topando.
Ao chegarem na trilha, ela foi  à frente e ele logo atrás. Ela notava que Miguel estava com os olhos vidrados ao corpo dela e ela começou a gostar da situação e de estar ali andando por uma trilha fechada com ele de madrugada, isso a excitava tanto. De forma bastante disfarçada, para que ele não percebesse que ela fazia propositalmente, passou a andar rebolando .
M: Helena, por favor isso já é golpe baixo.
H:Eu não estou fazendo nada (sorrindo)
Miguel a segurou por traz e a apertou.
H:Ah! (rindo)
M:Agora está sentindo? Olha o que você fez. (sorrindo)
H:Miguel, sossega! Quero ver a represa.(o provocando)
Ela se soltou dele e continuou andando.
Depois de uns minutos de caminhada, já estavam  longe dos movimentos da represa e fora de vista de todos que pudessem estar ali.
Chegaram até as pedras. De fato, o lugar era como ele havia descrito, deserto e muito bonito. A vista da represa  era estonteante. Estavam no topo do mundo, longe de todos e com uma vista linda daquela imensidão de água.
H: É aqui? Chegamos?
M:Chegamos sim, amor. (a abraçou por traz e ficou ali, beijando-a, dando carinho, o momento era deles).
Helena adorou o lugar e também o que poderia vir depois.
Miguel foi chegando perto dela e ela foi indo para traz, fazendo um certo joguinho, que Miguel  adorou é claro.
H:Miguel, eu só quero ver a represa, sossega!(e nisso colocou a mão sobre sua cueca)
M:Helena... (mal conseguiu dizer seu nome direito)
Ela se soltou e continuou indo para traz.
Helena estava louca para transar com ele ali e já começou a deixar sua imaginação fluir..
Despertou-se dos seus pensamentos ao dar um novo passo para trás e tocar uma pedra com as costas. Não tinha mais para onde ir, era o fim da linha.
Ele se aproximou, ficando cara a cara com ela e não disse mais nada.
A Beijou com urgência, estava louco para possuí-la. Um beijo molhado, esfregado, ela acariciando-o na nuca com as pontas do dedo, já ele um pouco beijava a boca, em seguida descia para o pescoço onde sabia que era o ponto fraco de Helena.
Assim que pararam,  já estavam ofegantes.
H: Miguel...
M:O que?
H:Sou sua, faça comigo o que bem entender.

 

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