quinta-feira, outubro 24, 2013

24° Confidências (FIM)

Eu estava cansada, era muita coisa acontecendo em tão pouco tempo, cheguei e fui me deitar, Paulo ainda não havia chego.
Ouvi um barulho no andar de baixo, reparei que havia dormido demais, já eram  5hrs da manhã.
Então desci pra ver o que era, ouvi que Paulo estava nervoso. Encostei minha cabeça na porta pra ouvir o que era.
N:Eu não vou te colocar na cadeia seu infeliz, eu vou é te matar, pra você nunca mais se aproximar de nenhuma criança, seu nojento, lixo.
P:Ouça Natalia, fala baixo, minha mulher e minha filha estão em casa e aponta essa faca pra lá.
N:Filha?Você tem uma filha?
Paulo ficou em silencio.
N:Como um pedófilo filho da mãe como você tem uma filha?
P:Cala a boca, você não sabe o que esta dizendo.
No mesmo instante que eu ouvi isso eu corri pro quarto de Julia.
Assim que cheguei vi minha filha chorando num canto. Agora tudo fazia sentido, por isso ela passou a ter medo do escuro, por isso ela não quis que as amiguinhas viessem em casa. Droga, que droga de mãe eu sou que não percebi isso?
J:Mãe!
Assim que me viu Julia correu e me abraçou forte, como se estivesse vendo a salvação a sua frente.
Imaginei o que podia ter acontecido. Fiquei fora de mim.
L:Filha, fica aqui e não saia de maneira nenhuma tudo bem?
J:Não mãe, fica aqui comigo.
L:Julia, está tudo bem agora, eu já volto, ninguém mais vai fazer nada com você, entendeu?(mexendo no cabelo da menina)
Julia apenas chorava...
L:Confia em mim?
J:Confio
L:Já volto.
E assim eu desci, a mulher estava fora de si, no meio da sala com a faca na mão apontada para o Paulo.
Eu olhei para os dois e fiquei imaginando.
Quem é esse homem que eu dorme comigo? Que abusou da própria filha, e essa mulher? Será que ele fez o mesmo com a filha daquela mulher?
P:Lívia, fica fora disso.
Eu fingi que não tinha ouvido, estava olhando a mulher, quem sabe eu não a conhecera antes?
N:Senhora Lívia Strauss, prazer meu nome é Natalia Rodrigues, vim aqui matar o seu marido, esse abusou da minha filha de 8 anos.
P:Meu amor, volta para o quarto, essa mulher é louca, eu nunca a vi na minha vida, muito menos a filha dela.
Eu apenas fui me aproximando, o ódio que eu estava sentindo dele estava saindo de mim.
N:Maldito.
P:Sai daqui, você é uma louca, vou te denunciar por invasão.
Eu não entendi o porque mas o celular dessa tal de Natalia tocou, ela ficou desesperada ao telefone e saiu, mas antes deixou um recado.
N:Vou ter que ir agora. Mas você vai pagar por isso. Maldito.
E dizendo isso ela jogou a faca em cima do sofá e completou...
N:Talvez sua mulher consiga.
E saiu.
P:Amor, vamos dormir, agora essa louca foi embora, olha só pelo que temos que passar.
A mulher sem mais, saiu e depois disso eu nunca mais a vi.
O problema foi depois, eu sabia que ele tinha encostado na minha bebê.
L:Como você pode, Paulo? Sua filha seu nojento.
P:Lívia não é possível que você tenha acreditado nisso.
L:O que ela te fez?(chorando)Ela é só uma criança.
P:Eu não fiz nada, Lívia.
Eu não ouvi nada, quando percebi já estava com a faca na mão, não tive medo em nenhuma hora. Em nenhum momento.
Paulo percebeu isso e assim que percebeu, ele revidou, era mais forte que eu, mais habilidoso. Conseguiu sem o mínimo de esforço me imobilizar, ele estava agora com a faca no meu pescoço .
P:Você não tem como provar nada, eu não fiz nada, eu amo você, mas antes você do que eu.
A faca em um instante não estava mais em volta do meu pescoço e Paulo estava agora encostado numa janela da sala quebrada.
Fernando, ele chegou na hora certa, pegou Paulo e o bateu contra a janela tão forte que a mesma até quebrou,
F:Como ousa tentar mata-la, você é louco?
Agora Fernando estava na situação.
P:Quem é você? Da onde você veio?
Eu só vi quando os dois começaram a brigar, a faca voou ao chão e eu logo a peguei. Até ai eu ainda estava em duvida, se teria coragem ou não, mas cada vez que eu parava pra pensar no que minha pequena passou eu avançava um passo, mas depois pensava que ela precisava de mim, ainda é uma criança. Mas esses pensamentos sumiram da minha cabeça quando Paulo viu que da janela onde estavam perto, ele podia pegar um vidro e acabar logo com aquilo.
Não, Fernando estava se arriscando por mim, não pensei mais, matei Paulo.
No impulso, no desespero, no medo mas matei.
Assim que ele caiu ao chão eu entrei em desespero.
L:Ah meu Deus o que eu fiz?
O Vidro na mão de Paulo se soltou.
F:Você está bem meu amor? Eu não vi esse vidro.
Fernando me abraçava forte.
L:Ah meu Deus eu sou um monstro, eu o matei, eu o matei.
F:Calma, Lívia foi por legitima defesa.
L:Eu o matei, eu o matei, eu sou uma assassina.
F:Espera amor, volta para o quarto com a sua filha eu fico aqui e assumo tudo.
L:Não, isso não é justo.
F:Vamos tirar o corpo daqui.
L:Eu vou ser presa.(em choque)
F:Espera,vamos pensar em alguma coisa.
L:Droga, o que eu fiz? Eu sou um monstro, um monstro.
F:Para com isso, você não teve culpa, a culpa é dele. Para com isso,
Lívia e Fernando iam tirar o corpo de Paulo dali e pensar em algo depois.
Mas os dois estavam nervosos, ainda em choque pelo que acabou de acontecer.
Só que algo que não esperavam aconteceu.
A policia chegou...
Julia...Julia ligou para a policia, mas não sabia que acabou prejudicando quem não era para prejudicar.
L:Ah meu Deus, a polícia.
F:Como assim a polícia?
L:Vai Fernando sai, vai embora.
F:Não, eu vou dizer que fui eu.
L:Não, sai daqui agora.
F:Não Lívia.
Lívia segurou no rosto dele e olhando nos olhos disse.
L:Eu nunca vou te perdoar se você não sair daqui agora, me ouviu bem??
Fernando deu um beijo nela e correu o mais de pressa que pode.
E o resto da história Rio de Janeiro toda conhece.
Otávio, não posso me casar com você por isso, você foi o único que confiou em mim, o único que sempre acreditou na minha inocência, e eu menti pra você, menti o tempo todo.
Eu te amo demais. Quero viver com você o resto da minha vida.
Mas sei que você odeia mentiras, e talvez eu tenha te dito a maior delas.
Vou sair da cidade, mas se você me perdoar... Vou estar te esperando... na minha antiga casa em uma hora. E se você aparecer vou saber que me perdoa, e que poderemos começar uma vida nova, sem segredos sem confidências.Te amo e vou te amar a minha vida toda, Otavio.
Vou viver em paz com Fernando. Na verdade é ele que eu amo. Adeus Otávio, nunca mais me procure.

Otávio lendo aquilo começou a chorar.
O:Como assim? Lívia eu te amo, não faz isso comigo. Porque ele? E a nossa história?
Ele socava a mesa, inconformado.

Fernando chegou no seu apartamento.
F:Ah ah... Agora sim , vou fazer minhas malas, acho que vou viajar com uma linda mulher dos olhos verdes. Saber esperar, a maior virtude de todas.
E assim Fernando comemorou sua pequena armação que teve um belo efeito. Otávio acreditou.
Uma raiva o contagiou que nem ir tirar satisfações ele foi
Lívia estava em sua casa com Julia e as malas prontas, já tinha tirado o vestido, estava pronta pra qualquer decisão, mas o tempo que deu a Otávio estava se acabando.
J:Mãe, não chora...
L:Julia... Desculpa estar te submetendo a isso filha, mas isso é necessário pra que possamos viver em paz.
J:Tudo bem mãe, mas não chora.
Lívia esperou e esperou...Mas nada.
Rio de Janeiro com certeza ficaria na memória, junto com os momentos que viveu com Otávio.
Na cabeça de Lívia, Otávio não a perdoou e por isso ela não disse nem mesmo a Vivian aonde iria. Tinha medo que Otávio soubesse sobre isso e a denunciasse, sabe-se lá o que ele podia estar pensando, ou até odiando ela.
Mas Otávio não estava nem aí se ela tinha realmente matado Paulo. No começo ele acreditou mas com o tempo ele foi ligando as coisas, tinha sua duvida, mas o que Lívia havia feito no passado não interessava, o que interessava era o agora, o que estavam vivendo e o que iam viver.
O que tinha no fim daquele caderno acabou com ele. Ela desistiu dele no dia do casamento para ficar com o amante, era demais.
Lívia deixou o Rio de Janeiro e Fernando foi atrás, sem que ela percebesse é claro, depois de um tempo ia aparecer dando uma de amigo, e dizendo que o encontro foi mera coincidência.
Lívia sentiu o mundo desabar, mas precisava ser forte, não só por ela.
Naquele dia Otávio voltou e se trancou em seu apartamento, em cada canto tinha o cheiro dela, a presença dela. Mas isso ia passar, isso tinha que passar.
No telefone...
L:Estou bem Vivian, eu vou ficar bem
V:Mas você não vai dizer nada?
L:Não, ele podia tentar aquilo que eu te disse.
V:Eu realmente não entendo.
L:Fica tranquila, sempre eu vou te mandar noticias, e Julia esta mandando um beijo para o Matheus, coitadinha nem deu tempo de se despedir.
V:Mas aonde você está?
L:Não Vivian, você está com o Luiz, e Otávio pode ficar sabendo.
V:Lívia eu jamais contaria nada.
L:Eu sei, mas Luiz sim. Enfim minha amiga, eu mando notícias, eu prometo.
V:Mas Lívia.
L:Tchau.

Um ano depois...
Na casa de Vivian, ela e Luiz conversavam.
V:Agora por causa disso Lívia está com medo, não me deixou endereço nem nada, disse que vai apenas me mandar notícias e fotos, pelo menos era até o dia em que...
L.F:Em que o que?
V:Em que...(meio nervosa)em que ela se sinta segura.
L.F:Mas segura do que?
V:Luiz ela tem medo que Otávio a denuncie, sei lá, ela se acha a assassina mais perigosa do Rio de Janeiro e o mundo todo vai estar caçando ela.
L.F:Mas que ideia, ela já foi julgada, já foi. Nada vai mudar.
V:Eu sei, mas ela não acredita. Não estou entendendo o que está acontecendo, Otávio amava Lívia demais para desistir de tudo por causa disso, o conheço. E não achei que essa revelação dela fosse fazê-lo desistir.
L.F:Se fosse só isso ele não ligaria mesmo, ele é louco por ela, o problema foi que ela amava outro.
V:O que?
L.F:Ué, ela não saiu da cidade com o tal do Fernando?
V:Que Fernando o que Luiz, bebeu é? O Fernando estava até no casamento na época, eles não tinham mais nada desde o acidente da Lívia quando ela perdeu o bebê.
L.F:Mas isso está estranho. O que estava escrito naquele caderno além da confissão dela?
V:Eu não vi o caderno. Mas ela me disse na época que deixou claro que o ama, que vai espera-lo a vida toda, e que ia espera-lo uma hora na casa dela naquele dia, se ele não aparecesse ela ia embora e o deixaria pra ser Feliz.
L.F:Estranho.
V:Porque?
L;F:Otávio não me disse isso.
V:Como assim?
L.F:Ele me disse meio por cima, estava irritado chorando que ela traiu ele, que tudo foi mentira, que ela sempre amou outro...Disse que ela tinha ido embora com o Fernando.
V:Meu Deus! Isso é mentira, Lívia passou uma barra e tanto sem ele esse ano.
L.F:Nossa...
V:Precisamos avisar o Otávio, isso tudo deve ter sido uma armação. Eu preciso ver esse caderno.
E assim correram para a casa de Otavio..
Nesse um ano, Otávio namorou algumas mulheres, mas nada demais. Lívia era muito presente na sua vida.
Chegaram na casa dele...
O:Ah ah, vocês estão querendo dizer que tudo isso foi uma armação?
V:Otávio, cadê esse caderno?
O:Eu sei lá onde ele está, devo tê-lo jogado .
V:Como assim?
O:Você é a melhor amiga dela, devem estar querendo alguma coisa.
V;Eu também não vejo Lívia desde aquele dia do casamento.
Otávio toda vez que ouvia essa palavra já queria chorar.
L.F:Eu sei que você não jogou Otávio, toda vez que venho aqui você está com ele, remoendo.
O:Cala boca Luiz, de que lado você está?
Luiz começou a abrir as escrivaninhas da casa, sabia que era praticamente um insulto isso ao amigo, mas Otávio tinha entrado em depressão, não comia direito, estava fumando, não se vestia direito estava um horror, então sabia que era o melhor a se fazer.
L.F:Achei!(indo em direção a Vivian)
Otávio tentou relutar um pouco, mas perdeu.
L.F:Mas você é uma besta mesmo em Otávio.
Vivian com a mão na boca chacoalhava a cabeça, foi até Otávio e começou a bater o caderno nas costas dele.
V:Mas você(cadernada)é(cadernada)uma(cadernada)besta mesmo(cadernada)Otávio (cadernada)ai que ódio de você. Por causa de você eu tô perdendo de ver uma coisa linda.
O:Eu sou uma besta? Agora eu tenho culpa?
Vivian olhou para Luiz como quem diz , eu  vou matar esse cabeça oca.
L.F: Otávio do céu, como você não viu aqui, o caderno esta rasurado, riscado em algumas partes e completado em baixo com uma caneta de tom diferente, a letra também esta bem parecida, mas não é a mesma.
O:Ah tah, o que vocês estão me dizendo? Que a Lívia acha que eu a abandonei e eu acho que ela fugiu com outro é isso? Que ela deve estar linda e feliz me esperando para o resto da vida, é isso?
Vivian respirou fundo e entregou 10 envelopes  para Otavio.
V:Lê, se depois disso você não concordar com a gente que você é uma besta, que temos todos os motivos para querer te socar agora, principalmente eu. Eu desisto realmente de você.
L.F:É meu amigo, dessa vez... você perdeu mesmo.
Vivian e Luiz saíram e ele começou a ler....
As frases que foi lendo foi como facas em seu peito...

“Vivian, hoje fiz minha primeira ultrassom, já posso ouvir o coraçãozinho, acho que Otávio gostaria de ouvir.”
                       “Julia acha que é uma menina”
                                                          “Quero que se chame Pérola se for menina”
“Vivian, prometo que quando nascer eu mando uma foto, mas nos vermos vai demorar um pouco”
                                “Essa semana ele mexeu pela primeira vez, eu sonhei que vai ser menina”
                                                       “Vivian vou saber o sexo  essa semana, mas estou com medo, estou sentindo pontadas muito fortes”

A cada frase dessas era uma lagrima que caía dos olhos de Otávio, como queria ter vivido aquilo. Como queria estar vivendo aquilo, mas agora Lívia estava assustada meio escondida de tudo e de todos.
            As cartas acabaram agora tinha apenas uma foto.
Otavio chorou compulsivamente, as mãos tremiam...

Em algum lugar.
Lívia estava no jardim da sua casa



L:Own meus amores, a mamãe promete que vai falar do papai todos os dias.
J:Mãe, a gente não vai voltar?
L:Não...
J:Mas a Pérola e a Esme (Esmeralda)não vão conhecer o Otávio?
L:Julinha, não sei... Por enquanto acho que não, foi uma decisão dele.
Otávio correu para casa de Vivian.
V:Otávio!
L.F:Você tá bem cara? Está meio estranho...
O:Vocês venceram, eu sou uma besta, Vivian pode me socar, você tem todo o direito. Mas uma coisa eu garanto, eu vou trazer a Lívia de volta, nem que eu tenha que parar a minha vida pra isso.
V:Mas Otávio ela não diz onde está. Você viu? As cartas estão todas sem remetente.
O:Não importa, eu vou encontrá-la, eu preciso encontrá-la.

                                                  Fim
                                                            By: Jessica Olyver...


terça-feira, outubro 22, 2013

2° Crazy in Love



D: Oh Dona Neuta, vem aqui um pouquinho, senta aqui. (segurando na mão dela, e sentando na cama de novo)
N: Que foi Dinho? Não posso ficar  mais aqui não, preciso ver algumas coisas pro Rodeio, e você também... Não?
D: É mais antes, vou contar uma coisa pra Senhora que o Tião veio falar pra mim.
N: O que?
D: Eu vou montar em Miami!
N: Que noticia boa Dinho... To muito feliz por você meu amor. (acariciando o rosto dele)
D: Então Dona Neuta, sabe que que é?
N: Hum?
D: É que vai ser daqui a uma semana.
N: Como assim? Você não vai montar no rodeio aqui de Boiadeiros?
D: Ó Dona Neuta se a Senhora quiser eu não vou não viu.
N: Que isso Dinho? Mais é claro que não, você vai sim.
D: Mais é quase dois meses.
Neuta ficou em silencio.
Ficou pensando que agora toda aquela surpresa teria que esperar. Isso era o que ela estava pensando naquela hora, mais também ia sentir muita falta de Dinho, o que era aquilo? Mais de 1 mês, porque isso? Era quase que um atentado a vida dos dois. Neuta e Dinho eram praticamente um só, até o nome deles era como se fosse um só.
Estava perdida em seus pensamentos quando...
D: Ow Dona Neuta? Que que foi?
N: Ainnn vou morrer de saudade. (já levantando e o abraçando)
D: E eu então? Vou fica igual que nem aquela vez, só sonhando com a Senhora.
N: Dinho, eu também.
D: Agora to perdido, vou deixar minha viúva aqui sozinha, vai encher de calçudo atrás, principalmente aquele Delegado lá.
N: Não interessa, eu só quero o meu peão.
D: A Senhora não fala assim não que eu fico doido viu. Eu vou agarrar a Senhora.
N: Mais é verdade mesmo. (ainda em seus braços, sorriu)
Dinho a segurou e a levantou no ar.


Aos beijos, ela deu alguns tapinhas no ombro dele, pra que a colocasse no chão.
N: Nossa, me deu tontura.
D: Me desculpa Dona Neuta.
N: Não foi nada Dinho
D: A Senhora senta aqui...
N: To bem Dinho to b... (e desmaiou nos braços dele)
D: NosSinhora, Dona Neuta, acorda...acorda...(desesperado)
D: Detinhaaaa, Bebelaaaaa ow gente acuda aqui, pelo amor de Deus.
Logo as meninas apareceram...
Det: Que que foi?
B: Que gritaria é essa Di... O que que aconteceu?
Dinho estava com a Neuta nos braços a deitando na cama.
D: Eu não sei, ela tava conversando comigo, e ai do nada, ela desmaio.
Det: Eu vou pegar álcool.
B: Olha ela já ta acordando.
Det: Madrinha Madrinha... O que a Senhora ta sentindo?
N: Ai, minha cabeça dói...
D: Trás um copo de água lá gente, pelo amor de Deus. (sem tirar os olhos da Neuta)
N: Eu to bem gente.
D: Coloca uma roupa, vou levar a Senhora no medico.
N: Eu não vou não, já disse que to bem, foi só uma queda de pressão.
D: Mais não é melhor vê isso ae Dona Neuta?
P: É mesmo Madrinha.
N: Não, já disse que não e pronto. E vocês (se referindo as afilhadas) que que tão fazendo paradas ae que ainda não terminaram o almoço?
Det: É que o Dinho chamou.
P: A gente tava preocupada Madrinha.
N: Ahhh que lindas vocês, mais agora já viram que eu to bem, então podem voltar pra cozinha.
B: Nossa Madrinha...
Det: Tamo indo Madrinha. Tamo indo.
E assim saíram.
D: Meu Deus do céu Dona Neuta, a Senhora não faz mais isso ai não viu?
N: Não foi nada Dinho.
D: Eu fiquei doido.
N: Own que bunitinho. (sorrindo pra ele)
D: Não faz mais isso.
N: Foi só uma queda de pressão mesmo. Pode ficar sossegado Dinho.
Dinho sabia que quando Neuta dizia não era não, se ela resolveu não ir ao medico, e ele tinha plena consciência que ele não ia convencê-la.
N: Bom deixa eu sair dessa cama, que já fiquei nela tempo demais.

E assim se arrumou, comeu uma fruta e saiu...
No fim de semana  teria um desfile do Junior no Rio de Janeiro, ele já sabia dessa ideia da Neuta, mais agora com essa viagem pra Miami do Dinho ela tinha que avisa-lo.
Não podia viajar, estava atarefada demais com o Rodeio tão próximo, fora também que ia aproveitar esse tempo pra aproveitar o Dinho.

E assim a semana ia passando, Neuta estava indo quase todo o dia na casa do Seu Laerte,quando precisava resolver alguma coisa na casa do Seu Paulo Emilio, também era na casa do Seu Laerte as reuniões.
E isso estava deixando Dinho possesso de ciúmes.
Na quarta feira...
Neuta fez a mesma coisa, acordou e já estava quase pronta pra sair, mais nesse dia ela ia passar na casa da Mazé depois.

12° Crazy in Love

E assim se passou 5 meses...
Neuta estava com uma barriga linda... Já sabia que seria uma menina... Vitória, naquele dia de Rodeio quase perdeu sua filha, mais a vontade que tinha de ser feliz com o Dinho e aquela vida que se formava em seu ventre era mais forte.
Dinho teve algumas esfoliações, quebrou o braço esquerdo e a perna esquerda, mais a essa altura já estava todos recuperados.
Dinho ficou em coma... Nada mais fazia.
Junior  já havia voltado a trabalhar nos desfiles, estava na temporada em Milão a  meses.
Ficou o Maximo de tempo que conseguiu, até sua mãe se recuperar.
As meninas estavam cuidando da casa, Zeca ficou responsável pela a administração da Fazenda.
E Neuta inteiramente dedicada na recuperação de Dinho, o médico disse que não tem previsão pra ele acordar, mais ela tinha fé.
Os primeiros tratamentos, as cirurgias e tudo mais, foram feitos no Rio de Janeiro assim que Dinho conseguiu ser transferido, quando terminou todo esse processo e entrou em coma, voltou pra Boiadeiros. Como o médico precisava fazer alguns exames diários em Dinho, ele não pôde ficar na fazenda, mas estava bem acomodado no hospital de Boiadeiros.
Neuta vai todos os dias visitá-lo, leva flores... Fica a tarde toda, mais a noite vai pra fazenda, não pode dormir ali naquele estado.
Ela entrou no quarto e se sentou ao lado. Com cuidado segurou a mãe dele e começou a conversar com ele.
N: Ai Dinho, como você é cabeça dura, quantas vezes já não disse que o único homem que me interessa é você... Você é o meu peão, é você que eu quero... (já com lagrimas nos olhos) Eu não te perdoar se você não ver a nossa filha crescer. Dinho... (já chorando) Acorda vai... Por favor. (o beijou a mão)

Assim ficou a tarde toda ali, contava as fofocas de Boiadeiros, contava tudo, as coisas que já havia comprado pra bebe.
N: Vai se chamar Vitória Dinho, nossa pequena Vitória. Você precisa acordar logo meu amor...
Neuta foi pra casa, suas costas doía muito, cada dia estava indo pra casa mais cedo.
E assim os dias foram se passando.
Certo dia Neuta estava lendo um livro na cadeira um pouco longe quando...
D: Dona Neuta? (baixinho)
N: Dinho!? (já se levantando o mais rápido que conseguia)
D: MinhaNossinhora, a senhora ta linda demais com essa barriga.
N: Dinho! (já chorando, foi ate ele e deu um beijo) Calma, não fala muito, eu vou chamar o Doutor.
D: (sorrindo)

Neuta foi o mais rápido que conseguiu.
O Doutor logo apareceu no quarto.
Med: Até quem fim ein Peão! (sorrindo)
D: Que isso Doutor. (sorrindo)
Med: O que ta sentindo Dinho?
D: O Home mais feliz do Mundo Doutor! (Já olhando pra Neuta)
N: (sorrindo)
Med: (sorrindo) Imagino, a cabeça não dói? As pernas consegue mexer?
D: Sim, tudo direitinho Doutor.  (sem tirar os olhos da sua viúva)
Med: Mais mesmo assim vou fazer uns exames finais.
D: Quando posso ir?
Med: Epa, não é assim ainda, vou fazer os exames dependendo dos resultados talvez daqui uns 4 dias.
D: (Sorrindo feito um bobo pra Neuta, que por sua vez estava igual a ele)
Med: Bom... Licença.
Ficaram em silencio por um momento, até que Neuta se aproximou da cama, e sentou pertinho dele, ele já estava sentado na cama.
N: Dinho, eu quero que você saiba...
D: Ow Dona Neuta, me desculpa viu, a Senhora não tem que explicar nada não, eu sou uma besta mesmo.
N: Xiiiii... (colocando o dedo na boca dele) Não fala assim de você.
D: Mais é verdade...
N: Para com isso, o que importa é que você ta bem, e que ta acordado.
D: Achei que não ia ver minha princesa Vitória, nome lindo esse viu Dona Neuta.
N: Você... Você, como você sabe?
D: Ué a Senhora me disse.
N: Você me ouvia?
D: Era como um sonho, mais ouvia sim.
N: Ai Dinho... (já chorando de novo)
D: Ow Dona Neuta não chora não, que eu choro também.
Neuta se aproximou e deu um selinho nele.
E assim se passou algumas semanas...

Dinho já estava de volta a fazenda, graças a Deus tudo não passou de um terrível pesadelo, agora a único assunto na fazenda e em Boiadeiros inteiro é o nascimento da pequena Vitória, Junior já estava de volta a fazenda para a espera dela.
Neuta já não aguentava mais de ansiedade.
Dinho estava encantado, não deixava Neuta fazer nada, café ele levava na cama, a ajudava a se vestir e tudo mais, faltava dar de comer na boca.
Neuta estava pra ganhar Vitória a qualquer momento...
Estavam todos dormindo...
Junior, Zeca, Detinha ,Penha,Bebela, Dinho e só Neuta que não, revirava de um lado para o outro, a barriga já estava enorme e o calor era demais.
Neuta levantou e resolveu tomar banho, um perigo, já que sua barriga estava grande e o banheiro iria ficar escorregadio.
Mas mesmo assim foi...
Entrou no banheiro e como ia tomar um banho rápido para refrescar não encheu a banheira, apenas ia no chuveiro mesmo.
Tirou a roupa e ligou o chuveiro, a água estava quase gelada, Vitória se mexia muito, talvez Neuta a tivesse acordado com o barulho da água em sua barriga.
Começou a se ensaboar, ate que...
D: Hum.... ta querendo me mata do coração Dona Neuta? (a abraçando por trás)
N: Dinho! Que susto. (acariciando as mãos dele)
D: Desculpa não quis assustar a Senhora. (passando a mão na barriga dela)
N: Ta com calor também?
D: Um pouco, mais esse banho gelado é só pra faze companhia mesmo. (sorrindo)
N: Que fofo Dinho.
Dinho estava já todo molhado também, estavam nus, embaixo de uma água que pra Dinho estava um gelo, mas para ela estava perfeita, as mãos de Dinho estavam massageando o corpo todo dela.
A Boca estava brincando com a orelha dela.
Neuta estava com os olhos fechados, sentindo aquele momento, aquela massagem dele...
N: Dinho (com voz de bebada)
D: Hum?
N: Não provoca...
D: Desculpa. (sorrindo) (já se afastando)
Terminaram de se refrescar, Dinho ajudou Neuta a colocar a camisola, ela estava em frente ao espelho...
D: MinhaNossinhora não vejo a hora da minha princesinha nascer...
N: Nem eu Dinho, nem eu...
D: Como será que ela vai ser neh? Será que vai te o Zoião verde assim igual o da Senhora?
N: (sorrindo) Eu ia adorar se ela fosse parecida com você Dinho.
D: Comigo? Não ela tem que se igual que nem a Senhora.
N: (sorrindo)
D: Vai ser a bebe mais linda desse mundo.

N: Vai sim Dinho, a gente vai ser muito feliz viu.

18° Crazy in Love (Fim)

A essa altura a pequena Vitória já estava nos braços do Junior, os olhos de Dinho já estava brilhante com as lagrimas que já formavam.
Ela veio em direção ao meio do palco... E ele foi indo em direção a ela, com os olhos vidrados.
N: Dinho...
Ele agora já estava bem na sua frente.
Ela pegou sua mão e já com olhos cheio de lágrimas...
N: Quer casar comigo?
D: A gente vai fica que nem velhinho assim Dona Neuta?
N: Vai sim Dinho(sorrindo pra ele)
Boiadeiros inteira tinha parado só pra eles.
D: Ow Dona Neuta, mais é claro que eu aceito, aceito se o homem mais feliz desse mundo.
A Abraçou, a beijo , a ergueu no ar...
Todos batiam palmas... Gritavam pra eles, mais eles não ouviam nada.
Pararam o beijo e deram inicio a cerimônia improvisada.
Dinho chorava desesperadamente.
Já Neuta ainda segurava as lágrimas, mas o sorriso estava escancarado em seu rosto.
E assim ajoelharam diante do padre e começou a cerimonia.
Dinho não conseguiria dizer com palavras o que estava sentindo, eram muitos sentimentos de uma vez só.
Junior estava já a essa altura com o Vitória nos braços e Elis ao lado como Padrinhos, ela havia chego a pouco só pra cerimônia.
Do outro lado estava Tião e Simone também como padrinhos.
Silvalzinho trouxe com as alianças, era uma cerimônia rápida, mas ambos sabiam exatamente o que iriam dizer um ao outro, até porque as palavras viriam do coração.
Neuta pegou a aliança e colocando no dedo de Dinho começou.
N: Dinho... Hoje eu te aceito como marido, e prometo te amar, com toda a ternura que existe no meu coração. Eu estarei ao seu lado nos momentos felizes...tristes, na saúde e na doença e eu tenho certeza de que juntos Dinho... (ja com as lagrimas formando)vamos realizar todos os nossos sonhos. Que Deus nos mantenha sempre juntos... Apaixonados e felizes.

Dinho estava encantado com tanta declaração de amor de uma vez só pra ele, ainda mais da mulher da sua vida.
Pegou também a aliança e começou...

D: Dona Neuta... Assim... Hoje a gente vai ser marido e mulher. Queria que a Senhora soubesse que pra mim, a Senhora pra mim é um presente de Deus, agora a gente vai dividir, assim a vida neh mesmo, e... Meus dias vão ser cheio de alegria ao lado da Senhora. Aqui diante de Nossa Senhora Aparecida e de todo mundo aqui, eu prometo que vou se seu amigo,companheiro pra dividir tudo, mais tudo mesmo. Prometo que vo se fiel, apoiar a Senhora, vo ta sempre do lado da Senhora, na saúde, na doença e por toda a minha Vida. Viu?!
Agora as lágrimas já estavam descontroladas no rosto de Neuta.
P: Bom... Diante dos votos aqui jurados, eu vos declaro marido e mulher.

Assim terminaram a cerimônia, aquilo parou a festa toda.
Mas Dinho e Neuta não queriam festejar ali não, queriam emendar a festa com a noite de núpcias.
E assim fizeram sumiram daquela festa, nem o buque Neuta se lembrou de jogar.
Neuta e Dinho entraram no quarto aos beijos.
Ela estava de noiva, o mais perfeito sonho que Dinho podia sonhar.
D: Eu só posso ta sonhando.
N: Então vamo sonhar Dinho... Vamo sonhar pro resto da nossa vida.
Se beijaram o clima estava esquentando...
N: Calma Dinho...

Neuta entrou no banheiro e depois de alguns minutos ela saiu com uma camisola.
Dinho estava hipnotizado.
Ele levantou e foi de encontro a ela, a tomou nos braços, e com as mãos bagunçando seu cabelo, a encheu de beijos, beijos fortes que se estendiam por todo o rosto de Neuta.
Ela deitou na cama, e Dinho olhando em seus olhos, e seus olhos percorreriam todo o corpo dela. Ela não moveu se de imediato, passou quase dois minutos na mesma posição que estava, olhando para o seu lado direito. Dinho deitou ao lado e ficaram se olhando. Depois desses longos e excitantes quase dois minutos, ela pareceu transformar-se em outra pessoa. Seus olhos e seu sorriso diziam isso. Ela virou-se para ele e começou a passar as mãos em seu corpo levemente e ele lentamente também fez o mesmo como se quisesse conhecer as curvas dela ainda cobertas pela camisola. Ao chegar nas coxas ela não fez uso de tanta leveza. A língua dele percorreu seus lábios que por sua vez foram mordidos por seus dentes. Ao vê-lo com tanto tesão sem sequer ter a visto nua ao menos, Neuta fechou os olhos. Ao abri-los ele já estava em cima dela nua a olha-la nos olhos.
D: NosSinhora, é amor dimais da conta.
N: (sorrindo)
Segurou tão firmemente a sua cintura que nem percebeu que ele estava levantando sua camisola para deixar livre seu corpo de qualquer coisa que o deixasse coberto.

Neuta começou a retirá-la, mas ele segurou firme em suas mãos querendo dizer que ele mesmo faria isso. Antes segurou nos cabelos dela, o puxou numa mistura de leveza e grosseria e encaixou seu rosto em seu pescoço.
Sentiu o cheiro e o gosto dele deixando-a assim arrepiada dos pés a cabeça. Ainda estava só começando. Ele desceu um pouco mais, sentiu o tamanho dos seios dela com seus lábios e os deixou arrepiados com sua respiração e medição.
Dinho parou, olhou para ela e percebeu o quanto ela já estava desnorteada. Mais um beijo a língua de Dinho e a dela pareciam dançar num mesmo ritmo.
Sua respiração forte como a dela fazia seus corpos mexerem-se. O conjunto do beijo mais respiração mais mãos nos seios e outrora na cintura era perfeito!
O melhor ainda estava por vir. Ele parou de beija-la... Alisando-a dos pés para as coxas, Dinho abriu as pernas e passou a morder levemente as coxas e a sentir com sua língua o sabor da pele dela.
Depois de fazer várias vezes esse passeio entre coxas, Dinho passou a beijar o que não era a boca dela. Tudo ao seu redor ficou embaçado, duplicou... Ela ficou indecisa, não sabia se mordia ou lambia seus próprios lábios, se ela falava algo, para que lado deixar a cabeça, já que ele movia-se de um lado para o outro, se ela olhava para ele... Ela fez tudo isso ao mesmo tempo, e obviamente não tinha o controle para decidir o que fazer. Ficou tudo muito descontrolado! Ele sabia exatamente onde estava... Sabia quais as reações que ela teria com cada movimento que sua língua fazia.
No movimento de beijo ela jogava seus braços para trás como se estivesse voando.
No movimento em que ele rodeava com a língua seu ponto de prazer ela colocava as mãos na cabeça de certo para não perder o juízo.
No movimento em que ele a tocava apenas da ponta de sua língua ela curvava seu corpo, Neuta olhava para ele e sua boca se abria e novamente seus lábios ela mordia. No movimento final desta etapa onde ele percebeu que seu céu cabia quase todo em sua boca, ele segurou forte o seu cabelo, pois, o corpo todo de Neuta pareceu estar tendo um ataque epilético.
Ela o puxava para cima dela, pois, o que ele continuava a beijar estava sensível demais. Ele voltou a beijar  Neuta... A boca, para que ele sentisse o  próprio gosto enquanto suas mãos percorriam o seu corpo que ainda estava adormecido, mas, a dormência logo sumiu quando ele se posicionou ao sentir o resultado do que fez sua língua.
Os movimentos começaram...



Eram fortes com desejos, felicidade, carinhos... Amor.
Neuta sentiu o céu dela junto ao dele, literalmente tinham se tornado um só.

Continuaram nesse ritmo e chegaram ao Maximo de prazer.
Os corpos relaxaram, ele em cima dela, ela alisando as costas dele... Ele levantou, olhou para ela e falou:

D: Eu acho que vo explodir de tanta felicidade Dona Neuta.
N: Eu te amo tanto Dinho...tanto.
E assim passaram a primeira noite como marido e mulher.

No outro dia Neuta acordou por último, parecia que o que havia vivido era um conto de fadas.
Se trocou e foi para a sala...
Estava toda a sua família a espera de um delicioso café da manha.
Até Maria Elis e Sinvalzinho.
Estavam todos comentando sobre o casamento.
Dinho estava na área com Vitoria, Neuta foi até eles...
N: Dinho (sorrindo) tadinha... Ela vai ficar toda torta. (sorrindo)
D: Ow Dona Neuta olha como ela fico quietinha, ó só que bunitinha Dona Neuta?



Ela sentou ao lado dele e encostou a cabeça no ombro dele...
D: Que que foi Dona Neuta?
N: Eu... To muito feliz Dinho... (chorando)
D: Mas não chora não Dona Neuta... Senão eu choro também...
Neuta sorriu pra ele...
N: Ai Dinho. (sorrindo)
D: O que? (sorrindo)
N: É amor dimais da conta. (sorrindo)
D: (sorrindo)
E aquele foi o primeiro dia do resto de uma vida de sonhos ao lado do peão que mudou a vida de Neuta...
                                                       FIM
                                                   
                                                    By- Jessica Olyver




sexta-feira, outubro 18, 2013

20° (Final) The Last Dance

Algumas horas depois.
Hélia acordou com Fidélio ao seu lado.
H:Leal! (ameaçando levantar)
No mesmo instante ela sentiu uma pontada na cabeça e na perna e voltou a deitar novamente.
F:Hélia minha amiga, fica calma está tudo bem.
H:O que aconteceu? Onde está o Leal? Ele tá bem?
F:Fica calma, está tudo bem com o Leal.
H:Eu o vi, eu o vi com mascara de oxigênio.
F:O que aconteceu foi o seguinte, um carro veio em alta velocidade pra cima de você e Leal Cordeiro te empurrou e entrou na frente.
H:E como assim você me diz que está tudo bem?
F:Foi mais um susto, quando  Leal te empurrou você acabou batendo a cabeça e desmaiou.
H:E ele ? Como ele tá?
F:Ele teve que fazer uma pequena cirurgia no pulso.
H:Mas eu o vi com oxigênio, você tá mentindo pra mim, Fidélio! (já chorando)
F:Hélia, ele estava com oxigênio porque quando ele te viu no chão, desacordada e com sangue escorrendo da cabeça ele pensou logo o pior e teve uma ameaça de infarto.
H:Mas eu me lembro que...
Nesse instante Nelinha, Zeca e Sérgio entraram no quarto interrompendo sem perceber.
S:Hélia, o que você está sentindo? Está tudo bem?  (foi se aproximando da cama) Está precisando de alguma coisa? Se quiser posso pedir pra te levarem pra um quarto maior e... (foi interrompido)
Ela passou delicadamente as mãos pelo rosto dele, mãos essas que estavam com vários arranhões.
H:Está tudo bem. (sorrindo) Eu estou bem.
Sérgio começou a chorar.
F:Sérgio... (penalizado)
Zeca e Nelinha assim como Fidélio ficaram sem reação. Ninguém tava esperando.
S:Eu achei... Eu... Eu senti tanto medo.
Hélia com certa dificuldade se aproximou dele envolvendo-o num abraço frágil.
H:Me desculpe pelo susto. (sorrindo) Mas agora está tudo bem. (enxugando-lhe as lagrimas)
Ele deu um beijo carinhoso no rosto dela e a abraçou novamente.
Um tempo depois Zeca e Nelinha deram notícias de Leal e precisavam ir. Afinal ia entrar a madrugada.
F:Podem irem sossegados eu cuido dela.
S:Eu não vou conseguir te deixar aqui... (foi interrompido)
H:Eu sei que amanhã você tem uma importante reunião. Vai sossegado eu estou bem, prometo que qualquer coisa eu peço pra te avisar.
Depois de muita insistência de Fidélio ele deixou Hélia naquele hospital.
Era quase 1hrs da manhã, Hélia não conseguia dormir.
Em seu pé esquerdo havia uma bota que a apertava, havia torcido o calcanhar e em sua testa no inicio do couro cabeludo pouco acima do fim da sobrancelha um curativo para cuidar do dois pontos que levou pelo corte fundo ao ser empurrada.
Fidélio percebeu a inquietação de Hélia.
F:Hélia?
H:...
F:Você quer alguma coisa? Uma água? Quer que ajeite o seu travesseiro ou...
H:Quero ver o Leal!
F:Mas você não pode sair daqui. (nervoso ao vê-la tentando se levantar)
H:Fidélio... Por favor.
F:Ele deve estar sedado ainda, e a essa hora vocês nem vão poder se falar.
H:Eu só quero vê-lo, eu preciso ver ... Só ver. (implorando)
F:Eu sei que vou levar uma enorme bronca da enfermeira, mas... Vamos vai.
Fidélio a ajudou levantar-se, foram até o quarto de Leal com grande dificuldade, afinal Hélia estava com o corpo todo dolorido, estava apoiada a Fidélio praticamente 100%.
Assim que abriram a porta do quarto de Leal viram ao lado Faustáço cochilando, mas o mesmo logo acordou ao perceber a porta fechando.
Fa:Hélia, como está? (cochichando)
H:Estou bem, e ele? (referindo-se a Leal)
Fa:Estava inquieto, queria ir te ver mas assim que tomou o medicamento dormiu de novo.
Hélia sorriu ao ouvir isso, ele queria vê-la mesmo tendo passado por uma situação pior que a dele.
Fidélio puxou uma cadeira ao lado da cama de Leal e acomodou Hélia lá.
F:Que tal tomarmos um café na lanchonete do hospital enquanto isso Faustáço?
Fa:Acho uma ótima ideia.
Assim que saíram Hélia segurou as mãos dele.
H:Eu não conseguiria ficar nem mais um minuto sem te ver, eu nem pude acreditar quando Fidélio me disse que você estava bem.
Tudo minha culpa... Se eu não tivesse voltado... (chorando baixinho)
L:Eu teria morrido... Morrido de tristeza.
Leal falava baixinho, provavelmente o sedativo ainda fazia certo efeito.
Hélia chorava ainda mais agora.
L:Eu estou tão feliz que você está bem. (sorrindo pra ela)
H:Porque fez isso?
L:Porque eu jamais conseguiria viver em um mundo que você não existisse.
Hélia não conseguia segurar as tímidas lágrimas.
H:E quem foi que te disse que eu conseguiria viver em um mundo sem você?
L:Ah Hélia. (A puxando para um beijo)
H:Me perdoa, me perdoa...
L:Me perdoa você, uma vez eu te disse que olhar para o seu rosto me faria infeliz, disse que nunca mais queria lhe ver.
Te enchi com palavras horríveis, palavras essas que eu sei que você nunca mais vai esquecer. Me perdoa por ser um rei que não consegue se quer provar para a sua rainha o quanto ele a ama, o quanto não existe nem reino que dirá um rei sem ela.
Me perdoa por não ter cumprido a promessa de passar os meus dias e as minhas noites vivendo o nosso amor.
Hélia o beijou delicadamente e disse:
H:Não posso julgar o meu rei agora (sorrindo) se nem ao menos sei como ser uma rainha.
L:Eu sinto os meus olhos pesados... (com a voz baixinha)
H:Dorme... Dorme que hoje você não foi o meu rei, você foi o meu herói. (afagando os cabelos dele)
Leal sorriu já com os olhos fechados, agora não ouvia mais nada, dormiu.
Ainda era de madrugada quando Fidélio chegou com Hélia de volta ao quarto.
F:Zeca e Sérgio me matam se souberem que eu te tirei dessa cama tão cedo.
H:Ninguém vai ficar sabendo (se ajeitando na cama)
F:Bom, pelo menos você viu que Leal está bem.
H:Ele ficou bem, mas eu me lembro que eu vi você vindo da direção do carro e...
F:O que você quer saber? Se eu sei quem estava dirigindo? Eu não... (foi interrompido)
H:Você sabe!
F:..
H:Fidélio! Quem era? Me diz...
F:Hélia, a pessoa já está pagando pelo que ela fez...
H:Eu quero o nome Fidélio, eu quase morri, ou pior... O Leal poderia ter morrido! (nervosa)
F:Não fica nervosa, por favor.
H:Ou você me diz, ou a nossa amizade acaba aqui.
F: Foi a Iolanda!
Hélia sentiu o corpo todo formigar, a vontade que tinha era de levantar naquele mesmo instante e ir dar-lhe uma boa surra.
H:Desgraçada!
F:Shii Hélia, não fala alto minha amiga, são 2hrs da manhã.
H:Fidélio, Fidélio isso é muito grave, essa louca deve ser presa.
F:Ela está respondendo um processo.
H:Um processo? De nada adiantaria um processo se o Leal tivesse morrido. Ela me odeia tanto a ponto de ferir o Leal, o homem que ela diz que amou.
F:O Plano não era esse. Hélia quando ela jogou o carro... Era pra acertar em você, mas Leal apareceu e se jogou na frente.
H:..
F:Por isso sabemos quem foi, quando ela viu que Leal foi atingido ela entrou em um estado de choque e parou o carro, foi quando eu fui até lá já que você já estava sendo atendida.
H:Estado de choque? Estado de choque ela vai ficar quando eu encontrar com ela.
F:Você não vai fazer nada, Hélia, ela já está pagando por isso.
Hélia assentiu, disse que faria isso mesmo, que o mais importante agora era a recuperação do Leal.
“Agora”, mas não disse nada sobre o “Depois”. Mas quem conhece Hélia Pimenta, sabe que isso não vai ficar assim.
Os dias passaram, Leal ficou no hospital durante quase 3 semanas, isso não seria necessário se o mesmo não tivesse tido o inicio de uma infecção nos pontos do pulso.

No apartamento de Leal.
Fidélio andava atrás da amiga pra lá e pra cá.
A mesma andava mancando pelo quarto todo de Leal.
F:Hélia, você não pode se esforçar tanto assim.
H:Eu não sei porque ainda não tiram essa coisa do meu pé, eu já estou bem, não dói mais, e a noite eu já fico sem ela.
F:É porque você torceu, qualquer mau jeito durante esse tempo pode dar algum problema.
H:Pode dar problema nenhum, esse pessoal de hospital que exagera.
F:Por falar em exagerar, você não acha que isso é muita coisa? Era pra você só pegar umas duas peças de roupa para a alta do Leal.
H:Não, preciso levar tudo que ele possa usar, porque depois que estiver lá não vai dar pra voltar meu filho.
Fidélio sorria, a amiga estava feliz, feliz como nunca devia ter deixado de ser.
Era o dia da alta de Leal, Hélia havia passado todo esse tempo no hospital com ele, o que foi um problema já que a mesma também tinha que repousar, mas como havia recebido alta muito antes que ele, não havia quem a convencesse do contrário.
Só conseguiram que ela fosse pra casa quando disseram que Leal iria ter alta, que era pra ela dormir em casa e no dia seguinte trazer algumas peças de roupa para ele.
H:Pronto! Vamos?
F:Vamos pra onde com você levando essa enorme mala?
H:Fidélio!
F:Me dá aqui. (pegando a mala da mão dela)
H:Ah, não precisa tanto.
F:Vamos. (abrindo a porta pra ela)
Assim que chegaram ao elevador antes mesmo de fecharem.
H:Esqueci os sapatos!Ah meu Deus. (saindo do elevador)
F:Não, desça e me espere na portaria, eu desço com os sapatos, são aqueles que você deixou na cômoda não é?
H:É, esses mesmo.
F:Então eu já volto (tirando a mão da porta do elevador)
Fidélio sabia que se Hélia voltasse para buscar os sapatos voltaria no mínimo com mais uma mala.
O elevador parou naquele andar antes de chegar ao térreo.
Assim que a porta abriu...
I:Você? (voltando)
H:Volta aqui! (puxando a para dentro do elevador)
I:Me solta, eu não preciso usar o elevador agora.
Hélia puxou o botão de emergência.
Iolanda estava diferente, provavelmente andava meio disfarçada, afinal... O acidente ocorreu em frente ao Titã, muitos vizinhos a viram.
Hélia estava fora de si, sabe se lá o que seria capaz de fazer, afinal Leal poderia ter morrido.
I:Eu não sei o que você quer comi...
Hélia deu um intenso tapa do lado esquerdo do rosto de Iolanda.
I:Sua...
Assim que Iolanda foi levantar a mão para revidar o tapa, Hélia seguro, impedindo o mesmo.
H:Você não tem o direito de revidar, não depois do que você fez.
I:Eu não fiz nada!
H:Eu já sei de tudo, para com esse teatrinho.
I:..
H:Vaca!
Iolanda começou a chorar, mas em nenhum momento abaixou a cabeça, olhava com superioridade para Hélia.
I:Porque? Porque você? O que é que você tem de tão especial? Uma bailarina fracassada, velha... Uma pessoa que...
Hélia deu mais um tapa nela, mas nesse momento ela já estava saindo de si e foi para cima de Hélia, com certeza esse elevador iria demorar.
Uma segurou no cabelo da outra, ambas estavam descontando não somente esse acidente, mas tudo... Tudo o que passaram por causa da outra.
Porém Iolanda pensava estar em um pé de igualdade com Hélia, uma ilusão pensar isso, afinal... Hélia perdeu muito mais, sofreu muito mais.
Mas nesse momento, nada mais importava. Quem iria separar aquela briga? Ninguém...
Iolanda era mais alta que Hélia, por isso tinha certa vantagem ao puxar os cabelos da rival.
Hélia lembrou então que tinha algo a seu favor.
Com aquela enorme bota que tinha em seu pé, ela pisou no pé de Iolanda para que a mesma soltasse seu cabelo e com a outra perna deu uma joelhada no estomago de Iolanda.
Doía, doía muito... Foi aí que ela ficou vulnerável e Hélia a jogou no chão. Posicionou-se em cima da mesma e descontou tudo, todo o sofrimento que sentiu toda a dor de ter que sair do país para não sofrer mais, o susto de quase perder o amor da sua vida.
No inicio Iolanda conseguia seguras os braços de Hélia, mas em certo momento depois era inútil.
A nossa bailarina chorava e em meio a lagrimas descontava com menos força aquela dor no rosto da enfermeira.
H:Me matar... (ofegante) Me matar nunca te traria de volta o Leal...
I:Cala a boca... (sussurrando)
H:Porque é a mim que ele ama, porque eu?O que eu tenho de tão especial?
Hélia mesmo com os arranhões no rosto sorriu para ela e disse:
H:O coração dele, Leal me entregou o coração dele na noite que fizemos o Zeca. E é por isso que ele nunca seria seu.
Hélia a encarou.
H:Essa história não é sua!
Iolanda cuspiu no rosto de Hélia.
Ela fechou os olhos e limpou o rosto.
H:Se isso te faz se sentir melhor...  (levantando-se)
Hélia apertou novamente o botão do térreo e enquanto Iolanda tentava se levantar ela completou.
H:Suma daqui, suma do Titã, suma das nossas vidas. Eu não quero ter que ver o seu rosto nunca mais nessa vida.
A enfermeira estava sentada no chão do elevador segurando o nariz, o mesmo insistia em sangrar.
Quando a porta do elevador abriu, Fidélio estava aflito, afinal foi mais de meia hora dentro daquele elevador.
F:Hélia! Pelo amor de Deus o que... (assustado)
Hélia estava com o cabelo em pé, um enorme arranhão no rosto, mas quando Fidélio viu que dentro do elevador havia alguém ele logo olhou para Hélia.
F:O que foi que você fez, Hélia?
H:Só desabafei um pouco com a EX vizinha.
F:Meu Deus (indo em direção a Iolanda)
I:Sai! Eu não quero ajuda de ninguém, eu posso muito bem sair daqui sozinha.
H:Ouviu Fidélio? Ela pode ir sozinha, vamos buscar o meu marido logo.
Fidélio ficou preocupado.
A caminho do hospital Hélia se ajeitava.
F:Hélia, o que foi que você fez? Ela estava sangrando muito.
H:Eu? Não fiz nada demais, foi só uns tapas bem dados, talvez tenha batido de um mau jeito.
F:Mau jeito? Hélia...
H:Ai Fidélio, já foi, vazo ruim não quebra.
Leal nunca soube dessa briga, muito menos de que foi Iolanda que tentou matar Hélia, acharam melhor poupá-lo. O mesmo até hoje acredita que foi um homem embriagado.
Hélia mudou-se para o apartamento de Leal, foi surpreendida com um buque de flores acompanhado de um sincero pedido de desculpas de Gorete no dia em si.
Reabriu a escola de dança e com muito sucesso, afinal de contas a temporada de coreografias fora do país trouxe-lhe muitos benefícios.
Sérgio voltou para Nova York depois da alta de Leal, ele foi ainda Amanda Hélia, mas soube respeitar a decisão dela, tanto que não descontou em Leal. Como pessoas civilizadas despediram-se prometendo se encontrarem para um jantar um dia desses.
Mas ao despedir-se de Leal a sós, reforçou a promessa de que o mataria se fizesse Hélia sofrer novamente.

Era noite de lua cheia quando Hélia esperava Leal vir buscá-la para ir para a casa juntos.
A escola já estava fechada e a mesma ouvia a musica deles e olhava o céu pela janela.
Sentiu os braços do seu rei envolvendo-lhe a cintura.
L:Me diz aonde é que você esta, pra eu poder te alcançar.
H:Estou no paraíso, ao lado do homem que eu amei a minha vida inteira e quero amar até os últimos dias da minha vida.
L:Que seja eterno esse teu desejo (puxando a para dançar)
Hélia sorriu...
L:Minha bailarina. (sorrindo)
Leal apertava-a contra seu peito e sorria com os olhos fechados enquanto fazia os passos da dança que o corpo já sabia como dançar.
L:Agora sim...
H: O que?
L:Se eu morrer eu morro feliz.
Hélia o calou com um beijo.
H:Prometa que nunca mais vai dizer isso, nós nunca... Nunca teremos uma ultima dança. Porque o nosso amor  é tão forte que ele ultrapassa até a morte.
Leal sorriu para ela e parou a dança.
L:Eu prometo... Minha rainha.
Sorriram e continuaram a dança...

                                                   FIM

------------------------------------------------------à By: Jéssica Olyver






quinta-feira, outubro 24, 2013

24° Confidências (FIM)

Eu estava cansada, era muita coisa acontecendo em tão pouco tempo, cheguei e fui me deitar, Paulo ainda não havia chego.
Ouvi um barulho no andar de baixo, reparei que havia dormido demais, já eram  5hrs da manhã.
Então desci pra ver o que era, ouvi que Paulo estava nervoso. Encostei minha cabeça na porta pra ouvir o que era.
N:Eu não vou te colocar na cadeia seu infeliz, eu vou é te matar, pra você nunca mais se aproximar de nenhuma criança, seu nojento, lixo.
P:Ouça Natalia, fala baixo, minha mulher e minha filha estão em casa e aponta essa faca pra lá.
N:Filha?Você tem uma filha?
Paulo ficou em silencio.
N:Como um pedófilo filho da mãe como você tem uma filha?
P:Cala a boca, você não sabe o que esta dizendo.
No mesmo instante que eu ouvi isso eu corri pro quarto de Julia.
Assim que cheguei vi minha filha chorando num canto. Agora tudo fazia sentido, por isso ela passou a ter medo do escuro, por isso ela não quis que as amiguinhas viessem em casa. Droga, que droga de mãe eu sou que não percebi isso?
J:Mãe!
Assim que me viu Julia correu e me abraçou forte, como se estivesse vendo a salvação a sua frente.
Imaginei o que podia ter acontecido. Fiquei fora de mim.
L:Filha, fica aqui e não saia de maneira nenhuma tudo bem?
J:Não mãe, fica aqui comigo.
L:Julia, está tudo bem agora, eu já volto, ninguém mais vai fazer nada com você, entendeu?(mexendo no cabelo da menina)
Julia apenas chorava...
L:Confia em mim?
J:Confio
L:Já volto.
E assim eu desci, a mulher estava fora de si, no meio da sala com a faca na mão apontada para o Paulo.
Eu olhei para os dois e fiquei imaginando.
Quem é esse homem que eu dorme comigo? Que abusou da própria filha, e essa mulher? Será que ele fez o mesmo com a filha daquela mulher?
P:Lívia, fica fora disso.
Eu fingi que não tinha ouvido, estava olhando a mulher, quem sabe eu não a conhecera antes?
N:Senhora Lívia Strauss, prazer meu nome é Natalia Rodrigues, vim aqui matar o seu marido, esse abusou da minha filha de 8 anos.
P:Meu amor, volta para o quarto, essa mulher é louca, eu nunca a vi na minha vida, muito menos a filha dela.
Eu apenas fui me aproximando, o ódio que eu estava sentindo dele estava saindo de mim.
N:Maldito.
P:Sai daqui, você é uma louca, vou te denunciar por invasão.
Eu não entendi o porque mas o celular dessa tal de Natalia tocou, ela ficou desesperada ao telefone e saiu, mas antes deixou um recado.
N:Vou ter que ir agora. Mas você vai pagar por isso. Maldito.
E dizendo isso ela jogou a faca em cima do sofá e completou...
N:Talvez sua mulher consiga.
E saiu.
P:Amor, vamos dormir, agora essa louca foi embora, olha só pelo que temos que passar.
A mulher sem mais, saiu e depois disso eu nunca mais a vi.
O problema foi depois, eu sabia que ele tinha encostado na minha bebê.
L:Como você pode, Paulo? Sua filha seu nojento.
P:Lívia não é possível que você tenha acreditado nisso.
L:O que ela te fez?(chorando)Ela é só uma criança.
P:Eu não fiz nada, Lívia.
Eu não ouvi nada, quando percebi já estava com a faca na mão, não tive medo em nenhuma hora. Em nenhum momento.
Paulo percebeu isso e assim que percebeu, ele revidou, era mais forte que eu, mais habilidoso. Conseguiu sem o mínimo de esforço me imobilizar, ele estava agora com a faca no meu pescoço .
P:Você não tem como provar nada, eu não fiz nada, eu amo você, mas antes você do que eu.
A faca em um instante não estava mais em volta do meu pescoço e Paulo estava agora encostado numa janela da sala quebrada.
Fernando, ele chegou na hora certa, pegou Paulo e o bateu contra a janela tão forte que a mesma até quebrou,
F:Como ousa tentar mata-la, você é louco?
Agora Fernando estava na situação.
P:Quem é você? Da onde você veio?
Eu só vi quando os dois começaram a brigar, a faca voou ao chão e eu logo a peguei. Até ai eu ainda estava em duvida, se teria coragem ou não, mas cada vez que eu parava pra pensar no que minha pequena passou eu avançava um passo, mas depois pensava que ela precisava de mim, ainda é uma criança. Mas esses pensamentos sumiram da minha cabeça quando Paulo viu que da janela onde estavam perto, ele podia pegar um vidro e acabar logo com aquilo.
Não, Fernando estava se arriscando por mim, não pensei mais, matei Paulo.
No impulso, no desespero, no medo mas matei.
Assim que ele caiu ao chão eu entrei em desespero.
L:Ah meu Deus o que eu fiz?
O Vidro na mão de Paulo se soltou.
F:Você está bem meu amor? Eu não vi esse vidro.
Fernando me abraçava forte.
L:Ah meu Deus eu sou um monstro, eu o matei, eu o matei.
F:Calma, Lívia foi por legitima defesa.
L:Eu o matei, eu o matei, eu sou uma assassina.
F:Espera amor, volta para o quarto com a sua filha eu fico aqui e assumo tudo.
L:Não, isso não é justo.
F:Vamos tirar o corpo daqui.
L:Eu vou ser presa.(em choque)
F:Espera,vamos pensar em alguma coisa.
L:Droga, o que eu fiz? Eu sou um monstro, um monstro.
F:Para com isso, você não teve culpa, a culpa é dele. Para com isso,
Lívia e Fernando iam tirar o corpo de Paulo dali e pensar em algo depois.
Mas os dois estavam nervosos, ainda em choque pelo que acabou de acontecer.
Só que algo que não esperavam aconteceu.
A policia chegou...
Julia...Julia ligou para a policia, mas não sabia que acabou prejudicando quem não era para prejudicar.
L:Ah meu Deus, a polícia.
F:Como assim a polícia?
L:Vai Fernando sai, vai embora.
F:Não, eu vou dizer que fui eu.
L:Não, sai daqui agora.
F:Não Lívia.
Lívia segurou no rosto dele e olhando nos olhos disse.
L:Eu nunca vou te perdoar se você não sair daqui agora, me ouviu bem??
Fernando deu um beijo nela e correu o mais de pressa que pode.
E o resto da história Rio de Janeiro toda conhece.
Otávio, não posso me casar com você por isso, você foi o único que confiou em mim, o único que sempre acreditou na minha inocência, e eu menti pra você, menti o tempo todo.
Eu te amo demais. Quero viver com você o resto da minha vida.
Mas sei que você odeia mentiras, e talvez eu tenha te dito a maior delas.
Vou sair da cidade, mas se você me perdoar... Vou estar te esperando... na minha antiga casa em uma hora. E se você aparecer vou saber que me perdoa, e que poderemos começar uma vida nova, sem segredos sem confidências.Te amo e vou te amar a minha vida toda, Otavio.
Vou viver em paz com Fernando. Na verdade é ele que eu amo. Adeus Otávio, nunca mais me procure.

Otávio lendo aquilo começou a chorar.
O:Como assim? Lívia eu te amo, não faz isso comigo. Porque ele? E a nossa história?
Ele socava a mesa, inconformado.

Fernando chegou no seu apartamento.
F:Ah ah... Agora sim , vou fazer minhas malas, acho que vou viajar com uma linda mulher dos olhos verdes. Saber esperar, a maior virtude de todas.
E assim Fernando comemorou sua pequena armação que teve um belo efeito. Otávio acreditou.
Uma raiva o contagiou que nem ir tirar satisfações ele foi
Lívia estava em sua casa com Julia e as malas prontas, já tinha tirado o vestido, estava pronta pra qualquer decisão, mas o tempo que deu a Otávio estava se acabando.
J:Mãe, não chora...
L:Julia... Desculpa estar te submetendo a isso filha, mas isso é necessário pra que possamos viver em paz.
J:Tudo bem mãe, mas não chora.
Lívia esperou e esperou...Mas nada.
Rio de Janeiro com certeza ficaria na memória, junto com os momentos que viveu com Otávio.
Na cabeça de Lívia, Otávio não a perdoou e por isso ela não disse nem mesmo a Vivian aonde iria. Tinha medo que Otávio soubesse sobre isso e a denunciasse, sabe-se lá o que ele podia estar pensando, ou até odiando ela.
Mas Otávio não estava nem aí se ela tinha realmente matado Paulo. No começo ele acreditou mas com o tempo ele foi ligando as coisas, tinha sua duvida, mas o que Lívia havia feito no passado não interessava, o que interessava era o agora, o que estavam vivendo e o que iam viver.
O que tinha no fim daquele caderno acabou com ele. Ela desistiu dele no dia do casamento para ficar com o amante, era demais.
Lívia deixou o Rio de Janeiro e Fernando foi atrás, sem que ela percebesse é claro, depois de um tempo ia aparecer dando uma de amigo, e dizendo que o encontro foi mera coincidência.
Lívia sentiu o mundo desabar, mas precisava ser forte, não só por ela.
Naquele dia Otávio voltou e se trancou em seu apartamento, em cada canto tinha o cheiro dela, a presença dela. Mas isso ia passar, isso tinha que passar.
No telefone...
L:Estou bem Vivian, eu vou ficar bem
V:Mas você não vai dizer nada?
L:Não, ele podia tentar aquilo que eu te disse.
V:Eu realmente não entendo.
L:Fica tranquila, sempre eu vou te mandar noticias, e Julia esta mandando um beijo para o Matheus, coitadinha nem deu tempo de se despedir.
V:Mas aonde você está?
L:Não Vivian, você está com o Luiz, e Otávio pode ficar sabendo.
V:Lívia eu jamais contaria nada.
L:Eu sei, mas Luiz sim. Enfim minha amiga, eu mando notícias, eu prometo.
V:Mas Lívia.
L:Tchau.

Um ano depois...
Na casa de Vivian, ela e Luiz conversavam.
V:Agora por causa disso Lívia está com medo, não me deixou endereço nem nada, disse que vai apenas me mandar notícias e fotos, pelo menos era até o dia em que...
L.F:Em que o que?
V:Em que...(meio nervosa)em que ela se sinta segura.
L.F:Mas segura do que?
V:Luiz ela tem medo que Otávio a denuncie, sei lá, ela se acha a assassina mais perigosa do Rio de Janeiro e o mundo todo vai estar caçando ela.
L.F:Mas que ideia, ela já foi julgada, já foi. Nada vai mudar.
V:Eu sei, mas ela não acredita. Não estou entendendo o que está acontecendo, Otávio amava Lívia demais para desistir de tudo por causa disso, o conheço. E não achei que essa revelação dela fosse fazê-lo desistir.
L.F:Se fosse só isso ele não ligaria mesmo, ele é louco por ela, o problema foi que ela amava outro.
V:O que?
L.F:Ué, ela não saiu da cidade com o tal do Fernando?
V:Que Fernando o que Luiz, bebeu é? O Fernando estava até no casamento na época, eles não tinham mais nada desde o acidente da Lívia quando ela perdeu o bebê.
L.F:Mas isso está estranho. O que estava escrito naquele caderno além da confissão dela?
V:Eu não vi o caderno. Mas ela me disse na época que deixou claro que o ama, que vai espera-lo a vida toda, e que ia espera-lo uma hora na casa dela naquele dia, se ele não aparecesse ela ia embora e o deixaria pra ser Feliz.
L.F:Estranho.
V:Porque?
L;F:Otávio não me disse isso.
V:Como assim?
L.F:Ele me disse meio por cima, estava irritado chorando que ela traiu ele, que tudo foi mentira, que ela sempre amou outro...Disse que ela tinha ido embora com o Fernando.
V:Meu Deus! Isso é mentira, Lívia passou uma barra e tanto sem ele esse ano.
L.F:Nossa...
V:Precisamos avisar o Otávio, isso tudo deve ter sido uma armação. Eu preciso ver esse caderno.
E assim correram para a casa de Otavio..
Nesse um ano, Otávio namorou algumas mulheres, mas nada demais. Lívia era muito presente na sua vida.
Chegaram na casa dele...
O:Ah ah, vocês estão querendo dizer que tudo isso foi uma armação?
V:Otávio, cadê esse caderno?
O:Eu sei lá onde ele está, devo tê-lo jogado .
V:Como assim?
O:Você é a melhor amiga dela, devem estar querendo alguma coisa.
V;Eu também não vejo Lívia desde aquele dia do casamento.
Otávio toda vez que ouvia essa palavra já queria chorar.
L.F:Eu sei que você não jogou Otávio, toda vez que venho aqui você está com ele, remoendo.
O:Cala boca Luiz, de que lado você está?
Luiz começou a abrir as escrivaninhas da casa, sabia que era praticamente um insulto isso ao amigo, mas Otávio tinha entrado em depressão, não comia direito, estava fumando, não se vestia direito estava um horror, então sabia que era o melhor a se fazer.
L.F:Achei!(indo em direção a Vivian)
Otávio tentou relutar um pouco, mas perdeu.
L.F:Mas você é uma besta mesmo em Otávio.
Vivian com a mão na boca chacoalhava a cabeça, foi até Otávio e começou a bater o caderno nas costas dele.
V:Mas você(cadernada)é(cadernada)uma(cadernada)besta mesmo(cadernada)Otávio (cadernada)ai que ódio de você. Por causa de você eu tô perdendo de ver uma coisa linda.
O:Eu sou uma besta? Agora eu tenho culpa?
Vivian olhou para Luiz como quem diz , eu  vou matar esse cabeça oca.
L.F: Otávio do céu, como você não viu aqui, o caderno esta rasurado, riscado em algumas partes e completado em baixo com uma caneta de tom diferente, a letra também esta bem parecida, mas não é a mesma.
O:Ah tah, o que vocês estão me dizendo? Que a Lívia acha que eu a abandonei e eu acho que ela fugiu com outro é isso? Que ela deve estar linda e feliz me esperando para o resto da vida, é isso?
Vivian respirou fundo e entregou 10 envelopes  para Otavio.
V:Lê, se depois disso você não concordar com a gente que você é uma besta, que temos todos os motivos para querer te socar agora, principalmente eu. Eu desisto realmente de você.
L.F:É meu amigo, dessa vez... você perdeu mesmo.
Vivian e Luiz saíram e ele começou a ler....
As frases que foi lendo foi como facas em seu peito...

“Vivian, hoje fiz minha primeira ultrassom, já posso ouvir o coraçãozinho, acho que Otávio gostaria de ouvir.”
                       “Julia acha que é uma menina”
                                                          “Quero que se chame Pérola se for menina”
“Vivian, prometo que quando nascer eu mando uma foto, mas nos vermos vai demorar um pouco”
                                “Essa semana ele mexeu pela primeira vez, eu sonhei que vai ser menina”
                                                       “Vivian vou saber o sexo  essa semana, mas estou com medo, estou sentindo pontadas muito fortes”

A cada frase dessas era uma lagrima que caía dos olhos de Otávio, como queria ter vivido aquilo. Como queria estar vivendo aquilo, mas agora Lívia estava assustada meio escondida de tudo e de todos.
            As cartas acabaram agora tinha apenas uma foto.
Otavio chorou compulsivamente, as mãos tremiam...

Em algum lugar.
Lívia estava no jardim da sua casa



L:Own meus amores, a mamãe promete que vai falar do papai todos os dias.
J:Mãe, a gente não vai voltar?
L:Não...
J:Mas a Pérola e a Esme (Esmeralda)não vão conhecer o Otávio?
L:Julinha, não sei... Por enquanto acho que não, foi uma decisão dele.
Otávio correu para casa de Vivian.
V:Otávio!
L.F:Você tá bem cara? Está meio estranho...
O:Vocês venceram, eu sou uma besta, Vivian pode me socar, você tem todo o direito. Mas uma coisa eu garanto, eu vou trazer a Lívia de volta, nem que eu tenha que parar a minha vida pra isso.
V:Mas Otávio ela não diz onde está. Você viu? As cartas estão todas sem remetente.
O:Não importa, eu vou encontrá-la, eu preciso encontrá-la.

                                                  Fim
                                                            By: Jessica Olyver...


terça-feira, outubro 22, 2013

2° Crazy in Love



D: Oh Dona Neuta, vem aqui um pouquinho, senta aqui. (segurando na mão dela, e sentando na cama de novo)
N: Que foi Dinho? Não posso ficar  mais aqui não, preciso ver algumas coisas pro Rodeio, e você também... Não?
D: É mais antes, vou contar uma coisa pra Senhora que o Tião veio falar pra mim.
N: O que?
D: Eu vou montar em Miami!
N: Que noticia boa Dinho... To muito feliz por você meu amor. (acariciando o rosto dele)
D: Então Dona Neuta, sabe que que é?
N: Hum?
D: É que vai ser daqui a uma semana.
N: Como assim? Você não vai montar no rodeio aqui de Boiadeiros?
D: Ó Dona Neuta se a Senhora quiser eu não vou não viu.
N: Que isso Dinho? Mais é claro que não, você vai sim.
D: Mais é quase dois meses.
Neuta ficou em silencio.
Ficou pensando que agora toda aquela surpresa teria que esperar. Isso era o que ela estava pensando naquela hora, mais também ia sentir muita falta de Dinho, o que era aquilo? Mais de 1 mês, porque isso? Era quase que um atentado a vida dos dois. Neuta e Dinho eram praticamente um só, até o nome deles era como se fosse um só.
Estava perdida em seus pensamentos quando...
D: Ow Dona Neuta? Que que foi?
N: Ainnn vou morrer de saudade. (já levantando e o abraçando)
D: E eu então? Vou fica igual que nem aquela vez, só sonhando com a Senhora.
N: Dinho, eu também.
D: Agora to perdido, vou deixar minha viúva aqui sozinha, vai encher de calçudo atrás, principalmente aquele Delegado lá.
N: Não interessa, eu só quero o meu peão.
D: A Senhora não fala assim não que eu fico doido viu. Eu vou agarrar a Senhora.
N: Mais é verdade mesmo. (ainda em seus braços, sorriu)
Dinho a segurou e a levantou no ar.


Aos beijos, ela deu alguns tapinhas no ombro dele, pra que a colocasse no chão.
N: Nossa, me deu tontura.
D: Me desculpa Dona Neuta.
N: Não foi nada Dinho
D: A Senhora senta aqui...
N: To bem Dinho to b... (e desmaiou nos braços dele)
D: NosSinhora, Dona Neuta, acorda...acorda...(desesperado)
D: Detinhaaaa, Bebelaaaaa ow gente acuda aqui, pelo amor de Deus.
Logo as meninas apareceram...
Det: Que que foi?
B: Que gritaria é essa Di... O que que aconteceu?
Dinho estava com a Neuta nos braços a deitando na cama.
D: Eu não sei, ela tava conversando comigo, e ai do nada, ela desmaio.
Det: Eu vou pegar álcool.
B: Olha ela já ta acordando.
Det: Madrinha Madrinha... O que a Senhora ta sentindo?
N: Ai, minha cabeça dói...
D: Trás um copo de água lá gente, pelo amor de Deus. (sem tirar os olhos da Neuta)
N: Eu to bem gente.
D: Coloca uma roupa, vou levar a Senhora no medico.
N: Eu não vou não, já disse que to bem, foi só uma queda de pressão.
D: Mais não é melhor vê isso ae Dona Neuta?
P: É mesmo Madrinha.
N: Não, já disse que não e pronto. E vocês (se referindo as afilhadas) que que tão fazendo paradas ae que ainda não terminaram o almoço?
Det: É que o Dinho chamou.
P: A gente tava preocupada Madrinha.
N: Ahhh que lindas vocês, mais agora já viram que eu to bem, então podem voltar pra cozinha.
B: Nossa Madrinha...
Det: Tamo indo Madrinha. Tamo indo.
E assim saíram.
D: Meu Deus do céu Dona Neuta, a Senhora não faz mais isso ai não viu?
N: Não foi nada Dinho.
D: Eu fiquei doido.
N: Own que bunitinho. (sorrindo pra ele)
D: Não faz mais isso.
N: Foi só uma queda de pressão mesmo. Pode ficar sossegado Dinho.
Dinho sabia que quando Neuta dizia não era não, se ela resolveu não ir ao medico, e ele tinha plena consciência que ele não ia convencê-la.
N: Bom deixa eu sair dessa cama, que já fiquei nela tempo demais.

E assim se arrumou, comeu uma fruta e saiu...
No fim de semana  teria um desfile do Junior no Rio de Janeiro, ele já sabia dessa ideia da Neuta, mais agora com essa viagem pra Miami do Dinho ela tinha que avisa-lo.
Não podia viajar, estava atarefada demais com o Rodeio tão próximo, fora também que ia aproveitar esse tempo pra aproveitar o Dinho.

E assim a semana ia passando, Neuta estava indo quase todo o dia na casa do Seu Laerte,quando precisava resolver alguma coisa na casa do Seu Paulo Emilio, também era na casa do Seu Laerte as reuniões.
E isso estava deixando Dinho possesso de ciúmes.
Na quarta feira...
Neuta fez a mesma coisa, acordou e já estava quase pronta pra sair, mais nesse dia ela ia passar na casa da Mazé depois.

12° Crazy in Love

E assim se passou 5 meses...
Neuta estava com uma barriga linda... Já sabia que seria uma menina... Vitória, naquele dia de Rodeio quase perdeu sua filha, mais a vontade que tinha de ser feliz com o Dinho e aquela vida que se formava em seu ventre era mais forte.
Dinho teve algumas esfoliações, quebrou o braço esquerdo e a perna esquerda, mais a essa altura já estava todos recuperados.
Dinho ficou em coma... Nada mais fazia.
Junior  já havia voltado a trabalhar nos desfiles, estava na temporada em Milão a  meses.
Ficou o Maximo de tempo que conseguiu, até sua mãe se recuperar.
As meninas estavam cuidando da casa, Zeca ficou responsável pela a administração da Fazenda.
E Neuta inteiramente dedicada na recuperação de Dinho, o médico disse que não tem previsão pra ele acordar, mais ela tinha fé.
Os primeiros tratamentos, as cirurgias e tudo mais, foram feitos no Rio de Janeiro assim que Dinho conseguiu ser transferido, quando terminou todo esse processo e entrou em coma, voltou pra Boiadeiros. Como o médico precisava fazer alguns exames diários em Dinho, ele não pôde ficar na fazenda, mas estava bem acomodado no hospital de Boiadeiros.
Neuta vai todos os dias visitá-lo, leva flores... Fica a tarde toda, mais a noite vai pra fazenda, não pode dormir ali naquele estado.
Ela entrou no quarto e se sentou ao lado. Com cuidado segurou a mãe dele e começou a conversar com ele.
N: Ai Dinho, como você é cabeça dura, quantas vezes já não disse que o único homem que me interessa é você... Você é o meu peão, é você que eu quero... (já com lagrimas nos olhos) Eu não te perdoar se você não ver a nossa filha crescer. Dinho... (já chorando) Acorda vai... Por favor. (o beijou a mão)

Assim ficou a tarde toda ali, contava as fofocas de Boiadeiros, contava tudo, as coisas que já havia comprado pra bebe.
N: Vai se chamar Vitória Dinho, nossa pequena Vitória. Você precisa acordar logo meu amor...
Neuta foi pra casa, suas costas doía muito, cada dia estava indo pra casa mais cedo.
E assim os dias foram se passando.
Certo dia Neuta estava lendo um livro na cadeira um pouco longe quando...
D: Dona Neuta? (baixinho)
N: Dinho!? (já se levantando o mais rápido que conseguia)
D: MinhaNossinhora, a senhora ta linda demais com essa barriga.
N: Dinho! (já chorando, foi ate ele e deu um beijo) Calma, não fala muito, eu vou chamar o Doutor.
D: (sorrindo)

Neuta foi o mais rápido que conseguiu.
O Doutor logo apareceu no quarto.
Med: Até quem fim ein Peão! (sorrindo)
D: Que isso Doutor. (sorrindo)
Med: O que ta sentindo Dinho?
D: O Home mais feliz do Mundo Doutor! (Já olhando pra Neuta)
N: (sorrindo)
Med: (sorrindo) Imagino, a cabeça não dói? As pernas consegue mexer?
D: Sim, tudo direitinho Doutor.  (sem tirar os olhos da sua viúva)
Med: Mais mesmo assim vou fazer uns exames finais.
D: Quando posso ir?
Med: Epa, não é assim ainda, vou fazer os exames dependendo dos resultados talvez daqui uns 4 dias.
D: (Sorrindo feito um bobo pra Neuta, que por sua vez estava igual a ele)
Med: Bom... Licença.
Ficaram em silencio por um momento, até que Neuta se aproximou da cama, e sentou pertinho dele, ele já estava sentado na cama.
N: Dinho, eu quero que você saiba...
D: Ow Dona Neuta, me desculpa viu, a Senhora não tem que explicar nada não, eu sou uma besta mesmo.
N: Xiiiii... (colocando o dedo na boca dele) Não fala assim de você.
D: Mais é verdade...
N: Para com isso, o que importa é que você ta bem, e que ta acordado.
D: Achei que não ia ver minha princesa Vitória, nome lindo esse viu Dona Neuta.
N: Você... Você, como você sabe?
D: Ué a Senhora me disse.
N: Você me ouvia?
D: Era como um sonho, mais ouvia sim.
N: Ai Dinho... (já chorando de novo)
D: Ow Dona Neuta não chora não, que eu choro também.
Neuta se aproximou e deu um selinho nele.
E assim se passou algumas semanas...

Dinho já estava de volta a fazenda, graças a Deus tudo não passou de um terrível pesadelo, agora a único assunto na fazenda e em Boiadeiros inteiro é o nascimento da pequena Vitória, Junior já estava de volta a fazenda para a espera dela.
Neuta já não aguentava mais de ansiedade.
Dinho estava encantado, não deixava Neuta fazer nada, café ele levava na cama, a ajudava a se vestir e tudo mais, faltava dar de comer na boca.
Neuta estava pra ganhar Vitória a qualquer momento...
Estavam todos dormindo...
Junior, Zeca, Detinha ,Penha,Bebela, Dinho e só Neuta que não, revirava de um lado para o outro, a barriga já estava enorme e o calor era demais.
Neuta levantou e resolveu tomar banho, um perigo, já que sua barriga estava grande e o banheiro iria ficar escorregadio.
Mas mesmo assim foi...
Entrou no banheiro e como ia tomar um banho rápido para refrescar não encheu a banheira, apenas ia no chuveiro mesmo.
Tirou a roupa e ligou o chuveiro, a água estava quase gelada, Vitória se mexia muito, talvez Neuta a tivesse acordado com o barulho da água em sua barriga.
Começou a se ensaboar, ate que...
D: Hum.... ta querendo me mata do coração Dona Neuta? (a abraçando por trás)
N: Dinho! Que susto. (acariciando as mãos dele)
D: Desculpa não quis assustar a Senhora. (passando a mão na barriga dela)
N: Ta com calor também?
D: Um pouco, mais esse banho gelado é só pra faze companhia mesmo. (sorrindo)
N: Que fofo Dinho.
Dinho estava já todo molhado também, estavam nus, embaixo de uma água que pra Dinho estava um gelo, mas para ela estava perfeita, as mãos de Dinho estavam massageando o corpo todo dela.
A Boca estava brincando com a orelha dela.
Neuta estava com os olhos fechados, sentindo aquele momento, aquela massagem dele...
N: Dinho (com voz de bebada)
D: Hum?
N: Não provoca...
D: Desculpa. (sorrindo) (já se afastando)
Terminaram de se refrescar, Dinho ajudou Neuta a colocar a camisola, ela estava em frente ao espelho...
D: MinhaNossinhora não vejo a hora da minha princesinha nascer...
N: Nem eu Dinho, nem eu...
D: Como será que ela vai ser neh? Será que vai te o Zoião verde assim igual o da Senhora?
N: (sorrindo) Eu ia adorar se ela fosse parecida com você Dinho.
D: Comigo? Não ela tem que se igual que nem a Senhora.
N: (sorrindo)
D: Vai ser a bebe mais linda desse mundo.

N: Vai sim Dinho, a gente vai ser muito feliz viu.

18° Crazy in Love (Fim)

A essa altura a pequena Vitória já estava nos braços do Junior, os olhos de Dinho já estava brilhante com as lagrimas que já formavam.
Ela veio em direção ao meio do palco... E ele foi indo em direção a ela, com os olhos vidrados.
N: Dinho...
Ele agora já estava bem na sua frente.
Ela pegou sua mão e já com olhos cheio de lágrimas...
N: Quer casar comigo?
D: A gente vai fica que nem velhinho assim Dona Neuta?
N: Vai sim Dinho(sorrindo pra ele)
Boiadeiros inteira tinha parado só pra eles.
D: Ow Dona Neuta, mais é claro que eu aceito, aceito se o homem mais feliz desse mundo.
A Abraçou, a beijo , a ergueu no ar...
Todos batiam palmas... Gritavam pra eles, mais eles não ouviam nada.
Pararam o beijo e deram inicio a cerimônia improvisada.
Dinho chorava desesperadamente.
Já Neuta ainda segurava as lágrimas, mas o sorriso estava escancarado em seu rosto.
E assim ajoelharam diante do padre e começou a cerimonia.
Dinho não conseguiria dizer com palavras o que estava sentindo, eram muitos sentimentos de uma vez só.
Junior estava já a essa altura com o Vitória nos braços e Elis ao lado como Padrinhos, ela havia chego a pouco só pra cerimônia.
Do outro lado estava Tião e Simone também como padrinhos.
Silvalzinho trouxe com as alianças, era uma cerimônia rápida, mas ambos sabiam exatamente o que iriam dizer um ao outro, até porque as palavras viriam do coração.
Neuta pegou a aliança e colocando no dedo de Dinho começou.
N: Dinho... Hoje eu te aceito como marido, e prometo te amar, com toda a ternura que existe no meu coração. Eu estarei ao seu lado nos momentos felizes...tristes, na saúde e na doença e eu tenho certeza de que juntos Dinho... (ja com as lagrimas formando)vamos realizar todos os nossos sonhos. Que Deus nos mantenha sempre juntos... Apaixonados e felizes.

Dinho estava encantado com tanta declaração de amor de uma vez só pra ele, ainda mais da mulher da sua vida.
Pegou também a aliança e começou...

D: Dona Neuta... Assim... Hoje a gente vai ser marido e mulher. Queria que a Senhora soubesse que pra mim, a Senhora pra mim é um presente de Deus, agora a gente vai dividir, assim a vida neh mesmo, e... Meus dias vão ser cheio de alegria ao lado da Senhora. Aqui diante de Nossa Senhora Aparecida e de todo mundo aqui, eu prometo que vou se seu amigo,companheiro pra dividir tudo, mais tudo mesmo. Prometo que vo se fiel, apoiar a Senhora, vo ta sempre do lado da Senhora, na saúde, na doença e por toda a minha Vida. Viu?!
Agora as lágrimas já estavam descontroladas no rosto de Neuta.
P: Bom... Diante dos votos aqui jurados, eu vos declaro marido e mulher.

Assim terminaram a cerimônia, aquilo parou a festa toda.
Mas Dinho e Neuta não queriam festejar ali não, queriam emendar a festa com a noite de núpcias.
E assim fizeram sumiram daquela festa, nem o buque Neuta se lembrou de jogar.
Neuta e Dinho entraram no quarto aos beijos.
Ela estava de noiva, o mais perfeito sonho que Dinho podia sonhar.
D: Eu só posso ta sonhando.
N: Então vamo sonhar Dinho... Vamo sonhar pro resto da nossa vida.
Se beijaram o clima estava esquentando...
N: Calma Dinho...

Neuta entrou no banheiro e depois de alguns minutos ela saiu com uma camisola.
Dinho estava hipnotizado.
Ele levantou e foi de encontro a ela, a tomou nos braços, e com as mãos bagunçando seu cabelo, a encheu de beijos, beijos fortes que se estendiam por todo o rosto de Neuta.
Ela deitou na cama, e Dinho olhando em seus olhos, e seus olhos percorreriam todo o corpo dela. Ela não moveu se de imediato, passou quase dois minutos na mesma posição que estava, olhando para o seu lado direito. Dinho deitou ao lado e ficaram se olhando. Depois desses longos e excitantes quase dois minutos, ela pareceu transformar-se em outra pessoa. Seus olhos e seu sorriso diziam isso. Ela virou-se para ele e começou a passar as mãos em seu corpo levemente e ele lentamente também fez o mesmo como se quisesse conhecer as curvas dela ainda cobertas pela camisola. Ao chegar nas coxas ela não fez uso de tanta leveza. A língua dele percorreu seus lábios que por sua vez foram mordidos por seus dentes. Ao vê-lo com tanto tesão sem sequer ter a visto nua ao menos, Neuta fechou os olhos. Ao abri-los ele já estava em cima dela nua a olha-la nos olhos.
D: NosSinhora, é amor dimais da conta.
N: (sorrindo)
Segurou tão firmemente a sua cintura que nem percebeu que ele estava levantando sua camisola para deixar livre seu corpo de qualquer coisa que o deixasse coberto.

Neuta começou a retirá-la, mas ele segurou firme em suas mãos querendo dizer que ele mesmo faria isso. Antes segurou nos cabelos dela, o puxou numa mistura de leveza e grosseria e encaixou seu rosto em seu pescoço.
Sentiu o cheiro e o gosto dele deixando-a assim arrepiada dos pés a cabeça. Ainda estava só começando. Ele desceu um pouco mais, sentiu o tamanho dos seios dela com seus lábios e os deixou arrepiados com sua respiração e medição.
Dinho parou, olhou para ela e percebeu o quanto ela já estava desnorteada. Mais um beijo a língua de Dinho e a dela pareciam dançar num mesmo ritmo.
Sua respiração forte como a dela fazia seus corpos mexerem-se. O conjunto do beijo mais respiração mais mãos nos seios e outrora na cintura era perfeito!
O melhor ainda estava por vir. Ele parou de beija-la... Alisando-a dos pés para as coxas, Dinho abriu as pernas e passou a morder levemente as coxas e a sentir com sua língua o sabor da pele dela.
Depois de fazer várias vezes esse passeio entre coxas, Dinho passou a beijar o que não era a boca dela. Tudo ao seu redor ficou embaçado, duplicou... Ela ficou indecisa, não sabia se mordia ou lambia seus próprios lábios, se ela falava algo, para que lado deixar a cabeça, já que ele movia-se de um lado para o outro, se ela olhava para ele... Ela fez tudo isso ao mesmo tempo, e obviamente não tinha o controle para decidir o que fazer. Ficou tudo muito descontrolado! Ele sabia exatamente onde estava... Sabia quais as reações que ela teria com cada movimento que sua língua fazia.
No movimento de beijo ela jogava seus braços para trás como se estivesse voando.
No movimento em que ele rodeava com a língua seu ponto de prazer ela colocava as mãos na cabeça de certo para não perder o juízo.
No movimento em que ele a tocava apenas da ponta de sua língua ela curvava seu corpo, Neuta olhava para ele e sua boca se abria e novamente seus lábios ela mordia. No movimento final desta etapa onde ele percebeu que seu céu cabia quase todo em sua boca, ele segurou forte o seu cabelo, pois, o corpo todo de Neuta pareceu estar tendo um ataque epilético.
Ela o puxava para cima dela, pois, o que ele continuava a beijar estava sensível demais. Ele voltou a beijar  Neuta... A boca, para que ele sentisse o  próprio gosto enquanto suas mãos percorriam o seu corpo que ainda estava adormecido, mas, a dormência logo sumiu quando ele se posicionou ao sentir o resultado do que fez sua língua.
Os movimentos começaram...



Eram fortes com desejos, felicidade, carinhos... Amor.
Neuta sentiu o céu dela junto ao dele, literalmente tinham se tornado um só.

Continuaram nesse ritmo e chegaram ao Maximo de prazer.
Os corpos relaxaram, ele em cima dela, ela alisando as costas dele... Ele levantou, olhou para ela e falou:

D: Eu acho que vo explodir de tanta felicidade Dona Neuta.
N: Eu te amo tanto Dinho...tanto.
E assim passaram a primeira noite como marido e mulher.

No outro dia Neuta acordou por último, parecia que o que havia vivido era um conto de fadas.
Se trocou e foi para a sala...
Estava toda a sua família a espera de um delicioso café da manha.
Até Maria Elis e Sinvalzinho.
Estavam todos comentando sobre o casamento.
Dinho estava na área com Vitoria, Neuta foi até eles...
N: Dinho (sorrindo) tadinha... Ela vai ficar toda torta. (sorrindo)
D: Ow Dona Neuta olha como ela fico quietinha, ó só que bunitinha Dona Neuta?



Ela sentou ao lado dele e encostou a cabeça no ombro dele...
D: Que que foi Dona Neuta?
N: Eu... To muito feliz Dinho... (chorando)
D: Mas não chora não Dona Neuta... Senão eu choro também...
Neuta sorriu pra ele...
N: Ai Dinho. (sorrindo)
D: O que? (sorrindo)
N: É amor dimais da conta. (sorrindo)
D: (sorrindo)
E aquele foi o primeiro dia do resto de uma vida de sonhos ao lado do peão que mudou a vida de Neuta...
                                                       FIM
                                                   
                                                    By- Jessica Olyver




sexta-feira, outubro 18, 2013

20° (Final) The Last Dance

Algumas horas depois.
Hélia acordou com Fidélio ao seu lado.
H:Leal! (ameaçando levantar)
No mesmo instante ela sentiu uma pontada na cabeça e na perna e voltou a deitar novamente.
F:Hélia minha amiga, fica calma está tudo bem.
H:O que aconteceu? Onde está o Leal? Ele tá bem?
F:Fica calma, está tudo bem com o Leal.
H:Eu o vi, eu o vi com mascara de oxigênio.
F:O que aconteceu foi o seguinte, um carro veio em alta velocidade pra cima de você e Leal Cordeiro te empurrou e entrou na frente.
H:E como assim você me diz que está tudo bem?
F:Foi mais um susto, quando  Leal te empurrou você acabou batendo a cabeça e desmaiou.
H:E ele ? Como ele tá?
F:Ele teve que fazer uma pequena cirurgia no pulso.
H:Mas eu o vi com oxigênio, você tá mentindo pra mim, Fidélio! (já chorando)
F:Hélia, ele estava com oxigênio porque quando ele te viu no chão, desacordada e com sangue escorrendo da cabeça ele pensou logo o pior e teve uma ameaça de infarto.
H:Mas eu me lembro que...
Nesse instante Nelinha, Zeca e Sérgio entraram no quarto interrompendo sem perceber.
S:Hélia, o que você está sentindo? Está tudo bem?  (foi se aproximando da cama) Está precisando de alguma coisa? Se quiser posso pedir pra te levarem pra um quarto maior e... (foi interrompido)
Ela passou delicadamente as mãos pelo rosto dele, mãos essas que estavam com vários arranhões.
H:Está tudo bem. (sorrindo) Eu estou bem.
Sérgio começou a chorar.
F:Sérgio... (penalizado)
Zeca e Nelinha assim como Fidélio ficaram sem reação. Ninguém tava esperando.
S:Eu achei... Eu... Eu senti tanto medo.
Hélia com certa dificuldade se aproximou dele envolvendo-o num abraço frágil.
H:Me desculpe pelo susto. (sorrindo) Mas agora está tudo bem. (enxugando-lhe as lagrimas)
Ele deu um beijo carinhoso no rosto dela e a abraçou novamente.
Um tempo depois Zeca e Nelinha deram notícias de Leal e precisavam ir. Afinal ia entrar a madrugada.
F:Podem irem sossegados eu cuido dela.
S:Eu não vou conseguir te deixar aqui... (foi interrompido)
H:Eu sei que amanhã você tem uma importante reunião. Vai sossegado eu estou bem, prometo que qualquer coisa eu peço pra te avisar.
Depois de muita insistência de Fidélio ele deixou Hélia naquele hospital.
Era quase 1hrs da manhã, Hélia não conseguia dormir.
Em seu pé esquerdo havia uma bota que a apertava, havia torcido o calcanhar e em sua testa no inicio do couro cabeludo pouco acima do fim da sobrancelha um curativo para cuidar do dois pontos que levou pelo corte fundo ao ser empurrada.
Fidélio percebeu a inquietação de Hélia.
F:Hélia?
H:...
F:Você quer alguma coisa? Uma água? Quer que ajeite o seu travesseiro ou...
H:Quero ver o Leal!
F:Mas você não pode sair daqui. (nervoso ao vê-la tentando se levantar)
H:Fidélio... Por favor.
F:Ele deve estar sedado ainda, e a essa hora vocês nem vão poder se falar.
H:Eu só quero vê-lo, eu preciso ver ... Só ver. (implorando)
F:Eu sei que vou levar uma enorme bronca da enfermeira, mas... Vamos vai.
Fidélio a ajudou levantar-se, foram até o quarto de Leal com grande dificuldade, afinal Hélia estava com o corpo todo dolorido, estava apoiada a Fidélio praticamente 100%.
Assim que abriram a porta do quarto de Leal viram ao lado Faustáço cochilando, mas o mesmo logo acordou ao perceber a porta fechando.
Fa:Hélia, como está? (cochichando)
H:Estou bem, e ele? (referindo-se a Leal)
Fa:Estava inquieto, queria ir te ver mas assim que tomou o medicamento dormiu de novo.
Hélia sorriu ao ouvir isso, ele queria vê-la mesmo tendo passado por uma situação pior que a dele.
Fidélio puxou uma cadeira ao lado da cama de Leal e acomodou Hélia lá.
F:Que tal tomarmos um café na lanchonete do hospital enquanto isso Faustáço?
Fa:Acho uma ótima ideia.
Assim que saíram Hélia segurou as mãos dele.
H:Eu não conseguiria ficar nem mais um minuto sem te ver, eu nem pude acreditar quando Fidélio me disse que você estava bem.
Tudo minha culpa... Se eu não tivesse voltado... (chorando baixinho)
L:Eu teria morrido... Morrido de tristeza.
Leal falava baixinho, provavelmente o sedativo ainda fazia certo efeito.
Hélia chorava ainda mais agora.
L:Eu estou tão feliz que você está bem. (sorrindo pra ela)
H:Porque fez isso?
L:Porque eu jamais conseguiria viver em um mundo que você não existisse.
Hélia não conseguia segurar as tímidas lágrimas.
H:E quem foi que te disse que eu conseguiria viver em um mundo sem você?
L:Ah Hélia. (A puxando para um beijo)
H:Me perdoa, me perdoa...
L:Me perdoa você, uma vez eu te disse que olhar para o seu rosto me faria infeliz, disse que nunca mais queria lhe ver.
Te enchi com palavras horríveis, palavras essas que eu sei que você nunca mais vai esquecer. Me perdoa por ser um rei que não consegue se quer provar para a sua rainha o quanto ele a ama, o quanto não existe nem reino que dirá um rei sem ela.
Me perdoa por não ter cumprido a promessa de passar os meus dias e as minhas noites vivendo o nosso amor.
Hélia o beijou delicadamente e disse:
H:Não posso julgar o meu rei agora (sorrindo) se nem ao menos sei como ser uma rainha.
L:Eu sinto os meus olhos pesados... (com a voz baixinha)
H:Dorme... Dorme que hoje você não foi o meu rei, você foi o meu herói. (afagando os cabelos dele)
Leal sorriu já com os olhos fechados, agora não ouvia mais nada, dormiu.
Ainda era de madrugada quando Fidélio chegou com Hélia de volta ao quarto.
F:Zeca e Sérgio me matam se souberem que eu te tirei dessa cama tão cedo.
H:Ninguém vai ficar sabendo (se ajeitando na cama)
F:Bom, pelo menos você viu que Leal está bem.
H:Ele ficou bem, mas eu me lembro que eu vi você vindo da direção do carro e...
F:O que você quer saber? Se eu sei quem estava dirigindo? Eu não... (foi interrompido)
H:Você sabe!
F:..
H:Fidélio! Quem era? Me diz...
F:Hélia, a pessoa já está pagando pelo que ela fez...
H:Eu quero o nome Fidélio, eu quase morri, ou pior... O Leal poderia ter morrido! (nervosa)
F:Não fica nervosa, por favor.
H:Ou você me diz, ou a nossa amizade acaba aqui.
F: Foi a Iolanda!
Hélia sentiu o corpo todo formigar, a vontade que tinha era de levantar naquele mesmo instante e ir dar-lhe uma boa surra.
H:Desgraçada!
F:Shii Hélia, não fala alto minha amiga, são 2hrs da manhã.
H:Fidélio, Fidélio isso é muito grave, essa louca deve ser presa.
F:Ela está respondendo um processo.
H:Um processo? De nada adiantaria um processo se o Leal tivesse morrido. Ela me odeia tanto a ponto de ferir o Leal, o homem que ela diz que amou.
F:O Plano não era esse. Hélia quando ela jogou o carro... Era pra acertar em você, mas Leal apareceu e se jogou na frente.
H:..
F:Por isso sabemos quem foi, quando ela viu que Leal foi atingido ela entrou em um estado de choque e parou o carro, foi quando eu fui até lá já que você já estava sendo atendida.
H:Estado de choque? Estado de choque ela vai ficar quando eu encontrar com ela.
F:Você não vai fazer nada, Hélia, ela já está pagando por isso.
Hélia assentiu, disse que faria isso mesmo, que o mais importante agora era a recuperação do Leal.
“Agora”, mas não disse nada sobre o “Depois”. Mas quem conhece Hélia Pimenta, sabe que isso não vai ficar assim.
Os dias passaram, Leal ficou no hospital durante quase 3 semanas, isso não seria necessário se o mesmo não tivesse tido o inicio de uma infecção nos pontos do pulso.

No apartamento de Leal.
Fidélio andava atrás da amiga pra lá e pra cá.
A mesma andava mancando pelo quarto todo de Leal.
F:Hélia, você não pode se esforçar tanto assim.
H:Eu não sei porque ainda não tiram essa coisa do meu pé, eu já estou bem, não dói mais, e a noite eu já fico sem ela.
F:É porque você torceu, qualquer mau jeito durante esse tempo pode dar algum problema.
H:Pode dar problema nenhum, esse pessoal de hospital que exagera.
F:Por falar em exagerar, você não acha que isso é muita coisa? Era pra você só pegar umas duas peças de roupa para a alta do Leal.
H:Não, preciso levar tudo que ele possa usar, porque depois que estiver lá não vai dar pra voltar meu filho.
Fidélio sorria, a amiga estava feliz, feliz como nunca devia ter deixado de ser.
Era o dia da alta de Leal, Hélia havia passado todo esse tempo no hospital com ele, o que foi um problema já que a mesma também tinha que repousar, mas como havia recebido alta muito antes que ele, não havia quem a convencesse do contrário.
Só conseguiram que ela fosse pra casa quando disseram que Leal iria ter alta, que era pra ela dormir em casa e no dia seguinte trazer algumas peças de roupa para ele.
H:Pronto! Vamos?
F:Vamos pra onde com você levando essa enorme mala?
H:Fidélio!
F:Me dá aqui. (pegando a mala da mão dela)
H:Ah, não precisa tanto.
F:Vamos. (abrindo a porta pra ela)
Assim que chegaram ao elevador antes mesmo de fecharem.
H:Esqueci os sapatos!Ah meu Deus. (saindo do elevador)
F:Não, desça e me espere na portaria, eu desço com os sapatos, são aqueles que você deixou na cômoda não é?
H:É, esses mesmo.
F:Então eu já volto (tirando a mão da porta do elevador)
Fidélio sabia que se Hélia voltasse para buscar os sapatos voltaria no mínimo com mais uma mala.
O elevador parou naquele andar antes de chegar ao térreo.
Assim que a porta abriu...
I:Você? (voltando)
H:Volta aqui! (puxando a para dentro do elevador)
I:Me solta, eu não preciso usar o elevador agora.
Hélia puxou o botão de emergência.
Iolanda estava diferente, provavelmente andava meio disfarçada, afinal... O acidente ocorreu em frente ao Titã, muitos vizinhos a viram.
Hélia estava fora de si, sabe se lá o que seria capaz de fazer, afinal Leal poderia ter morrido.
I:Eu não sei o que você quer comi...
Hélia deu um intenso tapa do lado esquerdo do rosto de Iolanda.
I:Sua...
Assim que Iolanda foi levantar a mão para revidar o tapa, Hélia seguro, impedindo o mesmo.
H:Você não tem o direito de revidar, não depois do que você fez.
I:Eu não fiz nada!
H:Eu já sei de tudo, para com esse teatrinho.
I:..
H:Vaca!
Iolanda começou a chorar, mas em nenhum momento abaixou a cabeça, olhava com superioridade para Hélia.
I:Porque? Porque você? O que é que você tem de tão especial? Uma bailarina fracassada, velha... Uma pessoa que...
Hélia deu mais um tapa nela, mas nesse momento ela já estava saindo de si e foi para cima de Hélia, com certeza esse elevador iria demorar.
Uma segurou no cabelo da outra, ambas estavam descontando não somente esse acidente, mas tudo... Tudo o que passaram por causa da outra.
Porém Iolanda pensava estar em um pé de igualdade com Hélia, uma ilusão pensar isso, afinal... Hélia perdeu muito mais, sofreu muito mais.
Mas nesse momento, nada mais importava. Quem iria separar aquela briga? Ninguém...
Iolanda era mais alta que Hélia, por isso tinha certa vantagem ao puxar os cabelos da rival.
Hélia lembrou então que tinha algo a seu favor.
Com aquela enorme bota que tinha em seu pé, ela pisou no pé de Iolanda para que a mesma soltasse seu cabelo e com a outra perna deu uma joelhada no estomago de Iolanda.
Doía, doía muito... Foi aí que ela ficou vulnerável e Hélia a jogou no chão. Posicionou-se em cima da mesma e descontou tudo, todo o sofrimento que sentiu toda a dor de ter que sair do país para não sofrer mais, o susto de quase perder o amor da sua vida.
No inicio Iolanda conseguia seguras os braços de Hélia, mas em certo momento depois era inútil.
A nossa bailarina chorava e em meio a lagrimas descontava com menos força aquela dor no rosto da enfermeira.
H:Me matar... (ofegante) Me matar nunca te traria de volta o Leal...
I:Cala a boca... (sussurrando)
H:Porque é a mim que ele ama, porque eu?O que eu tenho de tão especial?
Hélia mesmo com os arranhões no rosto sorriu para ela e disse:
H:O coração dele, Leal me entregou o coração dele na noite que fizemos o Zeca. E é por isso que ele nunca seria seu.
Hélia a encarou.
H:Essa história não é sua!
Iolanda cuspiu no rosto de Hélia.
Ela fechou os olhos e limpou o rosto.
H:Se isso te faz se sentir melhor...  (levantando-se)
Hélia apertou novamente o botão do térreo e enquanto Iolanda tentava se levantar ela completou.
H:Suma daqui, suma do Titã, suma das nossas vidas. Eu não quero ter que ver o seu rosto nunca mais nessa vida.
A enfermeira estava sentada no chão do elevador segurando o nariz, o mesmo insistia em sangrar.
Quando a porta do elevador abriu, Fidélio estava aflito, afinal foi mais de meia hora dentro daquele elevador.
F:Hélia! Pelo amor de Deus o que... (assustado)
Hélia estava com o cabelo em pé, um enorme arranhão no rosto, mas quando Fidélio viu que dentro do elevador havia alguém ele logo olhou para Hélia.
F:O que foi que você fez, Hélia?
H:Só desabafei um pouco com a EX vizinha.
F:Meu Deus (indo em direção a Iolanda)
I:Sai! Eu não quero ajuda de ninguém, eu posso muito bem sair daqui sozinha.
H:Ouviu Fidélio? Ela pode ir sozinha, vamos buscar o meu marido logo.
Fidélio ficou preocupado.
A caminho do hospital Hélia se ajeitava.
F:Hélia, o que foi que você fez? Ela estava sangrando muito.
H:Eu? Não fiz nada demais, foi só uns tapas bem dados, talvez tenha batido de um mau jeito.
F:Mau jeito? Hélia...
H:Ai Fidélio, já foi, vazo ruim não quebra.
Leal nunca soube dessa briga, muito menos de que foi Iolanda que tentou matar Hélia, acharam melhor poupá-lo. O mesmo até hoje acredita que foi um homem embriagado.
Hélia mudou-se para o apartamento de Leal, foi surpreendida com um buque de flores acompanhado de um sincero pedido de desculpas de Gorete no dia em si.
Reabriu a escola de dança e com muito sucesso, afinal de contas a temporada de coreografias fora do país trouxe-lhe muitos benefícios.
Sérgio voltou para Nova York depois da alta de Leal, ele foi ainda Amanda Hélia, mas soube respeitar a decisão dela, tanto que não descontou em Leal. Como pessoas civilizadas despediram-se prometendo se encontrarem para um jantar um dia desses.
Mas ao despedir-se de Leal a sós, reforçou a promessa de que o mataria se fizesse Hélia sofrer novamente.

Era noite de lua cheia quando Hélia esperava Leal vir buscá-la para ir para a casa juntos.
A escola já estava fechada e a mesma ouvia a musica deles e olhava o céu pela janela.
Sentiu os braços do seu rei envolvendo-lhe a cintura.
L:Me diz aonde é que você esta, pra eu poder te alcançar.
H:Estou no paraíso, ao lado do homem que eu amei a minha vida inteira e quero amar até os últimos dias da minha vida.
L:Que seja eterno esse teu desejo (puxando a para dançar)
Hélia sorriu...
L:Minha bailarina. (sorrindo)
Leal apertava-a contra seu peito e sorria com os olhos fechados enquanto fazia os passos da dança que o corpo já sabia como dançar.
L:Agora sim...
H: O que?
L:Se eu morrer eu morro feliz.
Hélia o calou com um beijo.
H:Prometa que nunca mais vai dizer isso, nós nunca... Nunca teremos uma ultima dança. Porque o nosso amor  é tão forte que ele ultrapassa até a morte.
Leal sorriu para ela e parou a dança.
L:Eu prometo... Minha rainha.
Sorriram e continuaram a dança...

                                                   FIM

------------------------------------------------------à By: Jéssica Olyver






 

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